Se para haver amor, o sexo é condição essencial como sua última expressão, até. Para haver sexo, o amor não tem que ser chamado à colação. Sexo puro e duro (sem trocadilho) é uma pulsão. Uma necessidade que deve ser atendida. Quem nunca sentiu a inquietação de um desejo não satisfeito? Quem nunca deu voltas e voltas, numa cama, sozinho, com o fogo lento a arder no ventre?
Não é amor que queremos nessa altura. Não é isso que nos apazigua. Não é partilhar a nossa alma e o nosso coração. O que queremos é uma boca sedenta da nossa. Queremos mãos que percorram o nosso corpo sofregamente. O peso e o calor de outro corpo em cima do nosso. Queremos o pulsar de outro sexo no mesmo ritmo que o nosso. Não são palavras doces que procuramos. É mesmo saliva, suor e a explosão libertadora do orgasmo.
E quando, derreados pelo prazer, os dois corpos jazem entrelaçados e sem palavras, não é o amor que os une, mas única e exclusivamente o momento partilhado, a necessidade primordial, física e animal mais antiga do mundo.

È assim mesmo que se escreve (fala) do que se sabe! Quem sente assim não representa, vive!
ResponderExcluirEu era só pra dizer que o meu fogo não arde bem bem no ventre...
ResponderExcluirJácome, bons olhos te vejam!
ResponderExcluirÓh Luis Vaz, eu também não podia fazer um desenho, n'é?
ResponderExcluirO meu não arde sem se ver, comigo as bombeiras não têm dificuldade em dar com as labaredas.
ResponderExcluir(eu ainda vou descobrir, o que o tio Luís te fez rapariga...)
ResponderExcluirestandarte veja lá não queime as mãos.
Obrigado pela sua preocupação, Rita, que muito me sensibiliza.
ResponderExcluirTodavia, o risco é nulo pois eu raramente lhe toco e uso sempre uma pega...
de nada. atenção que as pegas de silicone são inflamáveis.
ResponderExcluirVinha cá todos os dias espreitar o curral mas não encontrava ninguem.
ResponderExcluirDevem ter andado nos pastos de inverno. Agora como é Primavera voltaram carregados de inspiração e audácia...
Jácome, às vezes, é preciso parar para ganhar fôlego.
ResponderExcluir:)
Rita, no dia que eu me finar. A 1ª coisa que eu vou fazer quando chegar ao Inferno, é perguntar por esse senhor e arrefinfar-lhe uma canelada!
ResponderExcluirEstandarte, gosto tanto das tuas metáforas, pá!
ResponderExcluirRita, acredite que coisas com silicone só mesmo se eu não conseguir de todo perceber que o têm incluído. Nós pirómanos não gostamos mesmo nada de coisas sintéticas.
ResponderExcluirÉ tudo mais bonito num fogo natural...
eu não digo q não se possam separar as duas coisas, mas continuo a achar q não há melhor afrodisíaco q a paixão...
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