Não consigo deixar de me rir

Tá visto, a Manela Ferreira Leite foi escuteira...


«Chegou a hora da verdade»


(...e até se lembra das músicas, com as letras é que já faz mais confusão, mas eu, que também por lá passei, vou fazer a minha boa acção do dia e deixo-lhe aqui a cantiguinha, para ela não se voltar a enganar.)

Chegou a hora do adeus, 

irmãos, vamos partir,

No abraço dado em Deus, irmãos,

Vamo-nos despedir.

Partimos com a esp´rança, irmãos,

De um dia aqui voltar

Com fé e confiança, irmãos,

Partimos a cantar.

Da Gestão do Assédio (andante cantabile)

A melhor maneira de evitar o assédio é marcar um jantar. Como somos cavalheiros, oferecemos boleia à donzela. A melhor opção é tentar arranjar um Seat, de preferência o modelo Ibiza (aquele vosso vizinho que conduz com um boné de basebol com pála virada para trás tem um Ibiza, de certeza, é pedir-lhe o carro emprestado e dizer que é por causa de um caso de assédio, o miúdo empresta, de certeza). Se, de todo, não se conseguir um Seat, preferencialmente um Ibiza, é tentar um Nissan Qashqai, mas tem que se prateado. Os Qashqai de outras cores também seriam eficientes, mas eu nunca vi Qashqai de outras cores.

Chegados a casa dela, no Ibiza (arranjem uns protectores dos encostos de cabeça com o símbolo do glorioso, dá sempre mais impacto), é travar de repente à porta dela, buzinar e dar umas aceleradelas em ponto morto, enquanto se espera. Impressiona, a sério.

A escolha do restaurante tem que ser meticulosa. Vale a pena perder algum tempo com este pormenor, porque na maioria das vezes elas nem chegam a entrar no restaurante e a missão fica logo resolvida. Os restaurantes de rodízio são aposta certa, aquele cheirinho a gordura e o empregado a interromper constantemente a conversa para oferecer salsichas e pernas de frango costuma ser fatal. Se não houver espaço no Chimarrão (às vezes não há, o mercado de tipos que não querem ser assediados está em alta...), podem sempre escolher o restaurante da Passerelle, aquele cá em cima, no primeiro andar, à esquerda de quem entra (cumprimentem com um abraço o Joaquim, o porteiro, o efeito é impressionante).

O tema da conversa? Simples, falem de como o vosso casamento é infeliz e como seria fantástico ter alguém de vez em quando, mas muito de vez em quando, para desabafar e contar os pormenores do casamento infeliz, mas extremamente infeliz mesmo. Se ela sobreviver à conversa (não sobrevive), reservem-lhe um final feliz. Chemem o empregado, enquanto palitam os dentes, cotovelos em cima da mesa e cara quase encostada à dela (continuem a palitar os dentes) e digam ao Rui, o chefe de mesa "Ela paga o jantar, a seguir pago eu o Ibis da A5".

Não me agradeçam. Faço isto com gosto. Chama-se cidadania.

Centro de estética


Vou abrir um SPA, vou pois, com a minha amiga. Almocei com ela e depois de ter estado no primeiro emprego, uma semana, despediu-se. Ganhava salário mínimo, não tinha hora de almoço e ainda fazia as limpezas. E havia massagens todo o dia, e unhas e isso... Mesmo com a crise continua-se a ir aos cabeleireiros. Eu fico na recepção, ela é a patroa, vêm, umas pessoas do centro de emprego, umas velas, umas massagens, ela tem o curso de Estética, se fôr preciso e vierem locutores stressados da RTP até dou uma mãozinha. Só eu é que a faço rir. Ah. Ah.

Da gestão dos assédios (Intróito)

Não há quem sofra mais com os assédios do que eu próprio. Eu esforço-me, a sério que me esforço, perguntem a quem quiserem e a resposta será inevitavelmente "O Visconde esforça-se, a sério que se esforça", mas a verdade é que está sempre a acontecer-me estar a passear os cães na praia enquanto faço o meu jogging matinal em tronco nu e logo aparece alguém a meu lado e me atira com um "Que belos cães, e se fôssemos jantar fora hoje?" ou então estar na Havaneza, a meio do complexo processo de decisão que é escolher entre uma caixa de Cohiba Lanceros ou Partagas e logo alguém me segreda ao ouvido "moro aqui ao lado, subimos e fumamos um desses depois?" ou ainda, a sério que isto está sempre a acontecer-me, estou a jantar sozinho no Porto de Santa Maria, olhos fechados a saborear um Barca Velha de um ano que agora não vou dizer e, quando volto a abrir os olhos, há sempre alguém sentado na cadeira à minha frente, a pestanejar sedutoramente os olhos e a passar a língua com suavidade pelos lábios carnudos.

