Confrontas-me com esse olhar de quem pretende devorar-me (a alma, também) numa fracção de segundo, todo o tempo do mundo concentrado num simples cruzar de caminhos que nos dispara o coração como a válvula de um esquentador.
Água quente de um rio no colo de uma nascente sua mãe. Lágrimas doces que pingam de ti e explodem de luz no cumprimento reflexo ao sol, como se ilumina o meu sorriso à tua passagem numa sentida homenagem a esta generosa porção de uma poderosa emoção que não nos abranda sequer a passada.
Saltos altos na calçada, feminina, percorres a rua com um ar determinado.
E eu sigo, conquistado, degustando na memória o prazer visual.
Imaginando esta curta mas feliz história com um outro final...
Há 4 meses