INVEJA
Eu tenho cerca de 12 horas para descobrir o armário dos Ferrero Rocher’s…
Porque é que ninguém me dá chocolates no Natal?
INVEJA
Eu tenho cerca de 12 horas para descobrir o armário dos Ferrero Rocher’s…
Porque é que ninguém me dá chocolates no Natal?
SOBERBA
A arrogância de entrar numa sala e ter lingerie vestida torna-nos seres superiores, não torna?
As rabanadas estão prontas. O bacalhau está gloriosamente à espera de entrar na panela. O bolo de laranja está ensopadinho como se quer.
Lá fora chove torrencialmente mas cá dentro está quentinho. Todos os preparativos estão feitos e o ensaio geral foi glorioso ao som de Frank Sinatra e de vodka a ser despejada nos copos (toda a gente sabe que evento que se preze tem ensaio geral, não sabe???)
Não há rede de telemóvel e, neste momento, nem há mesmo mais ninguém cá em casa.
Antes da chegada iminente dos convivas e da azáfama própria da ocasião, só me falta mesmo desejar-vos a todos, todinhos sem excepção de um, uma excelente noite. Que estejam próximos dos que mais amam e que nos vossos corações ainda se viva a época com o espírito das crianças.
Feliz Natal!
Oh Chefa, atão e eu??????
Não tenho direito a foto no blog?????
E se repente, saímos de casa e o termómetro do carro marca 3º e o computador de bordo avisa acerca dos perigos de gelo na estrada, só podemos concluir que fomos teletransportados para a Lapónia para sermos ainda mais imbuídos de espírito natalício. Até aqui tudo bem. Eu goto do Natal. O Natal é fixe. O que talvez seja relevante mencionar é que o meu cérebro só funciona acima dos 14º/15º. Portanto, temos o Tico e o Teco com hipotermia, congeladinhos, enroscadinhos num canto do córtex a beberem ponche e aguardente para ver se aquecem.

Eu não vejo os Ídolos. Vi a semana passada pela primeira vez. Eu sei, eu sei, sou uma info-excluída que nunca vai ser nada na vida nem saber de que é que toda a gente fala, mas que querem que eu faça?
Bem, mas é por isso venho aqui pedir a vossa preciosa ajuda. É que eu já percebi que temos que ligar para um número de telefone específico para o nosso preferido. Certo?
Mas por algum motivo estranho, eu não consegui apanhar o número de telefone para votarmos neste senhor… Se calhar, deram naquele bocadito que me distraí e fui à cozinha.
Em todo o caso, se alguém apanhou o dito número (pode ser o telemóvel dele que eu ligo a perguntar o número para votar) que o deixe na caixinha de comentários, fáxavor, sim?
Caso não estejam bem a ver quem é, é um mocinho que acho que se chama Laurent e está sentado. Ainda não cantou mas também não é preciso que eu voto nele à mesma.
Agora é que eu percebi porque é que o mulherio todo vê o programa… Novos talentos da música… Miúdos que cantam bem… Ando bem enganadinha, é o que é…
Adenda: Vá lá que parece que ele ainda não foi esta semana que foi expulso do programa. Mesmo sem o meu voto, continua lá. Mas podem dar o número à mesma que eu ligo-lhe só para encorajá-lo…
Aqui há muitos, muitos anos, numa galáxia distante (as histórias boas começam sempre assim, eu sei, mas não tenham grandes esperanças que esta é fraquita), eu e a minha amiga do creme do cabelo (para referência chamemos-lhe Eugénia) fomos para os copos com um mocinho que ambas conhecíamos. O mocinho por sinal era muito jeitoso (que para referência passaremos a designar como Mister X) e ambas concordávamos com essa premissa. Copos para aqui, copos para ali, brinca daqui, brinca dali, a Eugénia vai ao bar e o moço tasca-me um beijo. Jusqu’ici tout va bien, como diria o outro. Ora, eu estava cansada, peguei no carro e fui para casa (a Gaija deve estar orgulhosa desta minha saída airosa aos pormenores). Passado umas horas (vulgo de manhã) arrastava-me eu alegremente (vá, talvez não tão alegremente quanto isso que há manhãs mais difíceis que outras) pela cozinha, namorando fervorosamente a máquina do café na esperança que o liquido saísse mais depressa, quando se me entra a Eugénia na cozinha. Pão para