Tudo o que você queria saber sobre a entrevista do Visconde para as televisões, a propósito de um genial post escrito no Cabra

Eu nem queria falar nisto, de cada vez que me lembro até se me dá uns arrepios, coisas dos nervos, mas a Teresa pediu que eu falasse aqui do assunto e eu, em a Teresa me pedindo, transformo-me num homem-objecto, faço aquele número inicial de resistência heroica, mas depois a Teresa faz-me sempre uma proposta irrecusável e eu acabo sempre por ceder.

Maneiras que a coisa se proporcionou da seguinte forma: ao mail do"Cabra" (ao qual eu não tenho acesso, sou o parente pobre deste blog, tanto que eu me esforço por ser da casa mas depois nem me deixam colocar a mãozinha no blog ou administrar por um dia, nada, nem o telemóvel do Shark me facultam), ao mail do "Cabra", dizia eu, chegou uma proposta de entrevista para um programa de largo espectro de audiência da RTP1. Eu deva ter logo desconfiado, a missiva começava por Caro "Visconde de Vila do Conde", assim mesmo, Visconde de Vila do Conde entre aspas, logo a achincalhar uma pessoa, nem quero que me lembre, li aquilo, um nome de família tão antigo assim menosprezado, entre aspas, e percebi logo que aquilo não era coisa boa.

Era então uma jovem e bastante apresentável jovem que pretendia os meus serviços para gravar a minha opinião e passá-la em horário nobre. Resisti heroicamente dizendo que talvez fosse melhor consultar outros versados no tema, que o meu tempo já lá ía, que agora eu estava já retirado do mercado, mas a jovem moça, doce como só elas sabem ser, dizia que não, que era a mim que me queriam ouvir, que o share da RTP1 precisava da minha palavra sábia e avisada, que já tinham protocolos com quase todas as televisões do mundo.

Quase acedi, confesso. Gosto de ser agradável às pessoas, sei que uma palavra minha pode mostrar o caminho são a gerações inteiras de pecadoras, sei que um afago meu tranquiliza a mais agitada das águas, sei que sou uma espécie de Homem-Bimbi (tudo me sai bem...). Quase acedi. Quase (pequena pausa para ir buscar os sais). A verdade é que a jovem jornalista queria a minha opinião sobre uma mulher em especial. Não era a Scarlett. Não era a Soraia. Não era a Michelle. Não era sequer a Micéu, a mamalhuda do piso 12.

Queriam que eu opinasse (oh afronta...) sobre a mãe do Cristiano Ronaldo. Obviamente, recusei. Jamais admitirei publicamente a minha própria decadência...

5 comentários:

teresa disse...

Antes de mais compete-me atestar que, por incrível que pareça, é rigorosamente verdade que o Visconde foi convidado a perorar sobre a D. Dolores.

Agora o resto.
1. Visconde, já quase não tenho mais cavalos. Na próxima não se faça tão rogado!

2. Acabou de ser nomeado vogal do conselho de administração, mas convém que saiba que tenho voto de qualidade.
O telefone do Shark já é complicado de escolher. O Visconde quer qual? O das gajas, o de trabalho ou o dos gajos das mijas em pé?
Email do Cabra... Pois... Esta é mais dificíl. O email do Cabra só mesmo eu tenho acesso e as razões são fáceis de explicar. No meu tempo de destravada total, antes de conviver com estes meus ilustres colegas que me mostraram o caminho da verdade, usei o email do Cabra para me registar num daqueles sites muito engraçados onde nos convidam para uns cafés e coisa e tal. Confesso que foi por curiosidade científica mas não sei se o Visconde quererá ter acesso às mensagens que o Bombeiro, apesar de nunca ter resposta, teima em continuar a mandar à DeuzaNeuza...

gaija do norte disse...

tem razão, essas aspas eram dispensáveis. há gente assim, invejosa. hoje, aquando da minha visita ao tio afonso, reportarei esta deselegância e certificar-me-ei que os responsáveis serão devidamente admoestados.

visconde, os trabalhos que me arranjou... à sua custa, tenho um poder que nunca quis e que quase me inibe de entrar no cabra (ninguém imagina os prodígios informáticos de que sou capaz)!
assim, sem mais delongas e antes de deitar isto tudo abaixo, cumpre-me dizer-vos que foi um prazer conhecer-vos.

O Santo disse...

tiozinho... os trabalhos que me arranjou. à sua custa tenho que fazer mais backups que alguma vez pensei. gaija tas avontade...

gaija do norte disse...

bigada, santo

Gabs disse...

Devia ter ido. Usava uma daquelas máscaras brancas e distorciam-lhe a voz. Eu morria por ver isso...