No meio do enorme alarido, chamemos-lhe isso para não se defraudarem as expectativas, em torno da eleição para a nova (e previsível) líder social-democrata, nomeadamente a biqueirada de Menezes ao nosso ilustre colega blogueiro com barbas, parece não ter sido dada a devida importância aos que me pareceram os mais relevantes sinais de que o assunto não ficou resolvido de vez.
O súbito silêncio de Alberto João Jardim é o menos esclarecedor, mas muito sintomático enquanto indicador da acalmia típica no interior do cone do furacão. Cedo ou tarde, o vendaval recomeçará.
Contudo, o maior aviso à navegação de Manuela Ferreira Leite, que se adivinha tão ou mais conturbada que a dos seus antecessores cuja liderança jaz nas profundezas de um mar de pequenas traições, foi o comentário jocoso de Rui Rio por ocasião de uma visita a um quartel de bombeiros.
É nessa paródia do líder adiado que se prenunciam os torpedos que a nova líder laranja poderá esperar de qualquer dos vários feudos que uma vitória pouco mais do que tangencial não conseguirá certamente pacificar, pelo que revela da divisão interna a que só uma liderança quase consensual poderia pôr cobro.
Decerto as facas já gemem no roçar discreto de diversas pedras de amolar...
Há 2 meses