A batalha

Sinto-me derrotada. Ainda não dei a guerra por vencida, mas tenho perdido batalhas. A de hoje então for um tiro tão certeiro que me abalou profundamente. Sinto o chão fugir, e já pouco sei que fazer para que não se abra uma enorme fenda por onde inevitavelmente vou cair. Já nem unhas tenho para me agarrar às paredes rugosas, aos muros ou a qualquer coisa que me impeça de cair. Estou desamparada, e não posso contar com a mão de quem ma podia dar. Faltam 15 dias para entrar de férias e não consigo pensar que já falta pouco. Penso ”só duas semanas!”. Até já ponderei adiar, mas não pode ser. Tento convencer-me que a guerra não está de todo perdida, já venci tantas… mas as baixas são muitas e esta soldado receia ficar sem forças para continuar. Isto passa, eu sei que passa, mas enquanto cá anda, é como diz o outro, elas não matam mas moem! Não consigo pensar em estender-me ao sol, em jantaradas de verão, em vinho branco ao fim da tarde. Não me apetece defender o FCP nem o Norte nem “ca noijos”. Queria trabalhar de Segunda a Domingo, como se isso adiantasse alguma coisa.
Passa, mas enquanto não passa…

6 comentários:

@na disse...

Força :(

estendo-te uma barbatana solidária disse...

Umas horas bem passadas na companhia certa e ficavas logo com outras cores...
:-)

gaija do norte disse...

gracias gracias, thank you! levei tudo à letra.. a força e as horas passadas na companhia certa. acho que estou da mesma cor, mas muito mais bem disposta:)

teresa disse...

ó gaija, tu não dês oubidos a esses desencaminhadores...

gaija do norte disse...

olha, já dei! os oubidos, os jolhos, as jorelhas e os joelhos (eheheh esta foi só para completar o trio), e resultou!!

testemunho presencial disse...

Vês? E ainda nem estiveste perto do tubarão milagreiro...
É reviravolta garantida nos dias mais difíceis de qualquer fêmea.
E estou certificado pelo Instituto de Soldadura e Qualidade.