Eu não te quero só porque sim, eu não te quero só porque repentinamente me apetece ter-te. Eu quando digo que quero ficar contigo é porque essa é a única forma de sermos livres. A forma de nos amarmos livremente, sem medo de nos perdermos, sem o peso das consequências. É a forma de poder partilhar o meu tempo contigo. É a maneira de te poder tocar sem que tenha de ser escondido. É poder dar-te um beijo e sentir a tua boca sem ter de olhar para o lado. É sentir-te junto de mim. É poder contar-te a minha história sem o amargo sabor dos ponteiros do relógio. É perder-me na tua história, é ter tempo para te ouvir. Sim, também é poder saltar-te para cima, comer-te como se não houvesse amanhã, porque meu querido, no dia em que tiver a certeza que há um amanhã à nossa espera, ao contrário do que seria de supôr, vou-te comer ainda mais e melhor. Não que não me empenhe agora o suficiente, mas porque estaríamos libertos destas amarras que dão à nossa relação o sabor agri-doce e, eu sempre preferi o doce. E sim, meu amor também sonho em comer-te todas as manhãs, sonho adormecer exausta depois de te ter deixado comer-me. E não, estas vontades não arrefecem, tu descobriste-me, conheces-me como nenhum homem me conheceu, sabes como me levar, desvendaste a formula secreta de me manter a arder de desejo. Sabes como ninguém fazer-me o clique. E sim, o meu desejo é igual ao teu. Quando te vejo apetece-me livrar-me da roupa que me tapa, despir-te com um passe de mágica e sentir-te entrar dentro de mim. E, é por estas pequenas coisas que acho que somos peças do mesmo molde. Por isso não desisto, por isso me mantenho de pé, embora as pernas já tenham vacilado. Mas enquanto o resto do corpo gritar por ti, estarei aqui a rasgar-me de desejo por ti.
Há 4 meses
