O encontro, contado por quem lá não esteve

Podia invocar que a minha religião me impede de me deslocar ao Algarve em geral e nos dias de maior afluência de povo, em particular. Podia mesmo invocar que o mundo pedia a minha presença aos seus comandos nestes dias (há lá melhores dias para se negociar do que os dias em que o Brent sobe aos máximos de sete meses?). Mas não, foi apena um aziago conjunto de vicissitudes e uma improvável conjugação dos astros que me impediu em absoluto de me deslocar ao berço do Cabra, o reino dos Algarves.

Mas, não tendo estando lá, nada me impede de fazer a minha crónica e de relatar os acontecimentos. A distância, meus caros, é boa conselheira e o facto de ter estado sóbrio todos estes dias (bem, nem todos...), dá-me o discernimento necessário para contar como tudo se passou.

E passou-se exactamente da forma que passarei a contar. Em vinte suaves fascículos que desvendarei assim que me apetecer. Ou talvez antes...

30 comentários:

  1. (Lá na minha terra chama-se dor de cotovelo, mas os gandareses são uns gajos estranhos...)

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  2. na minha terra também se chama dor de cotovelo
    e acho que acabei de bater com o meu em qualquer lado a avaliar pela dor aguda ao ler os posts
    :)

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  3. Oh Visconde... A faltinha que me fez... Posso dizer que aprendi muito.

    Até descobri um objecto - que já está na lista de compras - que, um dia, ainda o hei-de ver a manejar. E a consequência disso, será o meu prazer... prevejo...

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  4. (Por acaso não, mas confesso que isso também me daria muito prazer, Chefa. É algo mais intimo que estava a pensar usar dentro de 4 paredes...)

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  5. (querem lá ver que agora quer roubar os cohiba ao man...)

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  6. Nem me atrevo a alvitar do que se trata, mana...

    (Chefa, tu põe-te quieta! Não desgraces o teu próprio tasco!..)

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  7. não desgraço nada mas a única coisa de que me lembro ela já não precisa de comprar. Já a tem. E entre a cama e a mesa de cabeceira...

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  8. Ora pois. Mas em que julgas tu que eu estou a pensar?

    (e até lhe sacaste o 13...)

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  9. Bem, Chefa... Achas que eu tenho imaginação suficiente para pôr o Sô Visconde a empunhar tal instrumento?...

    Sobrestimas-me...

    (e vai daí... ainda era mocinho para ter jeitinho...)

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  10. Eu já percebi que depois deste fim-de-semana, tiram-me tudo... Sobra-me a t-shirt...

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  11. Faz uso à t-shirt que no resto não sei se vais ter sorte...

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  12. Naquilo que tenho em mente (isto é uma redundância, não é?) espero ter sorte. Senão posso tornar-me violenta...

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  13. Tu aguentas-te Peixa. Eu sei que te aguentas...

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  14. Ah pois aguento. Nem que tenha que pôr Super-Cola 3 no tutu para não desgrudar do assento!

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  15. E deixas as mãos debaixo do rabo, está bem?

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  16. Olha que grande ideia, Chefa!

    (mas depois quem é que vai trabalhar?)

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  17. eu não posso... sou uma senhora doente.

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  18. A trabalhar estou eu... Sempre eu... Sempre eu...

    (e eu não era chaperone de srª doente?)

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  19. Pois, o melhor é reconsiderares. É que eu depois de tanta gamba descascada tou que nem posso!

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  20. Nem tu, nem eu...

    De que é que ela está a falar?

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  21. (Visconde, estamos à espera)

    (embora saiba de gingeira que o melhor é esperar sentada)

    (de preferência frente a uma açorda de gambas após um belo caldo-verde e antes de um carte-d'or de chocolate e morango, que isto de esperar muito dá uma fome desgraçada...)

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