Eu nem queria ir, mas lá vai ter que ser...

Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano

O que provoca o mau hálito? E o cheiro a suor? De onde vêm os barulhos estranhos que o estômago produz? De que são feitos os macacos do nariz?
A ciência está em todo o lado e procura a resposta para todas as perguntas… mesmo para estas!
Uma exposição repugnantemente fascinante sobre o teu corpo e tudo o que de mais desconcertante nele se passa.


No Pavilhão do Conhecimento, claro!
Esta é a justificação para a minha próxima ausência de DOIS DIAS INTEIRINHOS!... As crianças vão ao Knojo, mas eu espero aproveitar também um pouco do Kbom.
Amanhã, que é hoje depois de ter dormido, se tiver tempo ainda aqui passo. Depois fecho para fim de semana.

Blogs de Serviço

A coluna do lado tem uma nova caixinha. São os meus blogs de serviço. Por enquanto a lista é pequenina, que isto dá trabalho.
Há só um pequeno pormenor. Os blogs estão lá. A url certa também. Está é ligeiramente disfarçada na barra de endereços e têm de abrir primeiro o link para a verem.
É que me apeteceu brincar um bocadinho...

E isto também é serviço público.

Conhecem o novo site das finanças? Recomendo uma visita que, pelo menos, sempre é uma alegria para a tarde.

Cala a boca, Magda!

Lembram-se do "Sai de Baixo"? Era uma série, seriado melhô dizendo, brasileiro que tinha como personagem principal Miguel Falabella no papel de Caco Antibes.
O Caco tinha duas expressões que se tornaram o ex-libris da série - Odeio pobre! e Cala a boca Magda!.
A Magda era a mulher do Caco, boazona, saia curta e coxa roliça, mas burra, burra, burra.
É esta Magda que me interessa.

Comprei este laptop o ano passado, quando o meu se avariou e foi de urgência passar umas férias para uma clínica em Barcelona. Comprei isto, sim, que é um "isto", como quem compra um quilo de bananas - olha, parece madurinho, o preço é bom, boa tarde quero levar, sim já sei isso tudo, obrigada e adeus.
Fui apresentada ao Windows Vista quando cheguei a casa e o liguei e passados cinco minutos já estava doida com as simpatias do programa - olá outra vez, pela sua saúdinha carregue só nesse botão que é a coisa quadradinha e preta no canto direito em baixo se tiver a certeza que quer mesmo, com toda a segurança, pôr uma virgula no texto...
Nessa mesma noite, e como uma desgraça nunca vem só, passei horas ao telefone com o apoio sapo, ou o sapo clinica, ou como é que aquela porcaria se chama, porque não conseguia ligar este bicho à rede doméstica, que Vista não é XP. Como é normal escolheram para pôr do outro lado do telefone o único operador que percebia menos do assunto que eu, já que para além de me jurar que não era possível eu ter os computadores ligados em rede, eu falava-lhe em DNS, firewall, IP, portas e outros pormenores e ele largava um ahhhh, já sei, não deve é estar ligada à internet.....
Ora, isto tudo para dizer, que quando foi preciso dar um nome a este animal, a este, ao meu, não arranjei melhor nome que não fosse Magda!
Com a colaboração do tal rapazinho idiota, que acabou por dar a grande ajuda quando decidiu desligar a chamada dizendo que o que eu queria era impossível, liguei à rede e fiquei, desde aí, com a Magda cá por casa.
Tem-me tirado horas de sono e posto vários cabelos brancos na cabeça, mas tem, sobretudo, representado dignamente o nome, que cá por casa já é normal ouvir-se o meu grito à Caco Antibes, Cala a boca, Magdaaaaaaa!!!

Ontem à noite a Magda deu mais um arzinho da sua graça. Estava eu a tentar dormir no sofá, quando vi outro recadinho a brilhar no ecrã. Era uma recomendação qualquer para alterar as cores do computador e estava já a caminho do lixo quando vi as letrinhas pequenas - ... se achar que o seu computador está demasiado lento....recomendamos...pode fazê-lo noutra altura.... Ups. Lento? Pois claro. Lento e burro. Enfim, uma perfeita Magda.
Dei-lhe um OK, que pior não ficava de certeza. Não é que resultou? Tenho uma bomba nas mãos, parece um Ferrari conduzido pelo Einstein.

Mas é Magda ou não é Magda? Só mesmo uma gaja, muito muito burra, que só faz figura com a maquilhagem certa, passa um ano, um ano inteirinho, a usar as cores erradas e quando finalmente percebe ainda me pergunta se deve mudar ou não.
Muda Magda, mas cala a boca de vez!!!

Até festejamos o dia em que os ratos abandonaram o navio...

A visita realiza-se a convite do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que será condecorado por Cavaco Silva com a Grã-Cruz com Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, criada por D. João VI após a sua chegada ao Rio de Janeiro.

Na sequência da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão em 1807, o príncipe regente D. João - mais tarde rei D. João VI, o Clemente - mudou-se para a então colónia do Brasil, numa operação inédita que movimentou cerca de 15 mil pessoas transportadas numa frota de 36 navios, onde também foram embarcados os arquivos do governo e a biblioteca real.

