Educada nos anos setenta, oitenta, confesso que a minha última preocupação era a comida.
Nem as mulheres eram feitas para ser donas de casa, por isso andávamos a estudar e a ter, em geral, melhores notas que os rapazes, nem em casa se davam ao trabalho de nos põr a cozinhar.
Excepto os biscoitos das avós, que quis aprender a fazer, ou os salames de chocolate, que davam jeito para levar para as festas, aprendi a fazer mousses e gelatinas.
Durante seis meses vivi no algarve, a comer no refeitório do emprego, ou em casa, latas de atum e de feijão frade, e coisas afins (que afinal até parece que são saudáveis). Até me cortei num dedo uma vez a abrir uma, e ía desmaiando a caminho da farmácia, onde me queriam mandar para o hospital de Faro para coser... nem morta. Fizeram-me ali um curativo e pronto.
Quando me nasceu a filha, a pediatra falou-me em sopas. Sim, mas como se faz isso e com quê?
A criança andou quase um ano a mamar e a papas, o que só lhe fez bem. E a mim também, que me fartei de emagrecer.
Finalmente lá descobri uns livros de cozinha, que a Teresa me recomendou Cozinha Portuguesa de Maria Teresa Crato, três volumes de carne, peixe e doces e sim, sopas. Pode-se dizer que é uma bíblia da cozinha tradicional. (O Pantagruel é muito pesado e farta-se de falar em passevites seja lá o que isso fôr).
Mas sim, educação sexual, qual quê, economia doméstica é que era. Para ambos os sexos.
Agora não há cozinheiras, as ucranianas mal sabem limpar, é preciso é mão na massa...
Nem as mulheres eram feitas para ser donas de casa, por isso andávamos a estudar e a ter, em geral, melhores notas que os rapazes, nem em casa se davam ao trabalho de nos põr a cozinhar.
Excepto os biscoitos das avós, que quis aprender a fazer, ou os salames de chocolate, que davam jeito para levar para as festas, aprendi a fazer mousses e gelatinas.
Durante seis meses vivi no algarve, a comer no refeitório do emprego, ou em casa, latas de atum e de feijão frade, e coisas afins (que afinal até parece que são saudáveis). Até me cortei num dedo uma vez a abrir uma, e ía desmaiando a caminho da farmácia, onde me queriam mandar para o hospital de Faro para coser... nem morta. Fizeram-me ali um curativo e pronto.
Quando me nasceu a filha, a pediatra falou-me em sopas. Sim, mas como se faz isso e com quê?
A criança andou quase um ano a mamar e a papas, o que só lhe fez bem. E a mim também, que me fartei de emagrecer.
Finalmente lá descobri uns livros de cozinha, que a Teresa me recomendou Cozinha Portuguesa de Maria Teresa Crato, três volumes de carne, peixe e doces e sim, sopas. Pode-se dizer que é uma bíblia da cozinha tradicional. (O Pantagruel é muito pesado e farta-se de falar em passevites seja lá o que isso fôr).
Mas sim, educação sexual, qual quê, economia doméstica é que era. Para ambos os sexos.
Agora não há cozinheiras, as ucranianas mal sabem limpar, é preciso é mão na massa...
Sabes que a minha mãe sempre se preocupou com a falta de prendas domésticas das filhas e o meu pai sempre disse que o que era preciso era sermos inteligentes que o resto aprendia-se em qualquer manual de instrucções. Esses livros de cozinha de que falas foi ele que me os ofereceu quando fui viver sozinha para Coimbra e nem um ovo sabia fritar. Sei cozinhar. E gosto de cozinhar. E acho que a cozinha pode ser feita com amor e por amor. Conheces "Intimas Suculências" da Laura Esquivel?
ResponderExcluirNão. Mas "o livro" tem passado de mão em mão, a ensinar a fazer arroz branco solto, carne guisada com esparguete, frango com natas e limão e pudim de pão com pescada (ou picado). Fixe.
ResponderExcluirOs meus ainda continuam na prateleira ao lado do fogão e são sempre muito úteis...
ResponderExcluir(pudim de peixe, pelo livrinho, fiz ha dois dias...)
A minha mãe roubou-me o dos peixes e sopas, só tenho as carnes e aproveitamentos, e doces. E como não sei nadade cor (só o arroz)...
ResponderExcluirGabs: tens que ler para além das "Intimas suculências" que a Chefa referiu um livro delicioso, hilariante, e bom que se chama "Afrodite" da Isabel Allende! É também um livro lindíssimo na acepção estética. E é para além de tudo, um livro que nos ensina que a cozinha é mais do que um lugar onde se guardam os tachos, é um espaço familiar (na acepção ampla da palavra, onde cabem todos), intimo onde se tecem cumplicidades, propício a confidências ...
ResponderExcluirTambém gosto desse, e do "Como água para chocolate". Mas olha que as Intimas Suculências foste tu que me deste, gaija.
ResponderExcluirDesses todos só li o "Como Água para Chocolate", mas vem aí o Natal, nunca se sabe...
ResponderExcluirHá uma cena de amor no "Como água para chocolate" que tenho de experimentar.
ResponderExcluirE aquele pombal lá no alto em que ela vai apanhar ovos? Sonhei com esse sitio durante semanas
(a do cavalo?)
ResponderExcluircarne de porco estufada com feijocas e mousse de chocolate
ResponderExcluirainda me estou a lamber como um raposo
depois do bonzão de hoje à tarde lá vou ver o meu black com a cachorra e os alucinados com vírus
hum, está aqui uma a jeito
ResponderExcluiragora é filme
Pantagruel.... o resto nao conta.
ResponderExcluirClassico
Olha ele! Ao calhas, pág 462 do Pantagruel " Línguas frescas e fumadas - lavam-se muito bem, pôem.se num tacho, frevem dez minutos, raspamse com uma facapara lhes extrair a pele grossa..." Não posso continuar, mas as receitas são mesmo práticas...
ResponderExcluir(tenta ao calhas a pagina 126...)
ResponderExcluirAh, sanduiches e combinados. Parece-me bem...desdeque não me obriguem a fazer a maionese e o molho de tomate...
ResponderExcluirmaionese e simples. o ketchup roubas no mac. simples tb.
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