Uffa

Pudesse eu transformar-te em algo, transformar-te-ia num frasco de perfume, uma essência oleosa que coubesse no meu bolso. Algo que andasse sempre comigo e que, quando me lembrasse da tua mão a retirar a madeixa de cabelo da face de outra, me apaziguasse a alma e me lembrasse de que já te tive e já foi a minha madeixa que afastaste.
Algo que pudesse lembrar os tempos em que tudo era bonito e florido sem ser floral. Que me fizesse fechar os olhos e voltar aos tempos em que o meu nariz encaixava [tão bem] na tua nuca. Me fizesse [re]viver.
Algo que me apaziguasse as noites em que te penso e não te tenho. Algo que metesse nos sítios estratégicos e que já sorveste, algures no tempo, há tanto tempo. Um cheiro que me desinibisse mesmo sem ti e que inibisse quem de mim se quisesse aproximar e isso vale até te esquecer. Nunca.
Não posso transformar-te em nada, nem mesmo no homem que devias ter sido, que não querias ser, que eu não merecia que fosses, e as lembranças são cada vez mais vagas e visualizar-te é-me cada vez mais penoso e se fosses um cheiro, um cheiro agri doce, talvez eu pudesse achar que tinha valido a pena ter-me perdido na tua nuca.

23 comentários:

  1. não se transforma alguém que não é naquilo que gostaríamos que fosse e, mesmo que o pudéssemos fazer, estaríamos a enganar-nos a nós próprias. Cada um é um ser único e complexo, e se só gostamos de algumas coisas e existem pormenores com os quais não conseguimos lidar, é porque não tem de ser. São esses pormenores que contam, afinal.

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  2. Ai que neura. Eu se o visse a afastar a madeixa da cabeça de outra atirava-lhe um frasco ou uma garrafinha à cabeça.

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  3. a outra entretanto morreu.. Coitada.. Atropelada ou lá o que foi.. Acertei (desculpa ) acertaram lhe em cheio. Uma pena..

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  4. neste blogue anda sempre tudo esquentado de amores, e eu também

    que porra, até vendia a alma ao diabo e lambia lama para encontrar o rapaz de anteontem, e nem o nome sei

    sei que já tinha estado com ele um ano antes ou assim, e que sepois me cruzei com ele abraçado à namorada, e sei que o amarei para sempre, e sei nada

    nada, o som do silêncio,

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  5. credo.. E eu a pensar que sofria.. Quer o meu carro?

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  6. não, isto depois passa-me,

    mas desta até vou morder o dragoeiro

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  7. dá uma trinca por mim, z! hoje estou capaz de morder tudo, mas não tenho um dragoeiro por perto...

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  8. Capaz de morder tudo? Cruzes credo...
    :-)

    (E depois o jaws sou eu...)

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  9. a gente devia ser sensatos mas eu não consigo, até fico de febre

    o puto lindo tem um sotaquezinho do norte gaija

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  10. mas portanto, já sei o que a casa gasta: feijoada, aspirina, lexotão, mais uns tantos para me esquecer dele, e depois talvez volte a encontrá-lo,

    puto lindo todo lá

    que quando isto me dá forte Deus costuma fazer uma surpresa lá mais para a frente, mas é só quando já esqueci,

    o dragoeiro é só amanhã, hoje mordo a almofada

    ai cum caraças, tenho uma coisa para escrever em inglês, só espero atinar breve

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  11. (eu só sou dia sim dia não e já vou com sorte, acho)

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  12. e já agora, perdido por cem, perdido por mil, alguém que ainda hoje amo e a quem o meu z vai dedicado:

    http://www.youtube.com/watch?v=-gv_up6DeJM

    jos

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  13. até tinha uns comentários... mas parece que o post é serio... e as caixinhas tb... ora bolas

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  14. E temos que oferecer uma bússola à Marta para elas não se perder nas nucas deste mundo.
    Isso ou um curso prático de orientação "Encontre o seu rumo desde a base do crânio até ao fundo das costas em duas lições". Ou assim...

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  15. (Ò Gaita, já deixou de ser Marta? Este blogue anda um caos em matéria de crises de identidade...)

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  16. sotaque do norte e feijoada? não era eu! garanto que não era.


    crise de dupla identidade! onde está a marta?

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  17. não gostas do cazuza peludinho?

    gato mesmo

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  18. (mataste saudades de quê?)

    Shark o mapa tem de ser só até ao fundo das costas? é que sempre me encantou aquela história o amor e dedinhos de pés.

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  19. Tendes paciência... Marta é chata. Acreditem...Horrivel... Se a vissem!


    (A caos também é mas mais discreta...)

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  20. Mostra! Mostra!
    (A Marta, bem entendido...)

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