Após uma passagem pela Baía, onde decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal, D. João desembarcou no Rio de Janeiro a 08 de Março de 1808

As histórias são como as cerejas...

Turquia condenada por impor serviço militar a pastor 71 anos.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou terça-feira a Turquia por ter obrigado um pastor curdo de 71 anos, que vivia isolado, a cumprir o serviço militar, onde foi alvo de escárnio e
de tratamentos que obrigaram à sua hospitalização. O recrutamento de Hamdi Tastan e a exigência de que participasse em exercícios reservados a soldados muito mais novos foram considerados «particularmente dolorosos e atentatórios da dignidade» do pastor, que não padecia de nenhuma doença mas foi hospitalizado após ter feito o serviço militar entre 15 de Março e 26 de Abril de 2000.
Hamdi Tastan, que é analfabeto e apenas fala curdo, foi pastor desde a infância e, a troco do seu trabalho, os proprietários do gado davam-lhe comida, roupa e um tecto no Inverno. Porém, quando a mulher morreu ao dar à luz o filho de ambos, teve de deixar de trabalhar para se ocupar da criança e os patrões denunciaram-no como desertor, contou Hamdi Tastan, que agora deverá receber da Turquia cinco mil euros por danos morais e mais mil euros referentes a custas judiciais.


A história deste pastor fez-me lembrar o meu pastor e as guerras dele com a guerra.
Não sei como é agora, mas há vinte anos, quando a tropa era obrigatória, ficavam dispensados de cumprir o serviço militar todos os mancebos que não tivessem a 4ª classe. Sempre achei alguma graça às prioridades do nosso Estado, que julgava como desertor quem fugisse à guerra e olhava com complacência quem fugisse à escola, que mais um analfabeto não fazia grande dano à pátria.
Certo é que podemos ser analfabetos, mas não somos burros e muitos se safaram de marchar invocando um total e completo desconhecimento das letras.
O meu pastor não teve essa sorte. Conheci-o quando o acusaram de falsas declarações, que tinha dito ao sargento que só sabia pastorear ovelhas, que escola tinha sido quase nenhuma, mas os documentos diziam outra coisa - tinha a escolaridade obrigatória sim senhor.
A primeira vez que o encontrei estava com a mãe. Tinham apanhado um comboio de madrugada para irem a Coimbra, falar com aquela advogada menina que lhes tinha calhado na rifa das nomeações oficiosas.
Juraram-me os dois a pés juntos que não havia 4ª classe nenhuma e que só podia ser engano dos senhores que escreviam aquelas folhas. O rapaz não mente e somos gente de respeito, ninguém quer fugir à tropa. Foi a mãe que me convenceu quando, já de saída, me assegurou com ar triste que este filho fora o mais prejudicado, que o irmão sim, tinha a 4º classe e fato novo, mas este senhora doutora, como pode ter feito o exame se nunca teve um fato novo na vida?
Não era preciso tanto para ir meter o nariz no processo escolar dele, mas assim tinha mesmo que ser, que o meu pastor não havia de ser condenado por uma mentira que não disse.
A explicação era simples e chamava-se passagem administrativa. Na altura em que devia ter ido para a escola, princípios dos anos oitenta, o ensino até já era obrigatório, mas pouco ou nada se obrigava. A matricula do pastor andou a correr secretárias de professores, mas a ele, ao próprio, só as ovelhas o viam. Quando fez 15 anos um funcionário mais expediente achou por bem recompensá-lo e deu-lhe com um carimbo as letras que ele não tinha. Só se esqueceram de o avisar, que este não era o pastor do Tou Chim e o telefonema ficou por fazer.

No dia do julgamento, e no mesmo comboio da madrugada, veio a família toda e os homens bons da aldeia para jurarem pela honra que o rapaz não sabia ler e não quis enganar ninguém. Foi uma das testemunhas que me marcou este processo para sempre. Era o decano da aldeia, um beirão pequenino, talhado no granito da serra, homem digno e respeitado, que tinha aceite dar a sua palavra pela palavra do pastor.
Quando o chamei para o Tribunal o ouvir trazia já numa das mãos o chapéu preto, que ainda não tinha tirado, e apoiava-se num enorme guarda chuva de cabo de madeira. A sala fez silêncio e neste momento vejo novamente todo aquele filme a passar na minha memória. No banco das testemunhas o homem pequeno, de traços duros e fato de casamento, a aldeia atrás esperando ansiosa que as palavras sábias lhe saissem da boca, o pastor, o pastor ali ao lado, mas longe no meio das ovelhas, que quem não deve não teme, e eu, o juiz e o delegado do Ministério Público à espera de ouvir e ir embora, que já ninguém tinha dúvidas do que tinha acontecido. Mas ele estava lá e tinha de dizer o que há muito devia ter sido ensaiado, que discurso em Tribunal é coisa importante e as palavras não podem sair trocadas.
Endireitou o casaco, pousou o chapéu no banco, com a mão direita firmou o guarda chuva no chão, pigarreou três vezes, abriu o braço esquerdo em gestos largos e quase teatrais e disse com voz grave e séria :
Senhor Doutor Juiz, antes de vir aqui perguntei a toda a aldeia, e a própria professora mo confirmou, que este rapaz que aqui está - e o rapaz finalmente endireitou-se no banco - é de uma inteligência lenta e de uma estupidez galopante.

