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Deviam era fazer-nos o almoço.

Isto não há dúvidas que um gaijo dá-lhes rédea solta e começam logo a explodir em fúrias quase animais despejando sem freio torrentes de palavras terríveis.

São terríveis são, sobretudo com aquele ensurdecedor tom agudo que assumem esganiçadas quando os seus feitios cinco estrelas descolam do firmamento para aterrarem nos tímpanos de uma pessoa. E têm a mania que sabem fazer contas, mas um gaijo é que tem que lhes ensinar com quantos paus se faz uma canoa.

Fazem gala em partir-nos a tola mas acabam sempre por se concluir gente mansa. E não são nada rancorosas, ora essa, ou vingativas, Deus as livre, ou mesmo capazes de perderem as estribeiras por dá cá aquela palha. Burros, é o que somos, por lhes permitirmos estas modernices contestatárias que os nossos avós tiveram o bom senso de as deixarem sem tempos para irem a outros arquivos que não os das tarefas a executar e sem fumfum nem gaitinhas.

Até já fumam, as gaijas! Como é que deixámos chegar as coisas a este ponto, digam-me lá? Eram ou não muito mais comedidas quando, duas ou três gerações atrás, engoliam em seco e sorriam (mesmo que por dentro lhes fervesse uma alma de Lucrécia Bórgia)?

Pois é, tudo muito bonito isto da emancipação feminina e o camandro mas elas agora se for preciso deixam-nos a braços com a refeição por confeccionar ou a passarmos fominha de cão porque acabaram as latas de conservas.

E ainda se dão ao luxo de gabarem o beneplácito da sua alegada paciência para com a nossa (legítima e ancestral) tendência machona que nos dá tanta graça e nos revela tão multifacetados na arte de domesticar os canídeos que nos soltam às pernas, agora que perdemos o ensejo de amansar sem apelo as feras.

Resta-me referir que este post foi publicado por um tal de Shark, mas quem o escreveu fui eu, José Heterónimo Simões, um gajo que não se inibe de coçar os… joelhos em público nem alinha nas mariquices com que o peixinho dourado lhes dá tanta cúnfia.

JHS, um mangas da velha guarda.