Em Itália uma mulher vai ser fecundada com esperma do marido que se encontra em coma irreversível. Segundo a notícia do JN o homem, de 35 anos, tem um tumor no cérebro e a doença foi mais rápida que a vida - foi-lhe diagnosticada há um mês, precisamente na altura em que ele e a mulher tinham decidido ter filhos.
Severino Antinori, o polémico ginecologista italiano que se especializou a "engravidar" mulheres com idade para serem avós, ofereceu-se para dar uma mãozinha, o Tribunal autorizou a recolha do esperma e parece que vão todos ser felizes.
Todos?
Não. Uma pequena aldeia resiste ainda e sempre aos invasores. O Vaticano, pois claro, não está de acordo e já o fez saber.
Confesso que fiquei curiosa. O que estaria errado desta vez? Aqui, ao contrário da Eluana, ninguém queria tirar a vida sagrada mas dar-lhe a possibilidade de crescer e se multiplicar. Mas pronto, tinham de dizer qualquer coisinha, isso já seria de esperar. E disseram. Disseram isto:
"O que se está a preparar é ilegal porque é necessário o acordo dos dois pais para a procriação. Neste caso, o marido é considerado como um mero reservatório de células", criticou Elio Sgreccia, presidente de honra da Academia Pontifícia para a Vida, citada pelo Corriere della Sera.
Ora muito bem ó Elio, queres então dizer que se uma mulher for violada pode e deve abortar? É que parece-me que nesse caso também não há acordo dos dois pais para a procriação e, como percebes, a mulher não é só um mero reservatório de um útero ...
Caramba, nos últimos tempos não acertam uma. Cada declaração da Igreja é melhor que a anterior!
Há 2 meses