Pronto. Foi absolvido. E pronto também, encontrei-me com o juiz e o ministério público debaixo da bancada, à procura da caneta que tinha acabado de cair, e a rir desalmadamente. Cobertos de vergonha, que a atitude não é das que mais nos orgulham, mas sem conseguir conter as gargalhadas.
Ainda hoje, nem sei porquê, chamo a esse senhor o meu António Silva...


Ninguém diria que já não acreditamos.

Ontem li esta notícia e pareceu-me que já não havia vergonha, que as noções de política e bem comum há muito que se teriam perdido numa volta qualquer de um cocemos-nos para dentro, que uma mão lava a outra, as duas lavam a cara, e com tanta gente aos tiros por aí já nem se notam estas coisinhas.

Estava assim, preto no branco.

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, embaraçou o actual Governo pela forma como atacou uma sua antecessora socialista na função, Ana Benavente, que por sua vez tinha considerado que a equipa que dirige o ministério da Educação "não honra o PS".

O embaraço surgiu porque ao disparar sobre Ana Benavente, acabou por atingir, por ricochete, um influente membro do actual Governo, Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, que no tempo de Guterres foi ministro da Educação, tendo precisamente Ana Benavente como sua secretária de Estado. A actuação de Benavente no Governo, disse Valter Lemos, teve como consequência "os piores resultados escolares da Europa".

O bold é meu, que por aqui começamos.
Valter Lemos, secretário de Estado da Educação acha que Ana Benavente, uma sua antecessora no cargo, fez um mau trabalho e prejudicou os alunos das escolas portuguesas. Esticou o dedo, apontou para ela, e disparou.
Parece-me que o lógico seria que a própria, ou alguém por ela, viesse defender a sua honra e garantir que, técnica e politicamente, as suas decisões tinham sido as melhores para o país. Espanto meu, que ainda sou dada a espantações, quando percebo que o busílis da questão é outro e passa muito ao lado do interesse público. Fez-se o melhor ou não se fez? Não sei, que ninguém me explicou, logo a mim que até tenho duas crianças na escola e estas coisas fervem-me com os nervos.

Ontem, numa conferência de imprensa na sede nacional do PS, Augusto Santos Silva acabou por implicitamente verbalizar o embaraço: "Não me quero alongar no assunto", disse, depois da segunda ou terceira insistência dos jornalistas. Acrescentando: "Todos temos as nossas apreciações sobre os tempos que passaram e os tempos que vivemos hoje. O mais importante é o tempo que nos espera."

Mas afinal há por aqui embaraço, e dos grandes. Sempre vou ter direito a uma explicaçãozinha. Andei eu a comprar livros, cadernos e lápis, a gastar o dinheiro que dava para aquelas férias na educação delas e afinal não lhes ensinaram nada de jeito? É bom mesmo que comecem a desbobinar tudo, que não sou de cantigas.
Sentei-me e fiquei à espera do pedido de desculpas, pronta para limpar o cadastro das minhas vítimas por engano, e compensá-las das horas de castigo por erros no ditado.

Os microfones aproximam-se, eu aproximo-me, e aí vem a resposta.

Antes de Augusto Santos Silva falar já Manuel Alegre lhe estava a exigir esclarecimentos. "Não é normal que um secretário de Estado de um Governo do mesmo partido ataque um anterior secretário de Estado", disse ao DN. O ex-candidato presidencial achou a atitude "tanto mais estranha quando isso pôs em causa o titular da pasta da Educação da altura, que por acaso é o actual ministro dos Assuntos Parlamentares". "Gostaria de saber o que ele pensa a este respeito", afirmou Alegre, que repudia a "quebra de regras de solidariedade que normalmente devem existir entre membros de diferentes governos do mesmo partido".

Obrigada. Fiquei finalmente esclarecida.
Portanto, que me lixe eu, as minhas crianças, as crianças dos outros todos e mais os impostos que pagamos e o pouco que ainda iamos acreditando. Fez-se asneira? Que é que isso interessa? Se foi um dos nossos manda a solidariedade partidária que estejamos todos caladinhos...
Já agora, este Manuel Alegre não é aquele senhor que até é poeta e andou a apregoar uma tal de ética na política?
Bem, pelo menos fiquei a saber o que quer dizer "ética". É assim mais ou menos uma espécie de comemos todos do mesmo tacho e temos de ser amiguinhos ou nem o fundo conseguimos raspar.

Hoje li uma outra notícia.

Sondagem: Portugueses desiludidos
Sistema partidário sem credibilidade.

Quem diria? Vá-se lá saber agora porquê, que os designíos do povo são insondáveis...

Indice Terapêutico

Vaticano: Bispo aconselha possuídos a recorrerem a exorcista.

O bispo Gianfranco Girotti, regente do Tribunal da Penitenciária Apostólica do Vaticano, afirmou que, nos casos de possessão diabólica, a pessoa afectada deve dirigir-se a um exorcista e não a um confessor.
Porém, no caso de alegadas visões sobrenaturais, aconselha-se o recurso a confessores especializados, acrescentou Girotti numa iniciativa organizada terça-feira pelo Tribunal a que preside, revelou o diário «L'Osservatore Romano», segundo o qual o bispo também denunciou a «forte crise» que está a atingir o sacramento e a confissão.