torradas, blá, blá, blá e ela sai-se com um “tenho que te contar uma coisa”. Pois que venha de lá ela, não é verdade? Embrulhei-me com o Mister X. Eu olhei para a máquina do café, olhei para a torradeira onde ela enfiava as fatias de pão e pensava cá com os meus botões: “a miúda acabou de sair de uma relação de merda, o gaijo é um gaijo porreiro, haverá mesmo necessidade de lhe dizer que ele me beijou quando ela foi ao bar, antes de se embrulhar com ele? Qual é a relevância para o caso, afinal? Será que a sinceridade justifica, em certas circunstâncias? (o que daria um tema para um excelente post, mas não é o tema deste. Eu bem avisei que isto era menos interessante do que poderia parecer à primeira vista)” Porque ao fim ao cabo, o que temia era que ela, eventualmente, pensasse que tinha sido uma segunda escolha. Que se eu lá estivesse, talvez as coisas fossem diferentes. Lá está, se… Se… Se…
(E agora vou fazer um parágrafo que até eu já estou cansada daquela mancha de texto. Que ao fim ao cabo, é mais ou menos dar tempo para que o café e as torradas acabem de fazer…)
Ora, com o pequeno-almoço posto à frente, quem é que me dizia a mim que a torrada se comia? Isto foi mesmo há muitos anos, que eu hoje sou muito menos escrupulosa (e vai daí talvez não). Mas, naquela altura, ainda acreditava na tal da sinceridade e que as relações, sejam elas de que tipo forem, nunca se podiam basear numa mentira. Eu sei que não era nada do outro mundo, mas já vi incidentes diplomáticos começarem por questiúnculas que não lembram nem ao Menino Jesus. E pensava também que ele lhe podia dizer e quando nós sabemos estas coisas por terceiros nunca acreditamos na boa vontade de quem as omite. Por muito boas que fossem as intenções que essa pessoa tivesse, vão sempre para o lugar que lhes está proverbialmente destinado: para o Inferno!
Pus a torrada no prato e as palavras na boca e contei-lhe. Ela ficou calada. Eu pensei: querem lá ver que temos a burra nas couves? Quando, finalmente, falou foi para me dizer: “Cabrão! Mas beija bem comó caraças, não é?” Desatámos a rir e eu soube que aquilo era para toda a vida. Não o Mister X, mas eu e ela. Se alguma dúvida houvesse, ter-se-ía dissipado ali mesmo. Escusado será dizer que o Mister X não comeu nenhuma das duas, mas conseguiu ficar nosso amigo devido ao bom humor com que encarou o facto de ter o pequeno-almoço [ele afinal dormia no sofá da minha sala e eu nem tinha dado conta (não, não era um palacete. Eu é que não vejo mesmo nada de manhã sem beber, pelo menos, 1/2 litro de café) servido pelas 2 gaijas que havia beijado na noite anterior, em trajes de noite, esclarecendo-o que A já sabia de B e vice-versa.
Porque é que eu estou a falar disso agora? Porque olho à minha volta e as mulheres com quem me relaciono, casadas inclusive, adoram competir. Se um homem interessante aparece (vão-me desculpar a expressão) mas é tratado como um naco de carne, um troféu a adquirir. Isso faz-me espécie. É que os senhores vão-me desculpar a franqueza, mas se eu tiver que escolher entre uma amiga (ou até mesmo conhecida) de longa data ou o gaijo giro que apareceu agora, eu nem sequer penso nisso. Como não pensava há muitos anos atrás. Ok, ele até pode ser giro e saber quem é a Marguerite Yourcenar (isto é uma mera hipótese académica, claro) mas e daí? Eu não vou atropelar tudo e deitar por terra os meus princípios para levar o troféu para casa. Mesmo que seja a favorita no campeonato. Uma vez disseram-me que era porque eu tinha medo de competir e perder. Eu limitei-me a sorrir e a concordar. A verdade? É que há coisas que não sacrifico nem pelo maior troféu do mundo. Uma delas é a minha paz de espírito. Não a sacrifiquei naquela manhã em frente a uma torrada e não a sacrifico hoje. Se essas pessoas merecem essa consideração? Talvez não. Mas eu durmo muito bem. Por outro lado, conheço muita mulher que se queixa de insónias…
E, pronto, é isto. Eu bem disse que era menos interessante do que poderiam pensar.
