Cruzamentos

Confrontas-me com esse olhar de quem pretende devorar-me (a alma, também) numa fracção de segundo, todo o tempo do mundo concentrado num simples cruzar de caminhos que nos dispara o coração como a válvula de um esquentador.
Água quente de um rio no colo de uma nascente sua mãe. Lágrimas doces que pingam de ti e explodem de luz no cumprimento reflexo ao sol, como se ilumina o meu sorriso à tua passagem numa sentida homenagem a esta generosa porção de uma poderosa emoção que não nos abranda sequer a passada.

Saltos altos na calçada, feminina, percorres a rua com um ar determinado.
E eu sigo, conquistado, degustando na memória o prazer visual.

Imaginando esta curta mas feliz história com um outro final...

22 comentários:

AnaT disse...

Qui ça talvez com final de tempestade...envolvidos num tornado de emoções?... ;o)

shark disse...

Só acredito nas emoções intensas, AnaT, e fascinam-me as que a Natureza produz e acredito que duas pessoas o conseguem também, à nossa escala piquena mas que no amor e na paixão coloca-se em bicos de pés e transcende a energia da maior borrasca que se conheceu.
Eu sei, sou um lírico...
:)

AnaT disse...

E ainda bem que o és!...:o))

Anônimo disse...

camarada Tubazão, ainda não domino a coisa mas passo-te os preliminares. Isto com chuva só dá para imaginar cá no meu espaço-tempo e então descobri ontem que se imaginar com muita força dá i^i=0.2078..., um número real, e descobri hoje que não é só esse mas infinitos que vêm das soluções períódicas da fórmula de Euler. O Santo depois explica-te devagarinho.

Ou seja um gajo vai para o edredon, imagina com muita força 5 vezes (porque 5*0.2078>1) e tufa, gat@ na cama. Tudo quentinho claro que não somos a favor de violência doméstica.

Agora tem é de acreditar, aí a dúvida metódica do Descartes ainda me dá cabo deste sonho de Esfinge, mas bota-se monóxido de carbono e já está.

Ou pelo menos há razão para esperança, real e fundamentada. Não sei é se vem pulgas.

Anônimo disse...

pulgas nos amores são ciúmes cá para mim, mas ando muito melhor, ou seja ando igualzinho mas já não expresso nem fico roxo

teresa disse...

Porque é que o amor há-de ser comparado à borrasca e não à calmaria?
Até gosto de trovoadas mas prefiro fins de tarde serenos. Sou muito mais feliz

Anônimo disse...

e portanto está explicado porque é que @s ga(i)j@s gostam tanto do i: multiplica-se 1 por i e tem-se 1*i=i que é o 1 perpendicular, ou seja i é o operador rotação de 90º já Wessel tinha concluído em 1797, e Gauss um ano antes, mas não sabiam um do outro.

eu bem me parecia que isto fazia tudo sentido por isso ando na semiótica, também tem lá um i,

se eu imaginar com força demais e sair-me um jaguar paciência, esta tem dois i's

Anônimo disse...

olha semiótica tem dois i's então já estou a ver que é mesmo paciência a palavra de ordem. E esperança, desde que a Pandora abriu a caixa.

Anônimo disse...

é Teresa, e é nessa calmaria que está o tempo sagrado, fora do tempo.

Eu também, mas agora mais terra à terra presunto com grão e é um pau.

Anônimo disse...

conclusão: já me estou a preparar para dar uma mordida no Douglas e no Cazuza que isto afinal é tudo real, o complexo é que faz a passagem,

só espero que eles não tenham ciúmes um do outro que eu gosto de dormir sossegado

calamity jane disse...

Mistura improvável, ó Z...

Anônimo disse...

é só uma questão de imaginação como dizia o Wilde, mas não te preocupes que eu sou patas na terra qb.

Mas estou mesmo a ficar convencido.

Além disso eu propus-me oferecer uma sáida para a eternidade a tod@s @s que amo que não quero andar preocupado com isso, e vou cavando o túnel.

agora é o presunto que isto do i dá-mi fome,

não sei se meta savora, já vejo

teresa disse...

Z, pára!
Não ponhas savora no grão!

gaija do norte disse...

com os comentários do z, esqueci-me da posta! vou ler outra vez...

shark disse...

Z, gosto imenso de preliminares. Também aprecio mostarda mas a savora é demasiado intensa e interfere.
Mas existe uma panóplia de iguarias que preferiria muito mais discutir com o Santo do que especar como um boi ruminante a olhar para o palácio matemático e a arrotar interrogações.
:)

Anônimo disse...

(pronto, pronto, estou a alambazar-me com um queijo)

shark disse...

Chefa, depois da tempestade vem sempre a bonança. E bem conversadinhos até pode cair a borrasca outra vez...
:)

gaija do norte disse...

desisto, agora fiquei com azia por causa da savora!

Anônimo disse...

gosto tanto desta brava, virou o mundo e fez o brasiu, e morreu bem nova, mas acho que vcs não gostam

Anônimo disse...

essa de te retirares com azia por causa da minha savora é mesmo coisa de gaja, não enganas ninguém, versátil com convém,

Anônimo disse...

;-)

Anônimo disse...

não posso ir à outra que ainda lhes estrago a conversa das ceroulas, portanto vai aqui,

vem cá pequenina furacão

presunto com grão