Após analisar diferentes casos de confissões, o prelado referiu «casos complexos e delicados» como os fenómenos diabólicos, místicos e presumivelmente sobrenaturais.

Girotti incluiu nos diabólicos os casos de possessão e obsessões e aconselhou a intervenção de um exorcista, enquanto nos casos ligados ao misticismo e à histeria o ideal será consultar peritos religiosos.

Espera-se, a qualquer momento, a indicação do remédio para unhas encravadas.

"No, if anyone orders Merlot, I'm leaving"

.

Dois mil e quinhentos vinhos de 300 produtores de nove países vão estar em prova livre entre quinta-feira e domingo no Palácio da Bolsa do Porto, na quinta edição do Essência do Vinho.

Saí do buraco...

Andei chateada, mas já passou.
Vou tentar responder aos comentários todos que ficaram pendurados aí para baixo...

Não valeu... Não valeu... Batoteiras...

Afinal um nome é um nome e três nomes são um sacramento, que o que importa é a forma, o conteúdo que se lixe...

O Vaticano considera "inválido" o baptismo com "fórmulas alternativas" de inspiração feminista, frequentemente usadas em países de língua inglesa (...)

"As variações da fórmula baptismal, segundo designações das pessoas divinas diversas das bíblicas, procedem da chamada teologia feminista para evitar dizer Pai e Filho, consideradas palavras masculinas, substituindo-as por outros nomes.

"A fórmula baptismal deve expressar adequadamente a fé trinitária: não valem formas aproximadas", acrescenta o comunicado da agência Ecclesia.

Dúvidas que me apoquentam.

Estarei velha ou o preço do barril do petróleo usa uma energia alternativa muito mais potente que a que faz mexer o meu dinheiro?
Lembro bem demais, sinal que já me preocupava com estas coisas e portanto não estava de certeza no recreio da escola, do barril do petróleo ter passado a barreira dos trinta dólares. Ora isso foi, deixem pensar, ainda tinha aquelas botas pretas com cordões, isso foi por volta de 2000. Pois, tenho razão, já não andava de tranças - alguma vez terei andado? - mas isso já deve ter sido há muito tempo, que um aumento de 70 doláres leva uns anos, não é?
Só posso estar velha, que estes preços não se explicam de outra maneira e hoje até desceu e tudo...

O crude WTI transaccionado em Nova Iorque seguia a valer 102,1 dólares na negociação electrónica, menos 0,35% face ao fecho da sessão anterior.

Por seu lado, o brent (petróleo do Mar do Norte) descia 0,19%, para os 100,29 dólares, segundo dados da plataforma ICE para as entregas em Abril.

Chegou o Verão. Hoje trabalhei assim...

John Cleese's "Letter to America"

15 02 2008

Dear Citizens of America,

In view of your failure to elect a competent President and thus to govern yourselves, we hereby give notice of the revocation of your independence, effective immediately.

Her Sovereign Majesty, Queen Elizabeth II, will resume monarchical duties over all states, commonwealths and other territories (except Kansas, which she does not fancy), as from Monday next.

Your new prime minister, Gordon Brown, will appoint a governor for America without the need for further elections. Congress and the Senate will be disbanded. A questionnaire may be circulated next year to determine whether any of you noticed.

To aid in the transition to a British Crown Dependency, the following rules are introduced with immediate effect:

1. You should look up "revocation" in the Oxford English Dictionary. Then look up "aluminium," and check the pronunciation guide. You will be amazed at just how wrongly you have been pronouncing it.

2. The letter 'U' will be reinstated in words such as 'colour', 'favour' and 'neighbour.' Likewise, you will learn to spell 'doughnut' without skipping half the letters, and the suffix "ize" will be replaced by the suffix "ise."

3. You will learn that the suffix 'burgh' is pronounced 'burra'; you may elect to spell Pittsburgh as 'Pittsberg' if you find you simply can't cope with correct pronunciation.

4. Generally, you will be expected to raise your vocabulary to acceptable levels (look up "vocabulary"). Using the same twenty-seven words interspersed with filler noises such as "like" and "you know" is an unacceptable and inefficient form of communication.

5. There is no such thing as "US English." We will let Microsoft know on your behalf. The Microsoft spell-checker will be adjusted to take account of the reinstated letter 'u' and the elimination of "-ize."

6. You will relearn your original national anthem, "God Save The Queen",
but only after fully carrying out Task #1 (see above).

7. July 4th will no longer be celebrated as a holiday. November 2nd will
be a new national holiday, but to be celebrated only in England. It will be called "Come-Uppance Day."

8. You will learn to resolve personal issues without using guns, lawyers or therapists. The fact that you need so many lawyers and therapists shows that you're not adult enough to be independent. Guns should only be handled by adults. If you're not adult enough to sort things out without suing someone or speaking to a therapist then you're not grown up enough to handle a gun.

9. Therefore, you will no longer be allowed to own or carry anything more dangerous than a vegetable peeler. A permit will be required if you wish to carry a vegetable peeler in public.

10. All American cars are hereby banned. They are crap and this is for your own good. When we show you German cars, you will understand what we mean.

