Todos nós temos amigos. Todos nós damos tudo para os ver felizes. Todos nós, também, sabemos que, por vezes, aquele amigo de quem tanto gostamos não é a companhia mais indicada (ou talvez seja).Quantas vezes ao longo da nossa vida nos metemos em sarilhos por causa daquele amigo que nos desafiava. Quantas vezes, à beira da asneira, tínhamos absoluta consciência de que aquilo estava errado e mesmo assim o fizemos.
E por eu já ter feito isso tudo (ou não), não posso deixar de me questionar sobre até onde deveremos ir por um amigo? Qual é a linha que divide o dar ‘a camisa’ por alguém e o absolutamente errado?
A resposta óbvia é que devemos pensar pela nossa cabeça e não fazer nada que vá contra princípios e moral e… blá blá blá…
E se aquilo que nos parece imoral ou uma asneira, se revelar algo fantástico? E se nos deixarmos levar? Quantas vezes o errado não é o mais certo para nós? E quem melhor que um amigo para saber isso?
Mas será que o errado, só porque é certo para nós (ou assim o sentimos), deixa de ser errado de todo?
Basicamente, o que eu não consigo deixar de pensar é:
No mundo real, na vida a sério, quanta asneirada (ou não), quanta burrice (ou não), quanta estupidez (ou não), não começou com a proverbial frase:
“Se tu fosses mesmo minha amiga…”