De uma vez por todas - comida é para comer. Ponto Final.

E depois a foca ali de baixo é que é pervertida. Ela quis papar o pinguim de uma forma um pouco menos, digamos ortodoxa, que o costume, mas nós não lhe ficamos atrás. As nossas mães ensinaram-nos que não se brinca com a comida, só que também nos disseram que sexo só depois do casamento e nós não ligámos nenhuma. Depois é o que se vê, asneiramos que nunca mais acaba em nome de um progresso que não passa de um regresso - o regresso à lei do mais forte, mas agora embrulhada em boas intenções e com um laçarote verde, que temos a mania que somos ecológicos e fica sempre melhor na fotografia para a posteridade.

O botânico Jorge Paiva rejeitou hoje a produção de combustíveis a partir dos cereais, por ameaçar a alimentação humana no mundo, admitindo apenas que seja aproveitado o lixo orgânico para fins energéticos.

«A produção de biocombustíveis deve ser abandonada», defendeu o ambientalista e catedrático aposentado da Universidade de Coimbra.

Em declarações à agência Lusa, Jorge Paiva disse que os biocombustíveis «não são alternativa ao petróleo», numa altura em que se verifica um aumento do preço desta fonte energética nos mercados mundiais.

«Os biocombustíveis não vão resolver o problema do aquecimento global, uma vez que libertam na mesma dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera«, adiantou, frisando, por outro lado, que tal opção »é brutalmente prejudicial« para subsistência da Humanidade, ao concorrer com o uso de cereais na alimentação.

Jorge Paiva, que tem denunciado a obtenção de combustíveis a partir do milho e outros cereais, criticou »a sociedade economicista e as grandes companhias mundiais, a quem interessa em especial o lucro«.

Um comentário:

Emiele disse...

E depois de ter sido aproveitado? Assim: fritam-se as batatas, e deita-se o resto no reservatório do carro?...