11. All intersections will be replaced with roundabouts, and you will start driving on the left with immediate effect. At the same time, you will go metric immediately and without the benefit of conversion tables… Both roundabouts and metrification will help you understand the British sense of humour.

12. The Former USA will adopt UK prices on petrol (which you have been calling "gasoline") - roughly $8/US per gallon. Get used to it.

13. You will learn to make real chips. Those things you call french fries are not real chips, and those things you insist on calling potato chips are properly called "crisps." Real chips are thick cut, fried in animal fat, and dressed not with catsup but with malt vinegar.

14. Waiters and waitresses will be trained to be more aggressive with customers.

15. The cold tasteless stuff you insist on calling beer is not actually beer at all. Henceforth, only proper British Bitter will be referred to as "beer," and European brews of known and accepted provenance will be referred to as "Lager." American brands will be referred to as "Near-Frozen Gnat's Urine," so that all can be sold without risk of further confusion.

16. Hollywood will be required occasionally to cast English actors as good guys. Hollywood will also be required to cast English actors as English characters. Watching Andie MacDowell attempt English dialogue in "Four Weddings and a Funeral" was an experience akin to having one's ear removed with a cheese grater.

17. You will cease playing American "football." There is only one kind of proper football; you call it "soccer". Those of you brave enough, in time, will be allowed to play rugby (which has some similarities to American "football", but does not involve stopping for a rest every twenty seconds or wearing full kevlar body armour like a
bunch of Jessies - English slang for "Big Girls Blouse").

18. Further, you will stop playing baseball. It is not reasonable to host an event called the "World Series" for a game which is not played outside of America. Since only 2.1% of you are aware that there is a world beyond your borders, your error is understandable and forgiven.

19. You must tell us who killed JFK. It's been driving us mad.

20. An internal revenue agent (i.e. tax collector) from Her Majesty's Government will be with you shortly to ensure the acquisition of all monies due, backdated to 1776.

Thank you for your co-operation.
John Cleese

Simpático...

...gajas....

se fossem boas, Deus tinha uma;

se fossem de confiar, o Diabo não tinha cornos;

Com a desgraça dos outros podemos bem, não é?

Sim, estamos em crise. Sim, ganhamos todos mal e o dinheiro não chega para nada. Mas sim também, há quem esteja muito pior que nós.
Querem saber qual é o vosso lugar no ranking da riqueza mundial ? Talvez o resultado faça a semana que está a começar um bocadinho melhor...
Vá, toca de fazer as contas ao vosso vencimento anual e seguir o link...

http://www.globalrichlist.com/index.php

Burla?

A história vem hoje no Jornal de Notícias, mas por aqui já era conhecida e, confesso, a primeira vez que a ouvi arquivei-a na categoria "mitos urbanos", junta com as tarântulas nas bananas e os rebuçados com droga.
Pelos vistos, ou lido, é para levar a sério.

Dezenas de empresários de construção civil da Grande Lisboa e Margem Sul do Tejo estão a ser burlados num esquema que, no ano passado, já conduziu a prejuízos da ordem de um milhão de euros. Em causa está um método que passa pela proposta de compra de habitações em prédios mediante a entrega de um sinal. Quem faz o negócio é uma família, mas a casa é ocupada de imediato por várias outras que transformam a vida do prédio num verdadeiro inferno. O objectivo é levar o empresário a romper o contrato, com a consequente obrigação legal de pagar ao comprador o dobro do sinal.

Pelo menos 20 casos, com base em queixas, estão já a ser investigados pela Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa e pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), mas as autoridades acreditam que muitas outras burlas já terão ocorrido. "É normal em situações destas. Muitas vezes os lesados tentam chegar a um acordo, ou simplesmente pagam para não terem mais problemas", apontou ao JN uma fonte judicial.

Dois ou três grupos familiares estão já identificados, suspeitando fortemente as autoridades de que os mesmo têm origem na comunidade cigana, onde o método começa a ser bastante conhecido.

Acho que foi por esta razão que não acreditei na história da burla. Pensei que até podia ter acontecido alguma coisa, mas teria sido só um construtor em pânico, com medo de deixar de fazer negócio por ter uma família cigana a viver no prédio.
Se foi ou não não sei, que dificílmente alguém saberá agora como tudo começou, já só se sabe como está a ser aproveitado:

Os contactos entre alegados burlões e as vítimas são feitos de forma directa e normalmente na rua, junto ao apartamento alvo da compra. Regra geral, são escolhidos prédios com outros andares em venda.
São dois ou três os indivíduos, bem vestidos e com bons carros, que abordam o construtor. O acordo é selado com a assinatura de um contrato-promessa de compra e venda e o pagamento de um sinal vultuoso. Exigem, no entanto, a ocupação quase imediata da habitação, alegando uma necessidade premente, o que pode acontecer no imediato ou poucos dias depois.

É feita a mudança, mas ao invés da família esperada começam surgir na habitação inúmeros elementos da mesma etnia. Daí passam à criação de um ambiente hostil no prédio, em particular barulho e confusão. Na rua a estratégia é a mesma. "Qualquer outra pessoa que queira comprar ali casa, fica naturalmente de pé-atrás", disse uma fonte policial ao JN.

