É que eles são assim, deixam-nos a casa para tratar e zarpam para outras paragens. Não fosse o nosso peixe preferido e estávamos aqui em conversas de gaijas, que como toda a gente sabe não aquentam nem arrefentam. Ou antes pelo contrário.
Mas voltando aos nossos gajos, aos que andam lá fora a fazer pela vida, ou pelo corpinho, ou mesmo só pelas memórias que nunca se foram. Eles bem que tentam abrir asas e voar para longe, e dizer que lá fora é que é bom, e as gaijas da estranja são todas boas como o milho, e lá é que é e pois e coisa e tal, que português tem alma de marinheiro, mas esquecem sempre um pequeno pormenor, o pormenor Paulo Alexandre.
É que todos sabemos a história do velho bar, e da luz acesa, e da noite escura e do vinho verde que fará recordar a noiva, a mãe, a casa, o pai e o cão também. E os nossos gajos, com verde vinho ou sem ele, estão todos a morrer de saudades. E lá dão uma espreitadela à casa vinda directamente de uma varanda de frente para o Indico, ou deixam escorregar um email a afiançar que mesmo não fazendo torradas por aqui vão mordendo o pão que cá se amassa todos os dias, ou até se ouve um grito que é de desespero e que chega com o bipbip dos sms - Bendita Padeira de Aljubarrota.
E para eles, para todos os nossos gajos que até parece que não nos ligam nenhuma mas não esquecem a aldeia branca, eu escancaro as portas e digo Bom Português, regressa breve e vem de vez.
Voltem depressa, gajos. Seja o que fôr que tenham feito, estão perdoados. E nós, por aqui, também temos saudades.
Mas voltando aos nossos gajos, aos que andam lá fora a fazer pela vida, ou pelo corpinho, ou mesmo só pelas memórias que nunca se foram. Eles bem que tentam abrir asas e voar para longe, e dizer que lá fora é que é bom, e as gaijas da estranja são todas boas como o milho, e lá é que é e pois e coisa e tal, que português tem alma de marinheiro, mas esquecem sempre um pequeno pormenor, o pormenor Paulo Alexandre.
É que todos sabemos a história do velho bar, e da luz acesa, e da noite escura e do vinho verde que fará recordar a noiva, a mãe, a casa, o pai e o cão também. E os nossos gajos, com verde vinho ou sem ele, estão todos a morrer de saudades. E lá dão uma espreitadela à casa vinda directamente de uma varanda de frente para o Indico, ou deixam escorregar um email a afiançar que mesmo não fazendo torradas por aqui vão mordendo o pão que cá se amassa todos os dias, ou até se ouve um grito que é de desespero e que chega com o bipbip dos sms - Bendita Padeira de Aljubarrota.
E para eles, para todos os nossos gajos que até parece que não nos ligam nenhuma mas não esquecem a aldeia branca, eu escancaro as portas e digo Bom Português, regressa breve e vem de vez.
Voltem depressa, gajos. Seja o que fôr que tenham feito, estão perdoados. E nós, por aqui, também temos saudades.