Vejo-me espelhado neste rio a matutar no desafio inteligente que te prova capaz.
De me arrastar na ânsia de me provar igualmente merecedor daquilo que ofereces, tanto faz, naquilo que mereces por saberes como puxar o cordel.
O que me move, afinal, marioneta que o teu estímulo desperta de um estranho torpor.
Vejo-me recordado de um valor que é o único instrumento de garantir cada momento de ligação virtual, o domínio da expressão verbal que é aquilo a que se reduz tudo quanto este homem produz que te possa interessar.
As palavras à distância, a confirmação da impotência que assumo inerente aos aspectos nocivos da minha intervenção demasiado próxima seja de quem for.
Vejo-te do meu exílio desertor, afastado, porque me sinto derrotado quando percebo o que se passa e me adivinho uma ameaça que precisas repelir.
Por isso me condeno a fugir, mas apenas até ao ponto mais seguro de observação.
Aquele onde busco a salvação, o antídoto, para o veneno que não sei mas acredito inoculado pela parte de mim que te afastou.
Com palavras à distância que te poupam a muito daquilo que sou.
Há 4 meses