“The ties that bind us are sometimes impossible to explain. They connect us even after it seems that the ties should be broken. Some bonds defy distance and time and logic… Because some ties are simply… Meant to be.”
(Meredith Grey in Grey’s Anatomy)
Às vezes, ser mulher é uma seca. Muitas vezes, as mulheres são os piores inimigos de uma mulher. No entanto, eu não trocaria de género por nada do mundo. Porquê? Simples…
Este fim-de-semana, estava eu fechada numa casa de banho minúscula com uma gaija. Eu tinha acabado de sair do banho, ele passava-me um creme revolucionário acabado de sair no mercado no cabelo. O corpo dela colado ao meu enquanto me massajava o couro cabeludo (aposto que a esta altura do campeonato, já conquistei toda a audiência masculina deste blog… Como diriam os Black Eyed Peas: I gotta feeling…). A conversa versava em como deve ser difícil ser gaijo. Porque gaijo que é gaijo não pode fazer estas coisas com seus amigos gaijos que são gaijos. Gaijo que é gaijo, não passa cremes no cabelo de outro gaijo nem faz massagens no couro cabeludo. Gaijo que é gaijo não olha fixamente para o corpo de outro gaijo quando ele está de lingerie (okay, leia-se ‘o belo do boxer’ que gaijo que é gaijo não usa lingerie, obviamente) para opinar se aquele modelito irá surtir o efeito Katrina desejado. Gaijo que é gaijo não diz a outro gaijo: ‘Gaijo, tás bom comó milho. Eu comia-te…’
Às vezes, ser mulher é uma seca. Muitas vezes, as mulheres são os piores inimigos de uma mulher. Por isso, é que as gaijas, contrariamente à convicção geral, só têm meia dúzia de amigas que realmente consideram amigas. Só há meia dúzia delas que sabe tudo sobre elas. Só meia dúzia sabem ler os seus pensamentos sem que palavras sejam necessárias.
Mas essa meia dúzia… Digo-vos essa meia dúzia vale o seu peso em ouro. E toda a gaija sabe que, independentemente da burrada que fizer na sua vida, a sua meia dúzia vai estar lá para apoiar. Pode não concordar. Pode achar que a gaija está a cometer a maior burrada do mundo. Mas ao fim do dia, cada gaija sabe que a sua meia dúzia vai estar no fundo do penhasco, pronta para aparar a sua queda e, caso não haja aparadela possível, de certezinha que, pelo menos, uma delas levou um estojo de primeiros socorros.
Pediu que eu também contribuísse para melhorar o clima.
E quem sou eu para negar seja o que for ao nosso Santo?????
O Juiz. Achei que era uma boa ideia usar o livro do Lucky Luke para este post. Podia até descrever a sequência final quando o Lucky Luke exige que o Juiz Roy Bean seja julgado mas como não há outro Juiz tem de se julgar a si próprio e temos então o Roy num quadradinho a dizer que se recusa a ser julgado por aquele pulha, no outro a presidir ao Tribunal e nos seguintes numa dança surrealista entre o banco dos réus e a cadeira de juiz. Mas isto era no Far West.
Também podia ter começado com a pergunta "Quem matou o juiz?" e acrescentar o lendário "Foi Mortágua" com um JeéFeKeiano "Hoje somos todos mortaguenses" mas achei que este mortaguenses é tão estranho que me estragava a gracinha.
Depois lembrei-me daquela sátira dos Gato Fedorento e pensei que bem que podia armar-me em Marcelo e rabular um A magistratura é independente? É. Os jornalistas são livres? São. Mas a magistratura e os jornalistas fazem fretes? Fazem. Então não são independentes nem livres? São. Mas fazem fretes? Fazem. Mas são independentes? São. E são livres? São. Mas fazem fretes? Fazem, só que nunca mais saía disto e lá se ia a possibilidade de dizer as asneiras que me têm andado entaladas. É que já não há pachorra. A minha, pelo menos, chegou ao fim há muito.
