A Rainha e o Zangão - Um amor indispensável

Pois conforme desejado pela Gaija do Norte (e os seus desejos para mim são ordens), cá estou para vos falar acerca de abelhas.
Naturalmente, tentarei abordar a questão sob o prisma que mais se adequa à minha escassa formação na apicultura e afins. De resto, já pouco há a dizer acerca dos simpáticos bichinhos que o National Geographic dissecou à exaustão quando um gang de origem africana (abelhas assassinas) fez das suas nas Américas e deixou mal vistas as abelhas de todo o mundo que, como atrás referi, até são uns bichinhos simpáticos ao ponto de serem efémeros para não causarem muita maçada.

O mel é a principal razão para a existência das abelhas, pois toda a gente sabe que tirando os zoos toda a espécie humana parece vocacionada para extinguir tudo quanto seja animal sem uma utilidade específica: render pilim.
E naturalmente, ao falar no mel ocorre-me logo o papel da Rainha no contexto de qualquer colmeia. É que à Rainha, que ao contrário da sua homóloga do xadrez (que se pode mover em todas as direcções) vê as asas cortadas pelos apicultores para ficar sogadita em casa, compete exclusivamente levar à letra a velha receita do crescei e multiplicai-vos que igual sucesso tem obtido entre coelhos, formigas e ratazanas, só para citar outros exemplos.

Ou seja, Sua Alteza (por norma tem o dobro do tamanho das restantes abelhinhas, embora existam honrosas excepções) tem por missão pôr ovos e chega a atingir os mil por dia.
Para que isso aconteça, e aqui entro num aspecto que prendeu a minha atenção, a Rainha conta com os préstimos de um elemento essencial na sua função.
E esse é precisamente o Zangão que, apesar do mau feitio que o nome sugere, tem como papel manter a Rainha entretida e bem disposta, nomeadamente no acasalamento (que na colmeia é levado muito a sério e por isso assume um cariz de suma importância).

A inteligência das abelhas fica comprovada em pleno com a constituição desta dupla ganhadora cuja existência é inteiramente dedicada a um permanente truca-truca que, como todos sabemos, pode constituir uma excelente opção para acautelar uma existência saudável e feliz.

21 comentários:

  1. gostei muito do "acautelar uma existência saudável e feliz".
    (e espero que ninguém tenha que recorrer ao docente lá de baixo para comprovar o que dizes!)

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  2. Eu também gostei muito dessa parte.
    (ao menos é de borla...)
    :)

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  3. E tu és sem dúvida o Zangão desta colmeia. Agora parece-me que existem aqui várias rainhas e sem asas cortadas...

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  4. eu já cortei as minhas, cj! rentinhas, rentinhas...

    (só para "acautelar uma existência saudável e feliz"...)

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  5. Não te imagino de asas cortadas, Gaija. Não precisas disso para acautelar etc... Antes pelo contrário, quer-me cá parecer...

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  6. Achas bzzzz mesmo bzzzz que sim, CJ?

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  7. Esse bzzzzz deu-me cá um soninho.....

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  8. Eu tenho esse efeito sonífero, CJ. Há provas documentais...
    :)

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  9. Se eu acho q és o Zangão, ou q a Gaija não é Rainha de asas cortadas?

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  10. não acredito que o tubarão não se tivesse baseado em estudos independentes publicados em revistas de referência. se ele diz que é assim que se consegue ser feliz, eu nunca gostei de voar!
    ;)

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  11. As minhas vão recolher aos aposentos para amanhã estarem em forma para voar bem alto...

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  12. Eu voo por vocês e depois conto-vos como foi...

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  13. Claro, claro! Estudos independentes e muito rigorosos.

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  14. (voem bem, isto é durmam bem, sonhos de mel)

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  15. Sim, sim. Baixinho. Rente à superfície de Marte, de Saturno...

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  16. Estás a falar de abelhinhas? É da Primavera??

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  17. Pergunta à Gaija, Chefa. Foi ela que pediu...
    :)

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