Um já cá canta (2)

O destino, ou o acaso, ou aquilo que quisermos chamar-lhe, tem o condão de cruzar caminhos. Uma varinha daquelas de fada madrinha, a sério, que faz magia com pós de perlimpimpim e rasga estradas sem fim antes desconhecidas, novos trilhos a percorrer, às vezes mesmo sem se saber nesses pontos de partida que está prevista uma chegada, uma saída para uma entrada que cruzamos às cegas até um dia se fazer luz.

Forças que não entendemos e por vezes nem acreditamos, que nos empurram por este ou aquele rumo, como ventos que sopram, ao leme apenas a intuição que nos guia por entre incógnitas que nos compete decifrar até chegarmos ao ponto de amar alguém.
Arrogantes, ousamos acreditar que somos capazes de controlar os passos a dar pela vida mesmo quando sabemos desconhecida a caixinha de surpresas preparada para amanhã ou depois. Mas acabamos rendidos ao poder da coincidência, ao conjunto infindável de factores necessários que é preciso conjugar para um dia se encontrar uma pessoa que sentimos como certa para nós.

Aprendemos a ouvir uma voz interior que nos indica o caminho para o amor e nos alerta para o sol que já desponta no horizonte onde o futuro se revela por antecipação, descobrimos a emoção e aceitamos a mudança para melhor que se proporciona dessa forma casual.
Abraçamos a sorte como se fosse nosso mérito mas afinal disfrutamos de um pretérito (perfeito) que nos oferecem (talvez) as energias combinadas de pessoas que nos são queridas mas já tiveram que partir para onde nos observam, anjos da guarda, com uma expressão deliciada, a evolução que somos capazes de imprimir depois do cruzamento que julgamos aleatório com a força de um olhar ou o timbre agradável de uma voz.

E afinal o que esperam de nós, provavelmente, é que cada um esteja consciente da felicidade ao alcance da mão quando nos acelera o coração perante a oferenda que o destino, ou o acaso, ou aquilo que se quiser nos concede, por exemplo, sob a forma de uma mulher que mais tarde descobrimos, em muitos aspectos, especial.

Depois olhamos o céu como é habitual quando temos a sensação, humildade, que devemos gratidão pela felicidade que pouco fizemos por merecer, nos passos cegos que não sabemos como dar sem a ajuda de algo que transcende a nossa compreensão.

E descobrimos então, caminhando sem dogmas, pelo nosso pé, que existem muitas formas de cultivar uma fé.

74 comentários:

  1. (não dá valor nenhum ao poder de síntese!)

    agora espera um bocadito...

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  2. há um anjo da guarda que a esta hora está a pensar para que é preciso tanto quando apenas se quer dizer que se gosta muito de feijoada...

    também gosto, mas gosto muito mais de ti!

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  3. no meu contrato a coisa diz que sou pago à palavra e uma pessoa tem que ganhar a vidinha...
    (mas tu só pensas em comida, mulher?)

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  4. (A Gaija pensa no essencial! Todos nós sabemos que ela não gosta dos pormenores...)

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  5. (e depois eu fico sempre com a sensação de que tinha muito mais serventia se fosse um caril de gambas ou assim...)

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  6. ainda penso nele, no caril de gambas, claro.

    falei na feijoada para disfarçar a inveja. é um post muito bonito, peixão, que eu não saberia escrever!

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  7. (A propósito de comida, Bruce. Grande post!)

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  8. (simultâneos com comida e elogios ao Bruce, Gaija? Medo!)

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  9. Medo de quê? Uma sopinha de barbatanas feita do je até lhe chamavam um figo (e isto sim, é falar de futebol)

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  10. onde é que foste buscar a ideia que te respondo depois de ofereceres uma sopa de barbatana à peixa??? e mais, barbatanas? plural?

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  11. (o plural era uma figura de estilo, mas vocês - nota o plural - as sintéticas das avenidas não pescam nada de floreados artísticos)

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  12. Olha ele a virar o bico ao prego! Ofereceste, sim! Eu é que sou timida e não aceitei. Além disso, é facto público e notório que eu gosto tanto de sopa quanto a Mafaldinha.

    :p

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  13. Qual prego? Uma bifana e já ias com sorte, ó tímida.

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  14. se eram floreados dizias "qué frô", não é? está uma gaija em casa, posta em sossego, e ele por aí a oferecer sopa...

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  15. são precisos trinta olhos para tomar conta de um gaijo, peixa!

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  16. Não ofereci, apenas enalteci o sabor. E era só para a Peixa não ter medo, tadinha...

    (a ver se me lixava, a amiga da onça, a dizer que ofereci e mainãoseioquê...)

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  17. amiga, sim, qual da onça! eu também li com estezólhinhos!

    (está atento ao que escreves, gaijo. falas no sabor e dizes que a peixa não deve temer, bálhamedeus!)

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  18. Olha... Eu nem conheço essa tal de Onça, nem nada!!!!!

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  19. Eu nem sei cozinhar uma feijoada de cozido à portuguesa...

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  20. Além disso, Brucezinho do meu coraçanito, tu comigo estás seguro. Eu sou fiel à Gaija!

    :p

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  21. (testemunhas? haviam de te bater 500 à porta! De Jeová!!!)

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  22. Tou seguro? Ó Gaija, tás a ver? Ela a dizer que me agarra e coiso e tal? Eu sou apenas uma pobre vítima de más interpretações!