Sempre tive para mim que as opiniões se discutiam e os factos é que não mas, pelo que parece, devo ter andado errada estes anos todos. É que o que tenho visto por aí são factos a serem servidos como se de meras opiniões se tratasse e opiniões a serem promovidas ao eu vi com estes olhinhos que a terra há-de comer e nós, doidinhos por mais um petisco, enfardamos tudo o que nos trazem à mesa com a imbecilidade gulosa de quem correu com uma ASAE qualquer porque é certo e sabido que o mal que nos faz se perdoa sempre com o bem que nos sabe. E já nem nos interessa se a lebre afinal é gato, se a fossa vaza no chão da cozinha ou se as mãos do empregado de mesa nunca viram água na vida. Comida. Queremos comida que o circo, depois, armamos nós, mas esquecemos que a tenda dos palhaços e dos malabaristas depressa ficará nauseabunda porque se há facto que não é discutível é que comida estragada mais cedo ou mais tarde vira merda da grande.

" - Não admira que haja tanto ódio entre eles.
- Não é ódio...
- (...)
- São preliminares. "
Episódio de 24 Novembro
Conta que primeiro andou nas obras. Não se entendeu com os tijolos e mandaram-no embora.
A seguir tentou a tropa. Não conseguia acertar o passo e recebeu ordens para ir marchar para outra parada.
Acabou por descobrir a profissão certa. Anda por lá há anos, o que só pode querer dizer que é bom.
Dedica-se a contar histórias. Estas e outras.
É professor.
De matemática.
Da minha filha!
mas quando chegar da praia – sim, praia, aquele sítio com areia e mar onde se vai em dias como o de hoje... – vou tentar ler e comentar tudo o que os meus meninos e meninas escreveram ali para baixo.
(Já vos disse que gosto muito de vocês? E já vos pedi desculpa por vos ter abandonado tanto tempo?)
Se há coisinha que se me dá na nervura e me irrita e até se me faz quebrar o jejum bloguistico - auto imposto em mês de testes – é a falta de respeito a que A Portuguesa acabou de ser submetida. Só por isso, espero que a selecção enfie a bola de futebol, os bancos dos suplentes e tudo e tudo e tudo, incluindo as luvas dos guarda-redes, por todos aqueles belíssimos orifícios posteriores bósnios.

O Homem Moderno fez sexo com Neandertais.
Um professor do Max Planck Institute de Leipzig está a sequenciar o ADN de fósseis de homens de Neandertal, com o objectivo de provar que estes chegaram a procriar com o Homem moderno.Acho que está tudo dito e até, parece, quase provado. Mas vejam lá se os senhores se atrevem a dizer que foi a Mulher Moderna quem fez sexo com Neandertais. Não, não se atrevem. É que quem sabe sabe e os senhores lá do Max Planck sabem muito bem que aquele fez seria francamente redutor se o caso em estudo fosse outro.
A culpa deste ponto é das Gaijas. Eu sei disso. Toda a Gaija que se preze sabe isso. E no fundo, vocês, homens, também sabem disso. Durante séculos, criou-se o mito de que as mulheres queriam homens mais sensíveis, que entendessem as suas necessidades e, depois, vem a tal da igualdade e pronto. Aconteceu o imponderável, como diria o meu amigo António Miguel.
De que é que eu estou a falar? De gaijos que acham que são gaijas. Não, não são transexuais. Com esses posso eu bem. Estou a falar de homens que fazem de uma das missões da sua vida entender o funcionamento da mente feminina (como se isso fosse possível… Nem nós que temos uma, sabemos como funciona…) e começar a pensar como as mulheres para conseguirem uma maior aproximação.
Acho que toda a gente já ouviu a frase: “tenho meu lado feminino muito desenvolvido. Por isso, entendo o que as mulheres querem.”
Meus amigos, nós não sabemos o que queremos (desculpem lá, gaijas, desvendar assim o 4º segredo de Fátima). Quando muito podemos saber o que não queremos. Ora, se nem nós, que somos mulheres, sabemos o que queremos, como têm vocês a pretensão de saber?
Depois tentam pensar como as mulheres. Mal eles sabem, que enquanto eles estão entretidos a dissertar sobre o que estamos a pensar nesse momento, nós, muitas vezes, estamos a indagar-nos sobre o que estará a acontecer no episódio da Anatomia de Grey que está a dar nesse momento.