Ao empresário, resta, duas alternativas negociar a saída a bem, pagando, ou romper o contrato, ficando obrigado por lei a pagar o dobro do sinal. Qualquer que seja a opção sai sempre a perder.

Pois sair sai, mas daí até conseguir provar que isto seja uma burla vai um longo caminho. É que mesmo que a intenção seja só ganhar dinheiro fácil, não estão a fazer nada de ilegal, nem a enganar ninguém. Estão lá, mais nada. E ao vendedor restam poucas saídas. Não pode invocar o facto de ter sido enganado na venda, porque nesse caso teria de dizer que se soubesse que quem iria ocupar a casa era uma família cigana não faria o negócio e isso cheira demasiado a discriminação para poder ser aceite como um argumento válido.
Fazem barulho no prédio, incomodam a vizinhança? Isso pode ser um caso de polícia, mas não me parece que seja o problema. A única coisa que está aqui em jogo, e sejamos sinceros, é uma ou várias famílias ciganas a habitar um prédio onde não seria "suposto estarem que a vizinhança incomoda-se"...

Burla? Acredito que se ganhe bom dinheiro assim, mas alguém pode ser acusado de burlão se todos os seus comportamentos são legais, não está sequer a abusar da lei, e só sai a ganhar porque quem paga não quer, ou não pode reconhecer, que a descriminação existe e que pode perder dinheiro à conta dela?

Temos todos Calcanhares de Aquiles e, neste caso, estão a ser aproveitados por quem os pode aproveitar...

Irresistível...

Tempestade: Catorze mortos e milhões de euros de prejuízos na Europa durante o fim-de-semana.

Berlim, 02 Mar (Lusa) - A tempestade "Emma", que se abateu durante o fim-de-semana sobre vários países da Europa, com ventos de mais de 220 quilómetros por hora, causou 14 mortos e milhões de euros de danos materiais.
A Alemanha foi o país europeu onde se registaram mais vítimas mortais: seis.
Quatro homens e uma mulher morreram em acidentes de viação relacionados com a tempestade (rajadas de vento e queda de árvores) e um homem deu uma queda mortal ao tentar prender uma árvore para que ela não caísse sobre uma estátua da Virgem Maria.

Se fosse português talvez se safasse, que era quase certo que conhecesse o ditado do fia-te na Virgem e não corras e verás o trambolhão que levas...

Adormecer no sofá...

Mamã, tu não te deitas, tu mudas-te para a cama...

Não sei se fique feliz pela inteligência do comentário se fique preocupada, que isto só pode querer dizer que ando triste e já se nota...

Estou mal disposta.

O meu dia pode ser estragado assim. Com uma coisa pequena, que me parece sempre grande. Principalmente se for preta, com muitas pernas, pêlos no corpo e estiver dentro do saco onde estou a mexer. Quando me passa por cima da mão, como hoje aconteceu, estraga-me não só o dia como os próximos dias todos.
Até parecia que ia ser um domingo divertido. Estava sol, calor, a árvore com vista para o lago escolhida e as medidas para a casa a construir tiradas. As miúdas fizeram o desenho do que queriam e a mim competia executar o trabalho. Já tinhamos tábuas e cordas, faltavam as ferramentas. As básicas estão sempre à mão de semear, mas lembrei-me que tinha por aí uns tornos que iam ser úteis, para ajudar a fixar umas peças que tinham de ser coladas. Tinha-os deixado cá fora, num saco de plástico, e foi esse o primeiro erro da artista. O segundo foi ter lá metido a mão e só depois os olhos. Quando vi era tarde, que a bicha já estava a fazer da minha mão poleiro.
Tenho medo de aranhas. Muito. Medo assim tipo pânico. Fobia. Horror. Saio de mim e só volto quando calha. Acho que estou a voltar agora, mas ainda não é certo, que nas próximas horas qualquer sombra estranha me vai fazer gritar.
Sim, a casa da árvore ficou para outras núpcias, que hoje, pelo sim pelo não, fiquei sentadinha, quietinha, à espera que passe a pena que tenho estado a sentir por mim ....

To whom it may concern.

Pode ser por dever de ofício, mas a babysitter acredita na Cinderela. Não é que não sejam parecidas, mas o príncipe é que teima em não aparecer. O primeiro candidato até vinha a cavalo e tudo, mas nunca deixou de ser sapo e não foi por falta dos tais beijos que as fadas recomendam.
Agora chegou outro, de farda lustrosa, mas ainda não passou do pode ser que sim. Príncipe príncipe, daqueles altos, belos, loiros, bons rapazes e herdeiros de um reino cheio de tesouros encantados é que nada, nicles, nadinha...

Lembrou-se a rapariga que até é fotogénica e, quem sabe, talvez mandando um catálogo com os seus lados melhores para a agência dos Irmãos Grimm, do Anderson ou até do Perrault consiga que lhe arranjem por lá um príncipe daqueles a sério.
Decisão tomada, mãos ao trabalho. Há que escolher para já, o fotógrafo disponível. Por aqui não há ninguém, que é tudo casamentos e baptizados, mas ela diz que tem andado por aí nos blogs e viu umas fotos muito bem tiradas e, quem sabe, talvez o fotógrafo não se importe de fazer um jeito...
Não sei a quem se estará a referir, que eu na internet só conheço a porta de serviço, mas se souberem de alguém podem avisar para a Posta Restante dos Sonhos Lindos que Passam num Instante mas Enquanto Duram Embalam que se Fartam...

