E que orgulhosa fico...

Só posso ter feito alguma coisa bem feita na educação das gajinhas, que inato também não deve ser.
Neste momento, aqui em casa, ouve-se Zeca Afonso. Venham mais Cinco. Escolhido por elas, que o ouvem enquanto pintam cartazes. A banda desenhada dos Capitães de Abril já está acabada e ficou lindíssima. A cena do Salgueiro Maia no Terreiro do Paço está um encanto, com pormenores deliciosos.
Nada disto é político, que nunca na vida foram a um comício e se sabem o que é uma manifestação é porque não costumam ter aulas nesses dias. Também não lhes passei qualquer herança partidária, que tenho afectos e não partidos.
A explicação que me foi dada é que, tal como no Natal, também hoje se fazem as coisas próprias do dia e se ouve a música que não é o Jingle Bells. Digamos que é uma perspectiva mais antropológica, ou sociológica, ou histórica, ou o que quer que seja, mas sabe-me bem saber que elas sabem que dia é hoje.

E agora, atenção, ouve-se a Grândola por aqui. E está a ser cantada em voz alta.

3 comentários:

Ana disse...

isto é que é verdadeiro "serviço público" ;)

Anônimo disse...

linda cabrinha desculpa ser um korte, mas os kravos do 25 de Abril, são também dura flor, os cravos da cruz dos idealistas que têm sentido de justiça. Eu sei que estou a ser chato e não gostaria, mas convém lembrar, embora aposto que és mais ciente disso que eu, e ainda bem, boa sorte.

z

Emiele disse...

Querida Teresa, estive uns tempos sem vir aqui (que a minha vida não é só blogosfera como se diz, e lá no meu estaminé tenho tido muito que fazer) mas este post não pode ficar sem se dizer nada.
Excelente!
É mesmo assim que o 25 de Abril deve ser, e que bela mãe tens sido, que tenho a certeza que essa coisa inata não é!