De pé, diante da grande cama de ferro, disse-lhe António antes dela se despir.- Fica com o cinto.Pôs-se então a rasgar o vestido de Louise a partir da cintura. Sem grande custo, com gestos lentos, fê-lo em tiras, como se fosse de papel. Louise toda ela tremia, sentindo a força das suas mãos. Só o que restava agora era o pesado cinto de prata sobre o seu corpo nu. Desatou-lhe os cabelos, que cairam sobre os seus ombros. Só depois é que a estendeu na cama e a beijou demoradamente acariciando-lhe os seios.Ela sentia a pressão do pesado cinto de prata, que a magoava, bem como a firme pressão das mãos dele sobre a pele nua. O desejo sexual enlouquecia-a, cegava-a. Não podia esperar mais. Não podia sequer esperar que ele se despisse. Mas António não se dava conta da sua impaciência. Não só continuava a beijá-la, bebendo-lhe os lábios, a língua, o ar, como também, com as mãos, lhe macerava a carne, com tantos fundos apalpões, que lhe deixavam doridas marcas no corpo. Estava toda encharcada, trémula, abria as pernas a tentar montar nele. Tentou desabotoar-lhe as calças.- Temos tempo - disse ele. - Temos o tempo todo por nossa conta. Vamos ficar vários dias aqui neste quarto. Para nós o tempo não conta.
Artistas e Modelos
in Delta de Vénus
Anais Nin