Isto incomoda, a sério que incomoda. É tempo de partilhar com o género masculino em geral e com os indivíduos do género masculino que sofrem estas afrontas diárias, em particular, é tempo de partilhar, dizia eu, estou sempre a ter conversas paralelas e depois dá nisto, tenho que voltar à ideia inicial, é uma maçada, é recorrente a fórmula "dizia eu", dizia eu que é tempo de partilhar algumas regras básicas que fui acumulando nestes últimos anos na matéria que é aquela que dá título ao post.

Basicamente, era isto que eu queria dizer.

O golf não era um desporto de gente séria?


O sueco Henrik Stenson, número sete do Mundo, foi obrigado a jogar de cuecas o buraco número três do CA Championship. Uma imagem que vai ficar para sempre na memória dos adeptos do golfe.


Para mim seriam 3 segundos de perfeito horror...


The new attraction at the Surrey's Thorpe Park, Saw - The Ride, claims to offer the world's steepest freefall drop - a beyond-vertical 100-degree descent back under the ride's 100ft (30m) peak.
It takes about three seconds.

-  Sit at the back of the train to whip over hills and enjoy more 'airtime'

 - Extend your arms to stretch trunk and enhance physical sensations

 - Keep your eyes open no matter how scared, because the imagination only creates worse

 - Trains go fastest just after rain and at the end of the day

A Bebedeira da Paixão

Foto: Shark

É o que dá eu ter passado a fazer as compras no Intermarché

Belmiro de Azevedo sai da lista dos mais ricos.

Um post lamechas

Uma vez por semana a minha filha Clara sai de casa para a escola com um sorriso ainda maior do que o habitual. Vai de botas altas, jeans entaladas, colete almofadado e ar de amazona. É o dia dos cavalos, como ela diz.

A pequenina escola onde ela anda, que de pequenina só tem mesmo o tamanho, entre as aulas regulares, as do curriculum alternativo, a ginástica vocacionada, a terapia da fala e as muitas outras actividades que criaram só para ela, conseguiu arranjar maneira de a Clara ter Hipoterapia. E assim, uma vez por semana, lá vai ela até ao picadeiro ali para os lados de Silves e delicia-se a dar voltas no cavalo grande, preto e de patas brancas, pelo que ela conta, que a seguir desaparelha e escova.
E este picadeiro é de uns bifes, é assim que lhes chamamos, não é?, que nem são de cá porque se fossem não eram bifes, que nem se deviam chatear com estas coisas, mas que abriram as portas à Clara Down e ao Miguel autista e à Patrícia  "retard" e a muitos muitos outros meninos com muitos muitos outros problemas, sem medo que eles lhes estragassem a decoração ou lhes maltratassem os cavalos ou lhes assustassem os clientes.
Aqui, neste Algarve que às vezes tanto vilipendio, há gente, muita gente, que faz a diferença. Habituados a viver longe de quem decide e de quem abre os cordões das bolsas da mama do Estado os caminhos foram sendo feitos de outras maneiras e se uns não ouvem outros há que estão prontos para ajudar.