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  23. (tu sabes onde eu moro, não sabes? Acreditas que uma manhã, estava eu no banho, e eles vieram bater-me ao portão? Gaijos persistentes, esses...)

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  24. Shark, se este não é dos posts mais machões que alguém já escreveu, se este não é dos posts mais ternurentos que eu já li, se este não é dos posts mais absolutamente grandes que esta casa já publicou, então já não percebo nada disto.

    (Parabéns, man!)
    (E, minha querida Jovem Senhora do Norte Absolutamente Transcendente, Jovial e Elegante, os meus respeitosos cumprimentos)

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  25. Alguém me ouviu falar em agarrar seja o que for?

    Só por causa dessa, da próxima vez que te vir, levas uns amassos!!!!!

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  26. (ammassa com jeitinho, sim? já não tem vinte aninhos...)

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  27. Segurar, vai dar ao mesmo! E eu tenho que chutar a sopa pra canto!

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  28. Não estrago nada, podes estar descansada. Entrego-te tudo conforme encontrei!

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  29. Oh pá, não chutes a sopa que lá porque eu não gosto não quer dizer que os outros não comam!!!

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  30. Visconde, eu fico estarrecido com o quilate de um elogio assim.
    Foda-se, um gaijo não é de ferro e a coisa posta assim, vinda de um companheiro de luta, é mesmo de nos tombarem os acessórios no chão.
    Obrigado, pá!
    (com as minhas desculpas por estas intimidades, fruto do entusiasmo juvenil que me caracteriza nas emoções e num outro detalhe)

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  31. Pois eu, meu caro Shark, com a emoção, até me dirigi a si tratando-o por "Shark" em vez de "Shark, meu caro".

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  32. não gostas de sopa, peixa? adoro! e se há coisa que o peixão sabe fazer é uma excelente sopa! sou mesmo uma gaija com sorte :)

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  33. Gaija, não tem vinte aninhos mas parece. Ou tens alguma reclamação a apresentar?

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  34. Mas depois dá-lhes pontapés e diz que não as oferece a ninguém, Gaija!!!!!

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  35. lê, gaijo meu, lê o que escrevi mesmo acima!

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  36. pois claro que não oferece! sabes lá no que me transformo quando começo a distribuir chapadonas a torto e a direito...

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  37. Queres que eu te cite, Gaija? Para o caso do Bruce não ter visto?

    Eu vi e eu nunca vejo nada...

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  38. Boas noites, Jovem Senhora do Norte e Mente.

    (e até amanhã)

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  39. Então não temos o caldo, ou melhor, a sopa entornada.

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  40. Durma bem, Visconde.

    (Battery will disconnect in 3... 2.. 1.)

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  41. a esta hora já lá chegou... digo eu.

    (ele sabe que sou poupada nos elogios e percebe porquê!)

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  42. Tu tem lá calma com as chapadonas que eu sou sensível e fico com nódoas negras facilmente, Gaija.

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  43. não entornou porque eu fui a correr segurar a malga. tudo eu, tudo eu...

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  44. (percebo sim. e cheguei lá, a custo, mas cheguei.)

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  45. Nada disso, Mente. Vinha cá só mesmo dizer ao meu caro Shark que um homem tê-los no sítio e escrever um post destes é coisa grande.

    Tudo o que escreva a mais é a mais.

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  46. e quem disse que te ia dar chapadonas, peixa maria? eu só bato nos mais pequeninos do que eu!

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  47. Gaija: eu vou reter essa dos mais pequeninos, hã? E palavra de rainha não volta atrás!

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  48. (Oh meu querido, querido, querido Visconde, não me diga que deixaram de falar de pilas para passar às áreas adjacentes!!!! Olhe que eu falo com a minha amiga e ponho um post no Cabra!!! Já não se aguenta mais partes pudibundas!!!!!)

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  49. (Oh valha-me Deus que eles vão começar a babar...)

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  50. (Deve estar quase na hora de estrear a série nova... Falando em estreias, Bruce. E a volupia? Estreou-se ou não? Era hoje, não era?)

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  51. (não! ninguém vai falar de tin-tins no cabra. ninguém!)

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  52. não bato em todos os pequeninos, tubarão! não era capaz...

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  53. (Tu impõe-te, Gaija, que a mim toda a gente ignora!!!!)

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  54. Era hoje, Peixa, mas acabou por não ser...

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  55. mas estou a ficar distraída ou quem sugeriu foste tu?

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  56. Ok.

    Bem, meus amores mai lindos do mundo e arredores. Vou-me recolher aos meus aposentos que amanhã a noite vai ser longa e a partir de 4ª impõe-se disciplina militar nesta casa que há exame para a semana!

    Beijos fófinhos

    (ai que eu tou tão melosa... a culpa é vossa!)

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  57. Dorme bem, Peixa. E se te sentes melosa sonha com abelhinhas e assim...
    :)

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  58. ó pá, se te sentes melosa sonha com um bom prato de sopa! é do melhor :)

    (mas escolhe outro animal! uma canja ou assim, sei lá...)

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  59. Parabéns!
    (acho que acabei por me esquecer de vo-los dar na cx anterior...)

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  60. Estou por fora, mas tenho cá para mim que alguém faz um ano de namoro....

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  61. Onde é que foste buscar essa ideia?

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  62. (Eu não sei mas parece-me que o tiro passou ao lado.)

    Eu sabia, sempre soube, que eras um homem de Fé, Shark.

    Lindo.

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  63. Vindo de ti, Chefa, mais lindo me soa...
    :)

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