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AS TEIAS DA LEI

Eu tenho andado a seguir atentamente o esgrimir de argumentos sobre a justiça mas agora gostava de vos colocar uma questão objectiva. Como é óbvio a questão está aberta a todos os comentadores mas vou endereçá-la especificamente a estes dois giraços porque já li coisas escritas por eles sobre as duas temáticas.

Tereza e Bruce, eu sei que têm ambos convicções muito fortes em relação a justiça e medida das penas e absolutamente díspares. Mas sei que têm uma convicção semelhante em relação ao tema abaixo.

E que pena seria justa para este caso? E eu confesso que também aqui me divido…

"O pai do bebé de nove meses, que foi encontrado ontem sem vida no interior de um automóvel, foi constituído arguido, revelou hoje fonte da Polícia Judiciária de Aveiro (PJ).

O pai da criança foi interrogado e constituído arguido, sendo-lhe imputada a presumível autoria de um crime de homicídio na forma negligente", disse à Lusa Teófilo Santiago, responsável pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da PJ.

O bebé de nove meses foi encontrado já sem vida fechado dentro do carro que estava estacionado na Rua de Timor, no bairro da Forca-Vouga.

De acordo com fonte do Comando de Operações de Socorro de Aveiro, o alerta foi dado pelas 13h19 de quinta-feira e para o local foi enviada uma viatura médica de emergência e reanimação, mas a criança já se encontrava morta. O corpo do bebé foi transportado pelos Bombeiros Novos para a delegação do Instituto de Medicina Legal de Aveiro.

O pai terá ido para o emprego e ficado de deixar a criança no infantário, ambos os sítios localizados perto da zona onde estacionou o carro, tendo deixado o bebé na viatura.

Programador informático de profissão, dirigiu-se ao emprego, ficando concentrado no trabalho, com a convicção de que já teria entregue o bebé no infantário, que terá permanecido dentro da viatura ao sol, durante cerca de três horas.

A ausência da criança no infantário terá levado um familiar a questioná-lo sobre o paradeiro da criança, tendo então regressado ao carro onde o filho já estaria inanimado."

Quid Juris?