Foi em Novembro que a Clara chegou com a novidade que só o era para ela - tinha ganho o prémio Jack Petchey. 
Jack Petchey, o Jack Petchey, é um velho inglês, nascido e criado no East Side londrino que ganhou dinheiro, muito dinheiro, em investimentos imobiliários e algum dele também aqui por estes Algarves. Fez de Albufeira a sua segunda casa e criou uma Fundação que, como diz o slogan, Apoia Gente Jovem. Todos os miúdos das escolas de Silves, Loulé e Albufeira conhecem o Jack Petchey e todos eles sabem que é ele quem paga os "luxos". 
Eu?... Eu sei que é o Jack Petchey quem paga as aulas de hipoterapia da Clara, do Miguel e da Patrícia e sei que, infelizmente, não há muitos Jack Petchey por aí. E sei que nós (e deve ser a primeira vez que uso um nós para falar de nós, de nós que aqui estamos) temos a sorte de vivermos numa ponta deste país pequeno e de muita gente pequena mas que cá, neste pedacinho um bocado mouro que é quase território internacional, vai respirando outros ares e aprendendo com outras gentes. 
E, já agora, pode até nem ser muito importante, e sim, eu sei que a votação estava viciada e que todos os miúdos da escola já sabiam que era na Clara que tinham que votar, mas babo-me toda cada vez que abro o site e vejo o nome dela como vencedora do Prémio Realização Jack Petchey de Novembro.

Um, dó, li, tá.

Gosto do Luis Fernando Veríssimo e as crónicas dele na revista do Expresso foram a razão para eu, durante muito tempo, comprar, desculpem, roubar o jornal. Hoje, por um acaso, tropecei num pequeno conto que me apeteceu de imediato publicar por aqui, vá-se lá saber porquê, mas estou com um pequeno problema - não sei como acaba!

Digamos que quem conta este conto não se limitou a acrescentar um ponto. É que já procurei e voltei a procurar e o resultado é sempre o mesmo - há duas versões para o final. As palavras do texto, todas elas, são iguais, iguazinhas. A frase final  é à escolha do freguês.

Virei a net do avesso, googlei por aí fora, mas foi tudo em vão - não consigo perceber qual é a versão original e qual a alterada. Vai daí armei-me em Pilatos e lavei as minhas mãos - um conto, dois finais e escolham o que mais vos agradar!...

Conto de Fadas para as Mulheres do Sec. XXI

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre.
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:

(hipótese 1) - Nem fudendo !
(hipótese 2) - Eu, hein?... nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo).

Não foi luz que se fez, foi um enorme holofote que se acendeu!















Seria oportuno fazer uma vasta dissertação sobre o aparelho reprodutor feminino, expor sobre a importância das hormonas que aí se reproduzem, dar um cheirinho sobre a calmaria que se instala em cada uma de nós de cada vez que chega a confirmação que tudo funciona regularmente? Talvez, mas quando me apresentaram a figurinha que partilho convosco, ponderei e cheguei à simples conclusão que existem coisas muito mais importantes a esclarecer!

(nem sei para que me dei ao trabalho de escrever estas linhas…)

Psst...

Aquilo é só um jogo. Um jogo, ok? Calma, há que ter calma, eu nem ganho nada com aquilo, percam eles ou ganhem. Nada. Dá-me igual que o Miguel Veloso fale na terceira pessoa. Um jogo. Nada mais. E, sabem? Para a semana vou esquiar. Isso sim, é importante. E nem calculam como eu aprecio sítios que acabem em "onix"...

(Filhos da puta, cabrões, se fossem jogar mal para a puta que os pariu...)

E trazem-nos de Paris, pois claro.

(cartoon roubado aqui)
Os pais portugueses não estão preparados para assumirem a educação sexual dos filhos e necessitam urgentemente de formação, disse ontem à noite, na Figueira da Foz, o monsenhor Vítor Feytor Pinto.

"A mística sublime de poder trocar os lençóis duas vezes por semana" *



Isso é que era bom, se fosse assim tão simples. Então e o tira nódoas, o anti calcário, o amaciador, a temperatura que tem de ser a certa, a meia que ficou esquecida cá fora e agora a porta já não abre, as lavagens agendadas de acordo com as tarifas do contador bi-horário, enfim, todo o trabalho e a enorme sabedoria que é necessária para pôr a roupinha na máquina? 
Uma afirmação destas só pode mesmo vir de quem não percebe nada do assunto e está habituado a usar lavandarias. (Banco do Vaticano, não era assim que se chamava uma delas?)
Mas pronto, vamos lá ao que interessa que aqui tratamos é da boa vida das mulheres desde que deixaram de ser Marias Papoilas. Então não é que afinal andávamos todas enganadas e a emancipação da mulher não foi uma questão de justiça mas tão só o resultado de termos trocado o sabão clarim pelo skip? Está certo que tem a sua lógica, a malta ficou por ali sem nada que fazer e toca de ir para a rua trabalhar que mãos ociosas são diversão do demónio, mas eu é que estou aqui com umas dúvidas. Se com a máquina da roupa veio a emancipação, afinal o que é que ganhámos com a da loiça e os fornos micro-ondas? Cheira-me que andamos a ser roubadas!...

