82 anos, é obra! A minha mãe parece o meu avô. E eu pareço a minha mãe.
Começo a ver a vida do ponto de vista deles, os pais. Digo coisas que nunca imaginei que diria.
Compreendo porque mas disseram e a paciência que é preciso ter para ouvir as asneiras dos miúdos. Que andam sempre contentes e sabem tudo, duh!
Quando se tem filhos, vêm sempre, em anexo, mais miúdos. E é giro vê-los crescer, de como se abraçam a nós "olá mãe da Catarina!" e de um ano para o outro é "ah, olá..." e zás, fecham a porta do quarto. "Porque é que se estão sempre a rir?", "ihihih ela disse porque é que nos estamos a rir...". Isto parece-me familiar. "Parecem tolinhos..." Mais risos. Está bem, tá....
Isto mal começou.