O assunto já foi abordado nas caixinhas, mas a convivência tem destas coisas e agora também gosto de tudo muito certinho e bem esclarecido. Além do mais, o assunto é de suma importância e sabem como gosto de me debruçar sobre as grandes questões da humanidade…
Tenho constatado que há pequenos quês de gaija a que os gaijos não se habituam, não percebem ou fazem de conta (que eu de gaijos também não percebo grande coisa…), e nunca vou entender onde é que foram buscar o hábito de conversar depois de passar horas na trongalhonguice (não encontrei vocábulo mais adequado para a hora!). Uma gaija está ali em exercício físico intenso, vira daqui, vira dali, perna para cima, perna para baixo, a arfar, a contorcer-se, a tentar que os ligamentos resistam, a controlar a pressão sobre a clavícula, a desviar as costas daquele joelho que se convenceu que a lombar era o local certo para aterrar, a cerrar as pálpebras para que os olhinhos não saiam das órbitas quando o cabelo fica preso, a memorizar onde se situam cada um dos membros para voltar a colocar tudo em ordem… e quando finalmente nos é permitido o merecido descanso, os gaijos querem conversa! De onde saiu este tipo de gente? Já ouvi de alguns que “faz parte” e que é pelas gaijas que o fazem porque é esse o comportamento que esperam de um cavalheiro. Cavalheiro? Um gaijo que fez de nós gato-sapato, que transpirou como se andasse a correr cinco (ou seis ou sete, sei lá) maratonas, que disse o que os meus ouvidos não ouviram porque não tinha tempo para corar, um cavalheiro???
Confesso que não conservo na memória se alguma vez passei por semelhante suplício. Sei que uma vez ouvi qualquer coisa, sorri e disse “tá bem”, mas não faço a mais pálida ideia ao que estava a responder!
Há 4 meses