O próximo passo para esses homens é começar a agir como supostamente nós queremos que eles ajam. Fantástico! Como se nós tivéssemos um guião na nossa cabeça de como deverá ser a actuação deles…
E aqui acontece a parte gira. Eles tornam-se mais gaijas que nós! Sexo? Não porque nós gostamos de levar as coisas com calma. Conversa que chegue para 3 encarnações porque as mulheres gostam muito de falar dos sentimentos. Enfiam-nos em lojas quando o que nós queríamos era estar no autódromo a apoiar a campanha para o regresso da F1 a Portugal. Depois do sexo, uma gaija carregadinha de sono e e os gaijos não se calam porque as gaijas gostam de falar depois do amor.
Meus amigos, ninguém gosta de homens das cavernas mas nem 8 nem 80. Se nós quiséssemos ter uma relação com outra gaija, tínhamos! Nós queremos um homem. Sabem? Aqueles que vão à bola e nos deixam em sossego por 90 minutos mais o intervalo mais o tempo de ir e vir do estádio, se não quisermos ir. Aqueles que dão 3 passos atrás perante a perspectiva de meter a mão dentro da mala como se nós tivéssemos lá armadilhas capazes de lhes arrancar 3 dedos de uma só vez. Aqueles para quem uma caixa de tampões equivale à caixa de Pandora. Eu não quero debater com um gaijo porque é que a Ausónia é melhor que a Evax! Para isso tenho as minhas amigas…
(É por causa dos papelinhos que colam o autocolante. Tem conselhos e dão-nos literatura naquele momento agreste. Pode-se dizer que são o Bacci dos pensos higiénicos!)
Eu confesso que tenho algumas dificuldades em lembrar-me de coisas que odeie nos homens. É que, contrariamente, à convicção comum, o nosso passatempo favorito não é odiar homens. Até gostamos, regra geral, muito deles. Gostamos das mãos fortes, da barba áspera na nossa pele… Ai que me estava a distrair! Não é o que gosto. Au contraire, meine friends…
E com isto em mente, passamos então ao Tomo IV.
Toda a mulher gosta de um homem bem sucedido, que gosta. Não me venham cá com tretas do amor e uma cabana que isso é lindo no primeiro mês. Tem que haver equilíbrio e estabilidade para que a coisa resulte. E além disso, eu tenho cá para mim que as gaijas que começaram com as balelas da igualdade, deveriam ser queimadas em fogueiras à laia de bruxas da Inquisição. É aquela que eu considero a pior invenção de todo o sempre, essa da igualdade… Mas adiante…
Como eu ia a dizer, gosto de homens bem sucedidos, de homens confiantes, de homens seguros. Agora, meus amores mai lindos, não há saco que aguente um gaijo que não saiba falar de outra coisa que não seja o seu sucesso. Ele é a casa fabulástica que comprou ou vai comprar, o carro espantoso que conduz, o telemóvel de última geração, o relógio que lhe massaja os pontos de acupunctura do pulso e, acima de tudo, a sua espantosa pessoa. Tão brilhante e fabulosa que não erra nos negócios, não se engana, não falha. E, invariavelmente, com estes especímenes, se erram, se se enganam, se falham, a responsabilidade é dos outros.
O que é que eu faço? Desligo. Penso nas aulas a que tenho que ir nessa semana, a ementa dos jantares do Peixinho, na problemática do Médio Oriente, na tabela periódica… Quando o ego desmesurado pára para respirar e verificar se ainda estou viva (não que ele tenha o mínimo interesse na minha saúde, mas parece mal falar sozinho!), sorrio, interrompo a lógica mental que me levaria decerto à descoberta da vacina da Sida, inclino a cabeça e emito um singelo: “pois”. O que, por norma, lhes dá ânimo para mais meia-hora de dissertações, o que equivale a meia-hora de descanso do meu cérebro que volta a concentrar-se em coisas realmente importantes, como, por exemplo, nesse dia evitei uma perda de milhões de euros o que me levou a aceitar esse convite para, de alguma forma, comemorar. Mas claro que eu não lhe vou dizer isso. Não. Vou deixá-lo falar mais um bocado do novo cliente que tem. Volto às coisas importantes. Aqueles sapatos, que vi ontem, eram de facto mesmo giros. Talvez vá comprá-los ou então os outros do lado esquerdo da montra…
Meus queridos, não queremos saber quantos cilindros tem o vosso carro topo de gama comprado a semana passada. Não queremos saber se o vosso telemóvel faz piruetas como o Baryshnikov. Não queremos saber se o vosso relógio resiste à falta da gravidade lunar. Queremos saber de vocês. Quem são. Não o que fazem. Não o que alcançaram, mas porque é que se sentiram compelidos a alcançá-lo. Para saber de conquistas na área financeira e afins, existem no mercado uma série de biografias muito bem escritas que podemos ler e sem termos que usar saltos altos e roupa que muitas vezes nos incomoda em sítios que ainda não foram cartografados anatomicamente.
