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E que orgulhosa fico...

Só posso ter feito alguma coisa bem feita na educação das gajinhas, que inato também não deve ser.
Neste momento, aqui em casa, ouve-se Zeca Afonso. Venham mais Cinco. Escolhido por elas, que o ouvem enquanto pintam cartazes. A banda desenhada dos Capitães de Abril já está acabada e ficou lindíssima. A cena do Salgueiro Maia no Terreiro do Paço está um encanto, com pormenores deliciosos.
Nada disto é político, que nunca na vida foram a um comício e se sabem o que é uma manifestação é porque não costumam ter aulas nesses dias. Também não lhes passei qualquer herança partidária, que tenho afectos e não partidos.
A explicação que me foi dada é que, tal como no Natal, também hoje se fazem as coisas próprias do dia e se ouve a música que não é o Jingle Bells. Digamos que é uma perspectiva mais antropológica, ou sociológica, ou histórica, ou o que quer que seja, mas sabe-me bem saber que elas sabem que dia é hoje.

E agora, atenção, ouve-se a Grândola por aqui. E está a ser cantada em voz alta.