Chumbos alternativos

Confesso que acompanhei o assunto muito pela rama, mas como diz a Tabasco (não diz aqui mas cusquei em locais de acesso reservado) "cheira ao longe" que esta não tem ponta por onde se lhe pegue e por conseguinte é preciso mandar a ideia cá para fora, espectrar as ondas de choque e fazer um discurso sério e certinho para ver se passa.
Estou a falar da hipótese dos alunos (coitados seres sensíveis) não repetirem ano nenhum até poderem sentar-se no banco da frente dos automóveis. Sim, a proposta da Sra Ministra é (posso estar a falhar nesta informação mas foi o que retive) ter um sucesso de 100% nos alunos até aos 12 anos.
Brilhante. Alguém acredita num ensino com 100% de sucesso?? Alguém sequer se atreve a considerar que um processo baseado numa avaliação (seja ela qual for) poderá "garantidamente" ser de 100%??
Para compor o ramalhete o Sr Secretário de Estado já informou que é pura especulação falar em passagem administrativa. Não Sr, isso nunca foi sequer posto à consideração, completamente fora de hipótese. O que vai acontecer, e é óbvio que é a solução ideal, é que para os alunos com maiores dificuldades se vão encontrar "processos alternativos".
Não tem avaliação positiva porque não demonstra conhecimentos para tal, mas... (ou lá se vão os 100%)
Não é um mimo? Faz lembrar o discurso da chefa (sim falo daquela seca la pra baixo). Os Srs devem ter passado algumas semanas a meditar num tema que fosse feito à medida para um post. Os meus agradecimentos.

13 comentários:

teresa disse...

a proposta é do conselho superior (ou nacional, não me lembro) de educação e tem como base o sistema finlandês que é só o melhor do mundo se atendermos à taxa de sucesso.
Quanto às secas e aos discurosos nós depois conversamos nos tais sitios privados onde andas a cuscar a Tabasco... (sítios privados com a Tabasco?? ainda agora chegou e já há pouca vergonha?)

tab@sco disse...

Mas quem é este Santo? Quem é este homem? Como é que ele sabe aquilo do "cheira ao longe"? Que poderes misteriosos tem ele para cuscar o que eu escrevo!? Oh chefa, começo a recear esta coisa (modernice) de se escrever para a blogosfera

Sofia disse...

Agora é que eu devia andar na escola outra vez...
Ia ser em grande e sem chumbos!!!!

Gabs disse...

Mas se passam todos, há notas ao menos? e os que estudam, e fazem os tpc, não se sentem prejudicados?
não sei se é um bom treino para o mundo do trabalho, "não faço nada e ganho na mesma" é a mensagem ?

Anônimo disse...

pois, é isso, é uma ilusão que vai sair cara, voto contra

O Santo disse...

tabasquita, sabes que a proximidade ao omnisciente tem as suas vantagens...
(pq a chefa ta com inveja?? e nestas caixas e nas de baixo... hummm...???)

Anônimo disse...

pessoal, mas qual é a surpresa? quando temos uma ministra Milu que quer por os pais a avaliar os professores, ja nada espanta! Quando eu tenho que fazer um relatorio ao ministerio para chumbar um aluno, e esses relatório ja não é confidencial, para que os pais me possam vir inquirir sobre o porque de lhes chumbar o filhinho...
So falta dizerem-me "se o chumbar a ele, nos chumbamo-lo a si!"

Massada =)

teresa disse...

Só uma pequena pergunta - alguém já leu a proposta? Eu não, mas estou a tentar. Sei é uma coisa - os meninos não fazem nenhum, andam até aos 15 a jogar ao gato e ao rato, a malta paga e aos 15 anos saem da escola depois de muito dinheirinho meu empatado na educação deles, muito chumbadinhos e sem saberem ler nem escrever. Não me interessa se passam ou chumbam, interessa-me que o investimento que se faz neles tenha um minimo de retorno.

teresa disse...

Uma primeira achega:

"Segundo a edição esta quarta-feira do Diário Económico o Conselho Nacional de Educação recomenda ao Executivo para que encontre alternativas às repetições.

Só desta forma se pode atingir bons desempenhos por parte dos alunos e resolver os problemas de insucesso escolar, considera o parecer aprovado em plenário.

Nas propostas avançadas pelo Conselho Nacional de Educação estão estratégias de apoio aos alunos, intervenções aos primeiros sinais de dificuldades e estratégias de diferenciação pedagógica.

O Diário Económico refere que, na Finlândia, onde existe o melhor desempenho escolar do mundo, não há aluno que reprove na escolaridade obrigatória.

Já na Irlanda e na maioria dos países com bons resultados, as repetições foram substituídas por estratégias de apoio aos alunos.

O Conselho Nacional de Educação quer acabar de vez com a ideia de que repetir o ano nunca fez mal e por isso recomenda ao Governo que estude as soluções adoptadas noutros países.

No parecer fica a ideia de que o passar de ano sem que se tenha aprendido não é solução, mas a repetição também não o é, especialmente quando a responsabilidade da falta de aprendizagem é atirada para o aluno ou para a família. "

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1035524

Anônimo disse...

balelas. no papel soa tudo muito bem, mas no fim é tudo igual aos exames de matemática. all for the statistics.

Quando toca a picar o governo adoro ser chato.

Rachel disse...

E o pior de tudo, é que os alunos (aqueles que conseguiram aprender a ler e ouvem as noticias entendendo a lingua como sua e percebendo o que se diz), mas como ía dizendo, os alunos ouvem isto como aquele anuncio do Wiskas Saquetas, sabem: bla´blá blá wiskas saquetas? estão a ver?
Os alunos a ouvirem as propostas: blá blá blá, não há repetições, blá blá blá, não há repetições.

E pensar que é esta cambada de morcões que vai tomar conta "da gente" quando formos velhinhos.
O pré-adolescente lá de casa bateu com os costados num severo colégio, para aprender a vergar a mola desde cedo.

E dizem-me Bad mother.
E eu digo: sim sim, é mas é dar-lhe forte e com a alma, que eu não andei a parir morcões, pá!

Rachel disse...

Pergunta:
Eles (os senhores que governam esta porcaria de republica) sabem que na Finlândia a maior causa de morte entre os jovens adultos até aos 25 anos, é o SUICIDIO?!?!?!

E porque será?

Anônimo disse...

é um erro não avaliar os miúdos em provas nacionais desde cedo, para ficarem habituados e saberem-se confrontar, consigo e com uma prova universal. Além de que seria a única maneira objectiva de poder avaliar os prof.s.

Espero que seja demagogia de um ano de eleições e que depois volte atrás.