Verão em qualquer lugar

Uma árvore despida. Toda nua, apetecida. Pelo olhar que a percorre mais a imaginação que o socorre para conferir, a tudo quanto o olhar não consegue despir, uma visão alternativa.
Uma folha caída. No chão, como a roupa despida. À pressa, pelo vento, ou pela mão tresloucada num momento de tesão.
Uma árvore que não dorme porque não conhece o sono.
Um olhar que não se conforme com a aparente placidez de um Outono.

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