(foto @na)
São assim os nossos dias. Mergulhos para a piscina e secamos ao sol como tomates em Itália. O ar é de calma, tanto que até a internet é mais lenta, ao fundo, quando os miúdos deixam, ouvimos os chocalhos das ovelhas e os pássaros.
Estivesse menos vento e teríamos o tempo perfeito de um Agosto passado no Alentejo, mas está certamente melhor que em Lisboa.
Dois príncipes adorados por uma casa cheia de mulheres. Por aqui também se sente a diferença dos números; dois para cinco. Que sorte a deles. Que sorte a minha, que tenho dois homens a adorar-me e a mimar-me.
Gosto do Alentejo, há qualquer coisa que me liga a esta terra, o que até é estranho, toda a minha vida passei férias no norte e toda a minha família é do Minho.
Inexplicavelmente quando chego a estas terras, sinto-me em casa. Tanto faz que seja Évora ou Beja, é uma casa grande. Se tive outras vidas antes desta, devo ter andado por estas paragens.
Hoje ao sentir-me em casa, percebi que apesar de citadina como sou, tivesse eu forma de subsistência por estes lados e mudava-me, de armas e bagagens.