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Não sei como se faz

Tento evitar que me fuja o olhar para a janela de onde me espreitas com a mesma expressão que outrora me arrastou para o centro da nossa tormenta a dois.
Tento resistir ao apelo que me lanças mas não consigo ignorar a minha alma a gritar nem hesites por um segundo.
E eu respiro fundo, resignado na aparência, aliviado na evidência dos meus passos apressados para a porta do edifício que surge aos meus olhos com toda a luz dos portões do meu céu.

Sinto-me teu e receio alguma forma de prisão a que me condene o coração pelo pecado de te querer tanto assim.
Saio fora de mim e flutuo ao longo da estrada que me queria afastar da tua influência, não a sigo mas atravesso-a enquanto mais acima a tua janela agora fechada me recorda como és bela encostada ao umbral da porta que cruzarei.
Lá dentro encontrarei o corpo incandescente da minha loucura amante e depois esquecerei no calor dos teus lençóis a vontade fingida de te querer esquecida, como me provo incapaz.

Porque afinal não sei como se faz.
O amor sem ti.

E por falar em bikinis vermelhos...

Se eu pudesse escolher um dos poderes do super-homem queria a sua visão de raio-x.
E em troca nem me importava de ser um nadinha daltónico...

Deixei de jogar xadrez...

...Depois de me aperceber que só gostava dos jogos quando conseguia comer a rainha adversária.