Quem diz a verdade não merece castigo?

Tenho um lado marginal. Acho que todos temos, mas também acho que o meu é um bocadinho maior que o normal.
Há uns anos uma amiga minha comentou o meu novo namorado com um "sempre tiveste queda para a marginalidade". A minha mãe acha que eu tenho "alma de vigarista", o que nela só pode ser um cumprimento, que se fala em alma já não é mau de todo. Aliás, o meu pai dizia que se quisesse vender um carro ou casar uma filha iria ter grandes dificuldades, que a minha mãe tratava de mostrar a realidade nua e crua a qualquer possível interessado. Sempre achei que isso era uma forma de carinho, que ela estava era muito apegada às filhas e aos carros para os deixar ir assim com qualquer um. Mas pronto, talvez ela até tivesse razão, que muitos quilómetros são muita estrada e há sempre umas folgas na direcção.

Isto para dizer que o primeiro email que recebi hoje foi do meu namorado. Não, não foi um bom dia minha querida, dormiste bem? tive saudades tuas...
O que recebi foi isto:

From: V.............. [............@mail.telepac.pt]

Sent: sábado, 1 de Março de 2008 11:37

To: Teresa ..............

Subject: já...

...gamaste o Expresso, hoje?


Brincadeira? Hum, hum. Ele já me conhece um bocadinho e sabe quais são as minhas rotinas de sábado de manhã. E também sabe que tenho alma de vigarista...

Como uma dona de casa responsável aproveito o sábado de manhã para ir às compras. Apesar de viver no meio de nada tenho a cinco minutos de casa um Continente e para poupar nas voltas é lá que vou quando não me apetece ir ao mercado de Albufeira, onde, fora do Verão, encontro o melhor peixe do meu mundo.
Mas, voltando ao Continente, e já depois de ter o carro estacionado, de ter largado três asneiras por não ter trocos para o carrinho, de ter feito 256 ameaças de meses sem televião às minhas filhas e de ter discutido com os seguranças todos, entro no supermercado propriamente dito. Como é sábado, e sem mesmo olhar para a lista das compras, pego no saco do Expresso e ponho-o no sítio lógico - pendurado atrás do carro das compras, naquele gancho que tem um letreiro a dizer "É favor pendurar aqui o saco do jornal".
Duas horas depois chego finalmente às caixas. Pelo caminho perdi as duas crianças, mas não é preocupante. A Clara está no balcão de apoio ao cliente e já nem precisa de dizer nada que o aviso é o do costume Senhora Clara (ela faz questão no senhora!) chama mãe Teresa. Uma está encontrada e a outra vem aí. Nunca se perde que que é só ir seguindo o meu rasto e aproveitar para apanhar as alfaces, os pacotes de natas, o shampoo e as outras ninharias que foram caindo da montanha de compras em que se transformou o carrinho.
Ora estou então na caixa para pagar. Saem as garrafas de vinho e cuidado que se partem, os enchidos, os garrafões de água, atenção não ponham em cima dos morangos, meninas despachem-se a tirar tudo que preciso do carro deste lado, olhem as batatas e o leite que já deviam aqui estar, os sacos já tapam a menina, depressa, preciso do carro aqui... Elas tentam passar os Kinder, a Clara já pôs duas embalagens de preservativos e a TVmais, eu estou doida por fumar um cigarro, e sim tenho cartão Continente, cuidado que o óleo está a vazar, a menina da caixa redige mentalmente o pedido de baixa por esgotamento e o carro passa para a zona descontaminada, finalmente vazio.
Vazio? Não! Atrás, rodeado de alarmes e olhos atentos de empregados mal pagos, um pequeno saco com um grande jornal, aliás um pequeno saco com um pesado jornal, resiste ainda e sempre aos exércitos do Belmiro. Pronto, o Expresso passou e não foi pago....
E agora, que fazer? Volto atrás e digo ó faxefavor esqueci de pagar isto, ou não sei de nada, não vi nada, que não volto lá dentro nem que me arrastem?
Está bem. Tenho alma de vigarista. E mais, cinco em cada dez vezes o Expresso sai assim, sem nos darmos conta. Nas outras cinco já faz parte do jogo dos sábados de manhã - passa ou não passa que isto não é roubar, que está bem à vista, é só um teste de atenção...
Posso dizer que a atenção das meninas é de 0,0005% e que me dá um gozo desgraçado este engano dois em um - Belmiro e Balsemão metidos no mesmo saco nos meus sábados de manhã....

Hoje não fui ao Continente por isso escusam de me perguntar se li o Expresso. É que tenho assinatura sabem? E há sábados em que não me falta nada na despensa...

Quem diz a verdade não merece castigo, pois não?

Perguntas (quase) retóricas.

Porque é que nada abre no sítio onde diz "abrir aqui" e porque é que as aberturas fáceis são sempre as mais difíceis?

Posta assim a modos que a puxar para a pieguice

E se aproveitassemos o diazinho de hoje, que só temos de 4 em 4 anos, para fazer qualquer coisa de diferente?

