Isto das sardinhas, manjericos, empurrões nas ruas de Alfama, foi chão que já deu uvas.
Ainda me lembro de dar aulas à noite em Cascais (lá não era feriado) e vir à meia noite, estacionar e ir ter com um grupo de amigos e o Pedro (ih ih, namorado). E andar por lá cheia de energia, a comer uma sardinha no pão, a baber vinho nas tascas, a ter de acartar com o vaso com o manjerico que o namorado dera. Depois de repente era tudo a empurrar para um lado, e a rua a descer, e os fogareiros acesos, e ai que eu caio! mesmo divertido....
Antes disso houve uma ano em que perdi o grupo em que ía. Ía na cauda da fila e aí estou eu sozinha, na multidão... Mas perderam-se todos, foi? Ainda andei por lá um bocado à procura deles, sozinhos, tadinhos... Depois desisti e fui a pé até ao Rossio apanhar o metro, depois um táxi mais perto de casa, tinha de poupar.... E deles tanto quanto sei, ainda lá andam às voltas, com longas barbas... Mentira. Eles foram para a Tasca onde tinhamos estado pensando que eu teria o discernimento de voltar lá. Eu? Tasca? Onde? Sair de Alfama já não foi fácil...
Este ano também podia ter ido, convidaram-me e tudo. Mas já não gosto de sardinhas, só febras.
E tinha os miudos, podiam amassá-los.... mas perder não se perdiam. Sacavam dos telemóveis e telefonavam-me. Ou ao pai. O que era bem pior....
Há 3 meses