Dê as voltas que der, cada vez que me falam do Sócrates e do Robin dos Bosques meto-o logo na pele do Errol Flynn. É que eu acho que é um Robin dos Bosques elegante e que lhe assenta muito bem.E depois isto também é assim tudo um pouco hollywoodesco, portanto, Flynn com ele.
Ora vejamos. A Galp compra o petróleo e vende-o nas gasolineiras passados três meses, em média. Entre a compra e a venda o preço já aumentou o que todos nós sabemos e, como o preço da venda é calculado segundo a cotação diária do petróleo e não sobre o que a Galp pagou por ele, é só embolsar. Parece que assim, em números gordos, são mais de 400 milhões de euros de lucros só daqui. O resto são outras cantigas e outros milhões.
Que faz o nosso Errol Flynn? Saca 110 milhões à Galp. Deixa 300 que isto é um filme de Hollywood, lembram-se? Com esses 110 milhões paga uns passes sociais, apoia mais umas tantas famílias, dá umas benesses no IRS e ainda fica com 25 milhões de lado para o que der e vier. É um benemérito, este Errol.
Só tem uma coisinha de que não gosto - a mania dos collants verdes. É que sempre que vou pôr gasolina e vejo o ponteiro mexer cada vez menos penso no imposto sobre os combustíveis que o nosso artista teima em não descer, que precisa dele para o pé de meia, ou para a meia do pé, e fico chateada, pois fico, que isto de andar a pagar os collants dos outros, ainda por cima verdes, não me agrada por aí além!