Cinquenta mil

Os meus dias são cobertos de números, há números para onde quer que me vire e, virando-me para o lado direito de ecran, há ali um número me diz que, algures hoje de manhã, o Cabra já passou dos cinquenta mil.

Eu sou o que chegou mais tarde, parte daquele número foram visitas minhas para ler o que escrevia a Teresa e todos os que cá estão, sem esquecer o que escreveram os que por cá estiveram antes de mim.

Lembro-me do meu primeiro contacto com a Teresa, eu era o Comendador Antunes de Burnay e cruzámo-nos numa caixa de comentários do Aspirina B. A Teresa disse-me que eu a "fiz rir" e eu enchi o peito, aproveitei a deixa, resolvi fazer-me de engraçadinho e respondi-lhe "Em verdade lhe digo, Teresa, vou fazê-la rir mais vezes". A Teresa não gostou, é sempre assim, as mulheres inteligentes nunca gostam de mim à primeira, precisam de tempo para perceber que além das garrafas de Barca Velha e dos Cohibas e do pedantismo há um bom tipo, carente e a precisar de atenção (o número do cão abandonado, resulta sempre...). Respondeu-me mal, a Teresa, disse-me que "só me faz rir quem eu quero" e tratou de me meter logo à distância, que é o melhor sítio para eu estar.

Cinquenta mil visitas depois, Teresa, sempre lhe digo que eu tinha razão. E, já agora, parabéns. Tem aqui um belo blog...

6 comentários:

escarlate.due disse...

concordando em absoluto com a sua última afirmação, Visconde, virei dar os parabéns nos 60 000

teresa disse...

E ainda bem que eu quis, Visconde, que me fizesse rir mais vezes!
(também reparei nas 50,000 e babei um bocadinho...)

teresa disse...

Já agora, Temos!

calamity jane disse...

... Já agora, parabéns a si, Visconde. Tem aqui um belo post...

Anônimo disse...

vejam lá se o comendador incha e depois é uma chatice com os Boss.

Primavera linda, não? As auxinas estão em força. Não sei se era aquele ouriço caixeiro da outra vez, agora multiplicado por cinco, veio ter direito à minha bota o malandro parecia um carro de pista e quase chocou e ficou, queria festas o malandro, vá lá que com jeitinho também é bom mexer naquilo,

foi o meu amigo ontem à tarde

Anônimo disse...

ai, ai estou a estudar metafísica por causa ali de uma coisa: portanto o realismo científico é uma tese metafísica logo a sua negação também é. Sinto-me obrigado à metafísica, que é bom ler na mata, mas se as propriedades são categoriais ou disposicionais deixa-me logo tonto,