Acordei sobressaltada a meio da noite e os meus pensamentos de imediato voaram, literalmente, até ao Shark. Os trovões lá fora nem os ouvia que as voltas na cama tinham outra razão e bem mais carnal. Há muito que tal não me acontecia e confesso que nunca o Shark me tinha feito companhia no sacudir de lençóis, nas palavras que se me soltavam dos lábios, no agitar reflexo de braços e pernas no escuro do quarto onde a noite se ia escoando sem ser dormida. Não sei quanto tempo passou mas já era quase manhã quando o cansaço finalmente me venceu e eu cai esgotada.
Hoje carrego no corpo as marcas da violência da noite e da cabeça não me sai a estranha e terrível imagem do Shark na minha cama.
Não consigo aguentar muitas mais noites como esta e já tomei duas decisões que espero que resolvam de vez este quase martírio - vou acender velas de citronela no meu quarto e nunca mais vou voltar a ler posts destes antes de me deitar.
* Título plagiado ao Shark mas tem de sofrer algumas consequências pelo que fez.
Há 4 meses