Fogo Posto

Seguro-te o queixo com o indicador e disparo com o olhar as promessas que anseias concretizadas.
O tiroteio iniciado quando ripostas, fogo cruzado, com uma munição que é fornecida pela paixão que te explico onde começa e tu me ensinas, o corpo por tutor, como ela se transforma aos poucos num amor que prefere ignorar o momento do seu fim.
Esta força dentro de mim que te seduz, dentro de ti, a mesma força que te possui, o desejo que nos funde as fantasias onde assumimos o papel principal. Os cabelos desalinhados, os corpos colados, os dedos crispados, os medos dissipados enquanto o mundo inteiro decide parar em nosso redor.
O silêncio nos ouvidos de quem já só escuta o apelo interior, visceral, de um instinto animal assanhado que refinas com as carícias tão femininas e a expressão mais doce de que um olhar é capaz.

E eu luto pela paz como um bombeiro sapador, enquanto nas tuas costas faço fogo e quebro as tréguas voluntárias num assalto à mão armada com pontas incendiárias.

11 comentários:

  1. porque quebraste as tréguas, se lutavas pela paz?

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  2. Nessa dicotomia é que está o trocadilho.
    A paixão é mesmo assim, não achas?

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  3. acho sim!

    já ando a concordar contigo em coisas a mais! :)

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  4. Podemos falar de bombeiros, podemos??

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  5. costas, mangueiras, montes... podemos falar , podemos...

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  6. Montes, Gabs? Montes de calor, não?
    :-)

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  7. Tens medo de concordar comigo, Gaija? Porquê, não costumas gostar das posições (que eu assumo)?
    :-)

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  8. Montes aos pares, vales,,,florestas...

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  9. medo? as tuas posições ser-me-ão assim tão desconfortáveis?

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  10. Sabe-se lá...
    Mas não será com certeza por eu não procurar as posições mais favoráveis.
    :-)

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