Maneiras que é isto, Senhor Visconde *

O Sporting Clube de Portugal acaba de informar que rescindiu o contrato que tinha assinado com a

em virtude do novo acordo que obteve com a

*título alterado porque assim fica mais bonito...

Maneiras que é isto, Gaija do Norte...

Foto: Shark

Maneiras que é isto, Calamity...

Todos os anos é a mesma coisa, intuo que não deve faltar muito para que chegue a Primavera porque começo a ouvir Haydn com mais frequência. Primeiro a Sinfonia 48, Maria Theresia, depois os concertos para o rei Ferdinand IV de Nápoles e, finalmente, as sinfonias 6, 7 e 8, "Le Matin", "Le Midi" e "Le soir", respectivamente.

O problema de Haydn, quando ouvido pela manhãzinha, é que tem influência directa no meu estado de espírito oficial desse dia, que fica mais solto, menos taciturno. E, toda a gente sabe isto, estados de espírito pouco taciturnos não combinam com fatos às riscas, ainda que as riscas tenham sido desenhadas por um alfaiate italiano deveras competente, abstenho-me aqui de o nomear, as coisas são como são e em tempo de crise ninguém quer saber de tipos com nomes italianos que desenham fatos.

Este encadeamento de aconteciementos, Haydn-Pela-Manhã-Não-Combina-Com-Fatos Às-Riscas-O-Que-Implica-Que-A-Primavera-Está-Mesmo-A-Chegar tem então o magnífico efeito de eu me ver, de um dia para o outro, a vestir um casaco que é muito parecido com o que usava o Georges Brassens no concerto do Olympia em 64, não sei se estão a visualizar, é um casaco lindo, leve, apropriado à estação.

Assuntos que realmente importam....

O estado do tempo.
Hoje passei o dia todo com uma temperatura ambiente superior aos 10 graus centigrados.

Tereza, esta é a Soraia de que lhe falava, mas, lá está, ambos sabemos como são as mulheres quando querem denegrir a coisa...


Minh'alma está parva...

(Afinal nem foi preciso ele pintar o cabelo de loiro para eu cumprir o prometido.)


Ó pá - e este ó pá é para aquele a quem eu já tratei respeitosamente por Senhor Visconde - é desta rapariguinha que andas para aí a falar? 
Tá bem... Pronto.... Ela feia não é, mas passando de ligeiro o facto de ter nascido em 1982, 1982!!!..., parece-me assim um bocadito pouco Gallardo e muito tuning, mas pronto, pá, gostos são gostos...

Talvez seja melhor explicar bem da dimensão da questão...

O post que o meu sobrinho escreveu lá em baixo merece uma dimensão estratosférica. Não sei se leram tudo até ao fim, mas o Santo colocou as mãozinhas num Gallardo, Lamborghini Gallardo. Eu, que sou quem sou, nunca coloquei as mãos num Gallardo, notem bem. Tivesse eu a possibilidade de escolher colocar as mãozinhas num Gallardo ou na Soraia Chaves (e agora lá tenho que ouvir o público feminino, felizmente são dois por cento de quem me lê, mas lá tenho que as ouvir a comentar que sou um tipo sem gosto nenhum, um imbecil, caramba, a Soraia Chaves, que gosto mais vulgar, e eu a pensar que devia ter escrito Marguerite Yourcenar em vez de Soraia Chaves, afinal sou um intelectual, já sei, já sei, não me precisam de me lembrar que a Yourcenar já não esta entre nós), mas, dizia eu, em podendo escolher entre o Gallardo e a Soraia Chaves, escolhia sem hesitar o Gallardo, sempre é coisa mais exclusiva e fora dos meus horizontes de curto prazo.


Meus caros, não sei se me expliquei bem, eu sou fraquinho com as palavras, mas o que vos queria mesmo dizer é que o Santo estava a falar disto:

Pronto, eu também devasso...

