O caso Joana foi julgado na praça pública, isso é certo. Muito antes de os arguidos serem julgados, já todos sabíamos que uma criança de 8 anos (ou menos) era negligenciada, maltratada, a situação denunciada e ignorada pelas autoridades e assistência social. A criança desapareceu, a mãe foi à televisão, mas logo a professora e os vizinhos vieram denunciar a miséria em que a Joana vivia, e como apesar de tudo era simpática e agradecida e esperta. Começou a falar-se em morte, a confissão acabou por vir, da mãe, que por agressão a matara. Mas nunca disse o que fizeram ao corpo. Aqui já estamos todos horrorizados. Eu ainda mais que tenho filhos.
Mas agora aparecem fotos de espancamento de Leonor Cipriano e a defesa da polícia que fora ela que se tentara matar e eles a atiraram contra uma parede , para o evitar (várias vezes, direi eu). E estão os polícias a julgamento.
Mas o que a mãe de Joana diz "que a obrigaram a ajoelhar sobre cinzeiros" etc e tal enquanto lhe batiam, a mim parece-me credível. Será que uma pessoa com a cultura dela, inventava tais pormenores? E a mim inquieta-me bastante que se torture alguém para confessar, num país civilizado. Se bem que também há quem diga, que "só se perderam as que caíram no chão...."