E QUANTOS LEVAMOS PARA UMA CAMA?

A não ser que sejamos adolescentes ou crianços pikenos, todos carregamos connosco uma bagagem emocional que pode variar de peso consoante a pessoa mas que existe sempre.

Quando entramos numa relação nós levamos essa bagagem connosco. Abrimos a mala de porão e retiramos todas as experiências passadas. Fazem parte de nós. Estão entranhadas no nosso ser e influenciam sempre o/a senhor/a que se segue. Uns podem entrar em pânico com viagens porque já alguém lhes morreu numa. Outros podem ter insónias porque já alguém os deixou a meio da noite de pijama e peúgos e tudo. Pode haver quem tenha medo de se envolver porque teve uma relação obsessiva. Há ainda quem possa ter medo de se entregar por se ter desiludido. Há para o menino e para a menina. É como na farmácia: há de tudo e ao gosto do freguês. 

Quando chega a altura de levarmos a nova relação para a cama (no sentido bíblico da coisa). E aqui, além da bagagem, levamos todos aqueles com quem dormimos antes. Quem somos na cama, é o resultado de todas as experiências que já vivemos. O beijo do Rui, a mão da Joana, o toque do João, a língua da Maria... Quando entramos, pela primeira vez, na cama de uma nova relação, levamos tudo o que aprendemos antes e sabemos agradar àqueles com quem antes estivemos. 

E depois há a hora das comparações. Quem nunca comparou que atire a primeira pedra, sim? Quem nunca comparou cheiros, sabores, toques, tamanhos e técnicas, que fale agora ou se cale para sempre.

Basicamente, quando entramos numa cama, pela primeira vez, com a nova relação levamos a expectativa da novidade daquela pessoa com quem nos deitamos agora e todas as pessoas com quem dormimos antes. 

A questão é: quantos deixamos que fiquem nessa cama todo o tempo? É possível, a nível inconsciente, expulsar todos os que estão a mais? Ou estaremos condenados a uma orgia mental eterna?

15 comentários:

Teresa disse...

Tomara eu que fosse assim porque dava para comparar e aferir e essas coisas todas mas é uma merda, zera completamente, eu bem que tento mas tem vezes que nem da cor dos olhos de quem passou me consigo lembrar.

madaleno nada arrependido disse...

Eu, para além da orgia mental eterna acredito, e no além comprovarei, que fui também condenado ao tesão perpétuo.
Um horror...

Mente Quase Perigosa disse...

Boa, Chefa.

Teresa disse...

Com virgula?

Mente Quase Perigosa disse...

Madaleno, e alguém falou em arrependimento? Só se for para pedir perdão de joelhos...

(Olhos postos no horizonte...)

Campista selvagem disse...

DEPENDE!
Se a pessoa em causa é de passagem ou é para ficar.
Se é de passagem a confusão é total, se é para ficar à que deixar todos os(as) ourtos(as)fora do quarto.
(os gritos e chamamentos de ocasião pedem dar bronca)

Mente Quase Perigosa disse...

Campista, isto é tudo ao nível do subconsciente. Estar a pensar conscientemente em outra pessoa é tema para outro post.

Jácome D`Alva disse...

Pôxa Chefa.
Mas assim transforiamos sempre uma keka mesmo que ocasional numa orgia com poucas hipótese de acabar bem. Olha que a ideia não tá mal pensada mas, experiência de muitos anos a virar frangos sem nunca ter conhecido um que fosse igual aos anteriores, essas confusões são mais frequentes na interação fora de lençois que dentro deles. No meio da ação busca-se no imediato a conjugação improvisada do verbo sem muito tempo para escolher a frases certa. Se os corpos encaixarem, reescreve-se o dicionário e vamos em frente que o momente é para sentir sem pensar muito.
Penso eu..

Teresa disse...

Jácomo, Jácome, Jácome..... Ai Jácome, Jácome, Jácome...
Tu és corajoso, homem, muito corajoso, mas talvez não seja assim tão boa ideia vires aqui tentar desestabilizar-me o curral...
Jácome, I only say this once:

A MENTE NÃO É CHEFA, NEM XEFA, NEM QUASE CHEFA. A MENTE É A PEIXA E PRONTO!!!!!!!!!

Humpft!...

Mente Quase Perigosa disse...

Óh Chefa, mas não me vais deixar em testamento o curral?

E se tiveres uma daquelas coisas que parecem mesmo um acidente, quem toma conta da casa????

Teresa disse...

Se eu tivesse um acidente desses falava com a Inesinha Fantasma e ela ensinava-me como continuar com um pé por aqui...

Mente Quase Perigosa disse...

Pronto... Esta gaija sabe bem como me por no lugar.

Deixa lá a Inesinha sossegada, tá?

Teresa disse...

Eu deixo ela é que não me deixa a mim...

Mente Quase Perigosa disse...

Ela lá deve saber... Tenho que ir ter outra conversinha com ela...

Teresa disse...

Outra??? 'té parece...