Eu sei, tantas horas a blogar aqui e nem tenho mini-bar...

Na Cozinha Também


Eu também escrevo nesta mesa na cozinha (tão pequenita que ficou a foto). Falta a TV que costuma estar em cima do frigorífico. E o gato em cima da TV. Por falar nisso, onde estão eles?
Acordam-me invariavelmente às sete a miar na cozinha e a cadela a arranhar a porta, mas logo que lhes dou de comer, vão xonar a manhã toda, enquanto eu passeio o cão, arrumo a casa, etc.
Eu não devia era tomar café, assim ía fazer o mesmo, antes das dez as lojas do centro não abrem.
Parece que vi ali na TV um cão de água parecido com o meu, nas capas dos jornais, será que o Obama adoptou um? Vou ver se arranjo temas para postar, isto é um blog sério parece.

Devassa de intimidade

A esta hora blogo aqui














Porque não consigo suportar a televisão aqui













E lá em cima fico muito longe dos tachos.

E continuarei a dobrar o pijaminha e a deixar os chinelos de quarto paralelos entre si, a fazer um ângulo de noventa graus com a cama...

Acontece-me quase todos os dias ter que escolher entre fazer do mundo um lugar mais próspero e postar aqui no Cabra. A maioria das vezes escolho a coisa errada e vou em socorro do mundo, já sei, já sei, sou um quadradão, um racional, não precisam de estar sempre a lembrar-mo.

Há outros dias em que a necessidade de estabilidade do Cabra (ah, como eu gosto de estabilidade...) ganha aos pontos às necessidades do Mundo e lá venho eu, sereno (ah, como sou sereno, caramba...), tentar dar o meu contributo para apaziguar as hormonas desta casa (e como eu sou bom nisso de apaziguar hormonas...).

E, em nome da estabilidade, em defesa da tradição (ah, que seria de mim sem a tradição?...) comprometo-me solenemente a não alterar a minha coloração de cabelo. Minhas senhoras, podem continuar a contar com este meu cabelo que começa a ter um toque grisalho, fruto do amadurecimento das ideias e da estabilidade emocional (ah, como eu prezo a estabilidade, qualquer que ela seja...). Continuarei a mantê-lo assim, vagamente despenteado, um ligeiro toque de gel para dar aquele toque cuidadosamente descuidado.

E, decidi agora, não vou cortá-lo. A não ser que me apeteça mesmo muito, lá está...

Isto não parece mas é um blog sério

E se de repente, numa tarde de segunda-feira que por aqui até esteve cinzenta, começarmos um arraial de non sense cá pelo blog?

Não sei como é a vossa vida, mas eu passei o dia ao lado dos telefones e frente ao computador a tentar fechar um negócio que dificilmente verá bom porto - maldita crise e a libra que não pára de descer... - mas se no meio das chaticezinhas de trabalho que já quase não pagam o pão muito menos a manteiga, puder virar loira e desatar a parvejar por estas caixinhas fora, o cinzento fica muito menos cinzento e a segunda-feira muito menos segunda-feira.
Foi boa a minha tarde. O negócio não se fechou, mas eu pelo menos diverti-me. Serão precisas razões transcendentais e sérias para justificarem a entrada numa tarde de mais de 200 comentários num blog? Para mim não. 
Colorir um pouco o cinzento de alguns dias é motivo mais que suficiente para eu andar por aqui. E vocês? Estão à espera de ganhar um Nobel ou também já só agradecem o poderem perder a cabeça?

Ser loira é como o Natal

E aqui está a concretização de um sonho antigo!
Andava a prometer há anos. Estava para ser no Verão, mas já agora...

Ai a Gabs agora é uma loira boazona?

Então eu também sou!

Gaijaaaaaaaaaaaaa, 'bora lá que ser loira é que está a dar. Eu já tratei do assunto.

Hells Grannies

Os Monthy Python tinham um sketch de umas avós que andavam em bando, a vandalizar tudo, e pioravam no dia em que recebiam a pensão, gastavam tudo em chá e remédios...
Parece que cá em Portugal também há uma avó que organizou os netos em bando, já fizeram uns assaltos e tal. Já estou a ver os Gato Fedorento (Zé Carlos?) a seguirem a ideia.