Vamos falar de beijos. Vamos falar de línguas. Vamos falar muito a sério, meus senhores, que a questão é premente e eu acho que os senhores ainda não compreenderam a sua essencialidade.
Vou começar por vos contar uma pikena história para que percebam bem de que estamos a falar.
Aqui há uns tempos, saí alguma vezes com uma mocinho bem apessoado. Que sabia comer de boca fechada (esta parte fica lá mais para a frente), sabia conjugar o sujeito com o verbo, independente, que sabia escolher vinhos e restaurantes, com sentido de humor. Digamos que a todos os níveis a coisa se adequava. Depois de 3 ou 4 jantares muito agradáveis, o senhor decide beijar-me. Até aqui nada tenho a refutar. A coisa começou a dar para o torto foi depois. É que na sequência de um beijo sofrível (haverá coisa pior para se dizer de alguém? “Tem um beijo sofrível”. Eu nem acredito que escrevi isto!), o senhor – decerto imbuído num espírito aventureiro e conquistador característico dos nossos antepassados – decidiu desbravar o terreno em redor. Não, meus caros, ele não se dirigiu a Sul como mandam as cartas de navegação, não! Ele decidiu ir mesmo para Norte e quando dei por mim, tinha alguém a lamber-me os olhos!!! Sorte a dele, que eu uso, por norma, rímel à prova de água! Já a sombra foi um ar que se lhe deu!!!!!! Vá que poupei no desmaquilhante!
Basicamente, o que eu quero dizer com isto é: um beijo é um beijo, uma endoscopia é uma endoscopia. Um homem é um homem, um cão é um cão. Atentem nas sábias palavras da minha avózinha: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Eu não tenho nada contra línguas. Lá está a minha prima Joana: até sou muito a favor! No entanto, não exageremos. Há mais coisas na vida (ou na anatomia) além de uma língua. Aquela coisa do ‘lambe-me da cabeça ao pés’ só se aplica em certas situações, e não é imediatamente após um primeiro beijo no meio da rua, ok? E ainda que se aplique em certas situações, digamos que há sítios a que, dada a sua irrelevância para o caso, podem fazer como a minha empregada faz a certos cantos da casa: finjam que não vêem. Passa à frente. E, façam o que fizerem, nunca lambam os olhos de uma mulher no meio da rua (a não ser que ela lhes peça mas isso é outra história). Nesses olhos, há pelo menos 10 minutos de maquilhagem. Há sombra, lápis, rímel, corrector de olheiras e, às vezes, até purpurinas. Deixem os olhinhos das senhoras em paz.
E quando beijam uma mulher… Bem, custa-me até dizer-vos isto porque devia ser algo que deviam saber desde pequeninos… Quando beijam uma mulher, é um bocadito diferente de quando comem uma bifana à porta do estádio. Passo a explicar: vocês saem do futebol, têm fome, param na roulotte, pedem a bifana, a bifana vem, suculenta, cheirosa, vocês têm mesmo muita fome, pegam na bifana e abocanham-na (nada contra isso. Eu própria já abocanhei bifanas à porta de estádios… Ou se calhar nem por isso, mas entendo a dinâmica da coisa que eu sou pessoinha compreensiva). Ora, uma mulher não é uma bifana. Uma mulher é um prato gourmet num restaurante com 4 estrelas Michelin. Primeiro, vocês olham o prato. Segundo, pegam no garfo com maneiras que restaurantes com estrelas Michelin merecem respeito (por norma!). Terceiro, tiram uma porção da comida e colocam-na na boca, usando os momentos que se seguem para saborear aquele sabor novo, umas vezes fresco, outras picante, outras ainda intragável (sim, que isto das estrelas também não é 100% fidedigno). E quarto, finalmente, comem. Deixam aquele sabor entranhar-se em vocês até que fiquem satisfeitos ou prontos para passar ao próximo passo. O que não fazem, decididamente, é enfiar a comida toda dentro da boca até não conseguirem mastigá-la que nós gaijas somos maleáveis mas não há gaijo que justifique distensões dos maxilares. E a língua, meus caros, serve para saborear a comida, torná-la mais mole, mais húmida, de forma a facilitar a digestão e o mesmo se passa nos beijos. Ou vocês costumam açoitar o vosso tornedó com a vossa língua? Ou acham que a vossa língua vai tornar o vosso Vol au Vent num artista do Cirque de Soleil?
