Eu confesso que até se me dá pena gastar o nome de um dos meus filmes favoritos neste post, mas como diria a minha avó, o que tem de ser tem muita força...
A Chefa lá em baixo, atirou-me um "Como vês Peixa, tudo pode ser virtual..." e até aí, tudo bem.
A questão que me ocorre é, no entanto, e tudo que pode ser virtual é tão bom como o real?
E sobe por mim acima, a dúvida que me assola já há uns aninhos: "O que raios é sexo virtual?"
Não é que não saiba o que é per si, eu não consigo é entender o alcance da coisa. Isto não é uma critica, atenção. Que eu partilho da opinião do meu amigo P: Cada um arrefinfa onde quer/pode! Mas o que me parece é que o efeito deve ser muito semelhante ao de ler um livro erótico. Com a vantagem de que o último é, sem grande esforço, muito melhor escrito.
É que é tudo tão previsivel... Se um gaijo pede a uma gaija que se descreva, claro que ela não vai falar das estrias na barriga, nem das mamas descaídas, nem vai confessar que há 3 meses que não vê depilação. Nem ele vai confessar que o 'grande presente' que tem para ela pode bem ser medido com uma régua de 5 cms.
Portanto, expliquem-me lá qual é o móbil? Nós sabemos que nos estão a mentir, temos que decifrar a gramática durante a coisa e continuamos a imaginar o Clive Owen (substituir a gosto). Não será melhor passarmos logo a esta última parte, seguirmos a máxima do Woody Allen e amarmo-nos a nós mesmos?
Ou será que o que move o sexo virtual é a esperança de o tornar real?
E deixo-te a pergunta, Tereza: Tudo pode ser virtual, certo. E tudo o que é virtual, pode ser real?
O vídeo é um pouco longo mas além de ser uma cena hilariante do filme, ilustra bem as minhas dúvidas...
P.S.: Deixo a pergunta à Tereza porque o 'desafio' foi dela mas conto com a resposta de todos, ok?