Mostrando postagens com marcador mas ficou quase tão lindo como a bola da gaija. Mostrar todas as postagens
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Pois eu sei que isto não é um blog de gaijas...


(o bolo caixa do tesouro)

Estou farta de bolos de aniversário. Há 13 anos que faço uma média de quatro por ano, quando não é mais. Para cada uma delas é um bolo para a escola e um bolo para a festa. E se a festa não é no dia do aniversário lá sai outro bolo, que jantar de dia de anos sem velas para apagar não há miúdo que aguente. E depois ainda há as amigas que metem a cunha que também querem um bolo feito em casa, mais as festas de anos que vou fazendo por aqui, para mim e para quem por cá passa.
Ontem quando comecei a pensar em tabuleiros, massas, enfeites, seringas com creme de açúcar, chantilly e quejandos achei que nem morta teria coragem para fazer um queque que fosse. O pior é que o pedido estava feito, um bolo para comerem na escola, e eram vinte e oito candidatos e não podia ser dos comprados. Ai não podia? isso é que era uma pena, que eu não estava com veia de pasteleira.
Gaijas, deixo a receita do Bolo Caixa do Tesouro.
Naquele sítio do costume comprem quatro embalagens de waffles, oito de filipinos, maltesers, m&m, várias sacas de gomas e um chocolate preto. Arranjem uma tábua velha e forrem com papel autocolante, pode ser o resto das prateleiras da cozinha, e por cima uma folhinha de papel vegetal por causa dos microbios. Depois é só fazer a caixinha dos legos. Waffles para a base, filipinos para as laterais e molho de chocolate a servir de cola. Os maltesers rematam, os m&m cobrem a porcaria que se fez com os pingos do molho, e as gomas enchem o centro.
Difícil? Sim, bastante. Tenham em conta que se o sol estiver a bater no vidro do carro nem o ar condicionado vos vale, que o transporte para a escola é complicado. Aquela coisa derrete mais depressa que o nosso tubarão. E se pensam que lá por terem chegado com tudo mais ou menos no sítio é razão para um suspiro de alívio, esqueçam. Ainda falta atravessar uma escola, à hora de almoço, com hordas de pequenos monstros esfomeados a saltarem de tudo o que é sítio levando nós na mão um bolo carregado de gomas. Recomendo, seriamente, que peçam emprestada ao z a espada do bisavô, porque eu estou viva e o bolo safo, mas foi preciso distribuir muita canelada.