Esta é básica nas minhas exigências e já falei sobejamente nela. Acho mesmo que não há ninguém na blogosfera que não saiba desta minha aversão.
Unhas roidas! Senhores, se quereis forma rápida e eficaz de me pôr a milhas de distância, roei as unhas. Então, se for até ao sabugo, daquela forma torpe que até vos deforma os dedinhos (nojo, nojo, nojo), melhor ainda. Que eu aí nem me importo com multas de excesso de velocidade durante a minha veloz retirada.
Senhores, meus queridos senhores, consigo pensar em muitas coisas interessantes que podem fazer com as vossas boquinhas e dentinhos e nenhuma delas inclui unhas.
Se pensarmos na coisa de um ponto de vista meramente higiénico, terão que concordar que é nojento.
Se pensarmos na coisa de um ponto de vista meramente estético, terão que concordar que é nojento.
Se pensarmos na coisa de um ponto de vista meramente romântico, terão que concordar que é nojento.
Se pensarmos na coisa de um ponto de vista meramente sexual, terão que concordar que é nojento.
É que expliquem-me lá como pode ser sexy mastigar um polegar e depois deslizá-lo pelo corpo quente e suave de uma mulher?
Não, não é sexy. Não, não é apelativo. É nojento.
E este ponto é tão fulcral nas minhas convicções que nunca experimentei sequer. I’m 100% bitten nails free!
Isto requer medidas drásticas e extremas. Demorou e, finalmente, percebi. Isto necessita de polémica e como tal, exige-se que a xavalada rebelde tome as rédeas da situação. Eu até estava decidida a abdicar de títulos de filmes e tudo, mas depois lembrei-me deste que é tão jeitosinho e adequado que nem tive de abdicar de coisa alguma.
Aqui há uns tempos, os meus ilustres colegas e Machos Alfa deste blog propuseram-se a enumerar o que achavam, na sua mui humilde opinião, ser os atributos essenciais das fêmeas que os cativa(va)m. Como qualquer macho que se preze, também eles desistiram ao final de dois ou 3 itens, não chegando (penso eu) sequer a passar do prólogo.
Estava eu, ontem, a começar a esboçar o post da prima (aquele que há-de ser publicado um dia, Chefa) quando me lembrei do meu antigo apartamento na linha de Cascais. E ao lembrar-me desse apartamento, lembrei-me do N. O N foi um amizade colorida que eu tive depois de um grave e desesperado desgosto amoroso. E quem os não teve, dirão vocês, mas quando nos toca a nós é sempre mais grave e desesperado. Mas estou a divagar. Voltemos ao apartamento da linha e ao N… O N era um fulano divertidissimo de quem eu gostava imenso. O sentimento era mesmo esse: gostar. Nunca me apaixonei por ele. Nunca fantasiei romanticamente com ele, nem tive ilusões de uma futura, presente ou passada relação. Era o que era! Gostava de estar com ele e estava quando nos apetecia ou quando podíamos. Mas foi com o N também que eu aprendi que há uma coisa que eu não gosto nos homens e é este o mote para a próxima série de posts: 10 coisas que não gosto nos homens. Sim, meus caros, podem haver milhares de maneiras de nos encantarmos por vocês mas basta vocês prevaricarem naqueles pontos que consideramos essenciais e já foram. Ardeu. Finito. Kaput. Por isso, em vez de vos dizer do que gostamos, que isso é algo que como dizia a outra is for me to know and you to find out, vou antes dizer-vos do que não gosto. E se ele há coisas que não é possível corrigir (como questões fisicas), ele há coisas que vocês podem tentar mudar. E claro, que o que é expresso no texto do post, releva apenas para os meus gostos pessoais e não deve ser levado em linha de conta para outras mulheres. Obviamente também, a caixa de comentários está aberta a toda a mulher que queira concordar, discordar, assim-assim, e a todo o homem que me queira mandar à fava e dizer mimos do género “por seres tão esquisitinha é que estás como estás”.