(Eu, se fosse gajo e estivesse para aí virado, arranjava uma namorada. Se a coisa desse para o sério, pelo menos só de 4 em 4 anos é que levava com a boquinha da praxe pois, já não me ligas nenhuma, esqueceste-te outra vez do nosso aniversário)

Sexo sem preservativo também? Bem me parecia que era um problema de pancada grave.

Os castigos corporais às crianças poderão causar-lhes problemas sexuais na adolescência e na idade adulta, segundo um relatório do Laboratório de Investigações Familiares da Universidade de Hampshire (EUA).

Segundo Murrat Straus, co-director do laboratório, a análise de quatro relatórios sobre castigos corporais de pais a filhos revelou que estavam directamente relacionados com três problemas sexuais que surgem na adolescência ou na idade madura: violência física nas relações sexuais, sexo sem preservativo e sexo masoquista.

Chama-se a isto Baile Mandado...

O advogado Garcia Pereira vai defender Paulo Portas no processo que o líder do CDS-PP vai ter contra o ministro da Agricultura, Jaime Silva.

A TSF sabe que Paulo Portas está empenhado neste processo e por isso terá escolhido o dirigente do PCTP/MRPP, apesar das diferenças políticas que separam estas duas personalidades.

«Em princípio, são muitas as diferenças ideológicas que existe,m entre o dr. Garcia pereira e eu próprio. Não é isso que está em causa neste processo. Sempre tive admiração profissional e respeito pessoal pelo dr. Garcia Pereira», acrescentou Paulo portas.

O convite de Portas foi formulado na quinta-feira e já foi aceite pelo advogado e figura mais visível do PCTP/MRPP.

Apagão.

Gostamos de grandes causas. São assim como que uma lavagem automática das nossas consciências. Despachamos a coisa com duas ou três moedas e podemos sujar o carro logo a seguir, que a água lava tudo e a máquina é rapidinha e barata.

Desde há uns tempos que circula por aí um apelo ao apagar de luzes hoje, cinco minutos, lá mais para a noite. Acredito que muito boa alma vai ficar às escuras, que a satisfação do dever cumprido há-de-lhes iluminar o caminho. Ao bater das oito, e com mais um problema resolvido, é só voltar a carregar nos interruptores e acender as luzes do costume. E, de preferência, que sejam todas lâmpadas incandescestes, que as de baixo consumo são caras e se o vizinho não tem porque é que haviam de ter?

Na minha casa não tenciono ficar às escuras, mas talvez aproveite para trocar duas ou três das lâmpadas velhas que ainda moram por aqui.

Para quem estiver interessado nos argumentos do sim e do não, fica a notícia.

Ninguém sabe bem quem lançou o apelo. Mas a mensagem anónima está a circular há várias semanas pelas caixas de correio electrónico. Hoje, entre as 19h55 e as 20h00, será possível saber até que ponto teve sucesso o convite para que todos apaguem as luzes e desliguem aparelhos eléctricos durante cinco minutos - "para o nosso planeta respirar", segundo a mensagem.

O e-mail foi traduzido e retransmitido em várias línguas, está em blogues e é difícil encontrar alguém que não o tenha recebido.

Uma iniciativa semelhante ocorreu há um ano, mas tinha um rosto claro. Foi lançada pela Aliança para o Planeta, uma coligação hoje com 82 organizações ambientalistas, sobretudo francesas. A data - 1 de Fevereiro - tinha uma razão de ser. No dia seguinte, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgaria, em Paris, o seu quarto relatório quinquenal sobre o aquecimento global, reforçando a culpa humana.

Em França, naqueles cinco minutos, houve uma quebra de um por cento no consumo de electricidade, o que equivale à participação de sete milhões de pessoas. Paris apagou as luzes da Torre Eiffel.

A Rede Eléctrica Nacional (REN) não vê com agrado o apelo ao apagão. Uma adesão maciça poderia provocar instabilidades no sistema de distribuição de electricidade. Amarante Santos, gestor de sistemas da REN, compara um apagão súbito ao acto de se tirar o pé da embraiagem de um automóvel, enquanto se carrega no acelerador. "O motor passa a funcionar com mais força", afirma.

A associação ambientalista Quercus também não aprova a ideia. "Esse tipo de iniciativa não representa ganhos ambientais", afirma o seu presidente, Hélder Spínola. "Aconselhamos as pessoas a adoptarem medidas de poupança de electricidade ao longo do tempo."

Nem de propósito, que aqui no blog o debate continua.

Um relatório publicado quinta-feira pelo Centro Pew revelou que, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, mais de um por cento da população está presa.
«Apesar de todo o dinheiro que se gasta em cárceres e prisões não houve um benefício claro e convincente para a segurança pública», afirmou Adam Gelb, director de projecto no Centro Pew para os Estados, que elaborou o estudo de 37 páginas.

Durante quase três décadas generalizou-se nos Estados Unidos uma política de «mão dura» contra o crime, tanto a nível federal como estatal, que inclusive aumentou as penas de prisão por delitos menores.

«Mais e mais Estados começam a reconsiderar a sua política de enviar para a prisão os delinquentes que cometem ofensas leves e adoptam estratégias severas com o crime e menos gravosas para os contribuintes», acrescentou.