E a noite em que Peixa e eu, separadas por alguns quilómetros mas unidas por um telefone e por uma maluca do outro lado do email a quem respondíamos a quatro mãos, percebemos que a maluca, essa mesma, estava a meter-se na nossa, dele!, cama?
Gaijas, nós somos gaijas, toda a gente sabe disso. Por razões óbvias temos uma enorme dificuldade em pensar com o pénis mas até aí nem tinha sido muito complicado, era só tratá-la um bocadito mal que ia logo ao sítio, agora uma maluca desenfreada metida na nossa cama e a chamar-nos pequenito (gaijos, digam-nos, se se metessem na vossa cama e vos chamassem "pequenito" haveria alguma possibilidade de continuarem, ou passarem, a ser "grandito"? É que nós temos essa dúvida a assolar-nos desde então e não queremos acreditar que vocês, os nossos gaijos, sejam capazes de ouvir uma coisa destas sem de imediato porem a gaja com outro dono...), mas como ia dizendo, uma maluca desenfreada na nossa cama é coisinha para nos deixar sem pio. Ou quase... Lidámos com a situação o melhor que pudemos e soubemos e para a posteridade ficará a frase da noite, minha, confesso!. É que eu era gajo, eu tinha de dizer qualquer coisa, eu não podia estar ali mudo e quedo e, num arrobo de paixão, respondendo finalmente à pergunta "e tu que estas a fazer?" atiro-lhe com um "a segredar-te ao ouvido e a dar-te beijos no umbigo"...
O berro da Peixa ao telefone foi quase imediato, ela tentava explicar-me que nem uma contorcionista chinesa seria capaz de tal proeza mas nestas coisas é precisa coragem e determinação e eu já tinha enviado o email com a frase fatal..... Querem saber? A Maluca nem reparou mas a partir daí entreguei a cama à Peixa e ela que vos conte como foi...
Há 8 meses