Ora feitos os disclamers que se impunham e dadas as explicações necessárias, vamos lá voltar ao N.
O N era muita giro, que era. Vestia bem, que vestia. Digamos que o N era o género de homem que atrai qualquer mulher. Quanto a isso, não há como discordar. E o N era baixo. Mas o problema não era esse. Não tenho nada contra homens baixos. Como diria a minha prima Joana, sou até muito a favor. O problema do N não era o ser baixo. O problema do N era ser magro. Era ser baixo E magro. E eu não conseguia deixar de pensar em toda a vez que estávamos juntos que… Me tinha caído um cruxifico em cima!
Ser baixo, meus amigos, não é problema. Mas comam qualquer coisinha, sim?
Devido a problemas de agenda alheios à vontade de todos, tem sido impossível conciliar o encontro entre os escrevedores (entre si e com os outros) desta xafarica e os comentadores. Uma vez que tem havido reclamações de várias famílias que se têm visto forçadas a ver novelas da TVI por falta de actividade no curral, incumbe-me a Presidência de convocar V. Exas. para comparecerem neste mesmo sitio, no próximo Domingo, 25 de Outubro de 2009, pelas 22 horas, para Assembleia Geral Extraordinária com o seguinte ponto único na agenda:
Fazer um forróbódó domingueiro à boa maneira antiga!
E eu agora até podia fazer uma etiqueta bem porreira, mas etiquetas não temos mas temos pena. Seria assim uma coisa tipo teaser. Do género: Chefa, eu até preparo o post da Prima para Domingo e tudo para dar o mote certo à coisa.
Jorge Jesus afirmou, depois do jogo de hoje, que temos que continuar a ser humildes. A mim apetece-me responder como o meu filho me responde a mim: “Mais logo, tá?”
Eu sei que o Mário David, provavelmente, irá solicitar que eu renuncie à minha cidadania depois deste post mas alguém tem que dize-lo com frontalidade.
Ao fim ao cabo, isto é algo que toda a gente pensa há séculos mas que por inúmeros e variados motivos, refreia-se-nos a língua quando é chegada a hora da verdade. Até o próprio Saramago dá apenas a entender e, apesar da sua irreverência, nem mesmo ele tem coragem de dizer com todas as letras a dura verdade. Limita-se a dar pistas e, só por isso, vem de lá o Mário e pede-lhe que deixe de ser português. Porquê? Porque o Sr. Eurodeputado também sabe e, à cautela, não vá o prémio Nobel passar das palavras dúbias à afirmação da realidade, decide correr com ele qual Padeira de Aljubarrota do século XXI.
"o Deus da Bíblia não é de se confiar, é má pessoa e vingativo" E porquê? O que leva o escritor a afirmar isto? Não serão, com certeza, meia dúzia de pragas de gafanhotos e um ou dois dilúvios que o senhor não me parece que seja pessoa de se assustar com tão pouco. Para o que nos está então Saramago a alertar? Para a inegável verdade que durante milhares de anos optámos por ignorar.
O que leva um Deus a ser vingativo? O que leva um Deus bondoso a ser tão caprichoso? O que leva um Deus a ser volúvel? Lá está… A dura verdade… Nós podemos não querer ver mas está escarrapachadinho desde o livro da génesis (é assim, não é? se não for corrijam). Deus é uma mulher! Se lermos a Bíblia nessa perspectiva, digam lá que não faz tudo sentido? Se não se encaixam todas as peças do puzzle. Se todas as pequenas vinganças, todas as picardias, todas os caprichos não parecem ter uma explicação?
Ao fim ao cabo, os homens podem ter muitos defeitos mas eu não conheço um que destruísse Sodoma e Gomorra!
E, por mim, a irrefutável prova de que Deus é gaija: milhares de séculos de evolução na medicina. Centenas de drogas. A Grande Gaija até já esqueceu a praga do ‘parirás com dor’ (certamente originada pelo facto da Eva ser mais magra e mais gira e mais nova) e ofereceu a epidural de bónus, não me digam que ainda não foi possível inventar uma qualquer forma de anestesia para a colonoscopia recomendada anualmente para todo e qualquer gaijo a partir dos 40???
Se isto não é vingaçazita de gaija, não sei o que será…
Ass: Mente Casi Peligrosa (que quando o Eurodeputado correr comigo, vou começar por me virar para terras de nuestros hermanos)