Não peçam um café curto, porque não entendem. No máximo despejam metade do balde à vossa frente e mostram-vos como são espertos! Não digam ida e volta porque não chegam lá. Não agradeçam, é um desperdício. Não se preocupem com sorrisos porque eles não fazem ideia do que isso seja e não vale a pena tentarem entender esta moda dos collants opacos com sandálias porque se eu não consigo ninguém chega lá. Não se atrevam a fazer seja o que for além de andar ordeiramente atrás da guia do museu, que além de já ter passado dez gerações de aposentações carrega um leque que se transforma em vassoura no fim do turno e a transporta para casa! Também não cumprimentem ninguém. Acreditem, não vale a pena! Não tentem ler polaco, muito menos falar pois só eles o conseguem fazer! Também não se preocupem com o inglês. É para a grande maioria um dialecto imperceptível. Não fumem ao ar livre dentro dos limites da estação porque vos pedem os passaportes, e, principalmente nunca perguntem porque é que as noivas se passeiam pelos parques à segunda-feira pois arriscam-se a levar uma corrida de ignorantes: não têm tempo de tirar as fotografias nas poses todas durante o dia do casamento e vai daí toca de voltar a vestir tudo outra vez e posar (e o que eu vi… afinal as grandes contorcionistas são polacas!).
Não fiquei cliente (excepto de uns restaurantes, ai meus amigos… come-se tão bem por cá!!! E os morangos? Nunca comi morangos assim!)
Há 5 meses