CARS


Um Guia Prático para Sobreviver no Algarve em Épocas Festivas
Benvindo ao Algarve. O que pretendemos neste guia é ajudá-lo a sobreviver neste país longínquo com o minimo de problemas possível. Devido a um problema editorial, este guia que deveria ter sido publicado há uma semana, só hoje chega a público (tivesse-me eu lembrado dele mais cedo e talvez tivesse poupado uns 'oh poramordedeus' nestes dias). Sentem-se e disfrutem. Amanhã é um bom dia para o porem em prática

Capítulo I: Route 125 - Na Estrada

a) Caro viajante, talvez o ponto mais importante neste capítulo e aquele que o vai ajudar a sair daqui com menos ferimentos é o seguinte: a língua oficial do Algarve não é o inglês! Eu sei que pode parecer estranho com as nossas faces pálidas, os nossos cabelos loiros e olhos azuis, mas efectivamente a língua é mesmo o português. Assim como o código de estrada aplicável é também o português. Assim sendo:

- Não se dirijam aos nativos em inglês. Incomóda-nos. Principalmente se estão a atravessar a estrada de um parque de estacionamento de um supermercado a uma velocidade que deixaria um caracol sonolento enquanto criticam furiosamente os preços praticados no interior. Nessa altura, quando olham para dentro de um carro e vêem um condutor (i) adormecido ou (ii) furioso, é melhor não lhe atirarem com um 'sorry', porque o condutor irá, de certezinha, ser prestável ao ponto de vos ensinar o vernáculo da língua nativa.

- Boa ideia também é não ficar indeciso. Lembrem-se, Código da Estrada Português - apanharam? P-o-r-t-u-g-u-ê-s - portanto não vale a pena ficarem indecisos. Se a estrada tem duas faixas, escolhem uma consoante o andamento que preferem. Não fiquem no meio. Porque mais uma vez, através da delicadeza do vernáculo nativo, irão descobrir que lei devem aplicar.

b) Vamos passar agora a um assunto muito tocante. Citrinos!!! Não há gato pingado, perdão, visitante que se dirija a este lugar que não sinta o apelo dos citrinos locais. Convenhamos que são bons, sumarentos, deliciosos, mesmo. Os citrinos encontram-se na berma da estrada, à venda (pelo menos, até que Nossa Senhora da ASAE assim o permita) por simpáticos autóctones. Quando os senhores sentirem o tal do apelo do belo do citrino, é encostar senhores, a palavra de ordem é: encostar!!!! Eu sei que aos vossos olhos poderemos parecer uma espécie altamente desenvolvida e cheia de recursos. Mas, infelizmente, uma das coisas que ainda não descobrimos é como mandar as sacanas das laranjas irem sozinhas para a mala do carro. Recapitulando: encostar na berma, dando pisca atempadamente; tirar o retroback do assento do carro; vergar a mola; pegar no(s) saco(s) das laranjas; colocar no porta-bagagens; pagar ao vendedor. Simples, não é? E evita mais uma demosntração do vernáculo que decerto receberão, caso decidam negociar os preço dos citrinos do meio da estrada nacional (são €2, não é o preço do barril de petróleo!!! O que é que há para negociar?).

c) Last but not least, aquelas senhoras que se encontram à berma da estrada com roupas diminutas e botas até ao joelho (porque é que agora andam numa de botas brancas?) não são postos móveis da Região de Turismo do Algarve (queriam os postos de turismo ter esta afluência...). Não são pontos de informação e não são máquinas multibanco. Elas estão lá a trabalhar - How can I put this nicely? - no negócio de fazer o amor. Se vós parais e lhe perguntais indicações, não podeis portanto ficar surpreendidos se elas vos disserem que vos fazem isto e aquilo. Atenção, muita atenção, as mocinhas também não são vendedoras de artesanato: aquilo nunca será uma pregadeira, ok? Outra nota importante, é: a Rua da SIC não significa que seja a Rua onde uma delegação do canal de televisão está localizado, certo?

Este utilissimo guia terá continuação assim que possível.

P.S.: In case you do not understand peva of the language of Camões, we strongly advise you to insert this text in a online translator like this one in order to avoid many, many, many, many, many troubles in our small paradise. The result may sound a little strange, but then again, so do we, right? In order to fully comprehend the 'pinchusion' part, do seek the help of a professional in the area (Attention, much attention, the little girls also are not sellers of craftwork: will that ever be a pincushion, ok?)

24 comentários:

  1. Olha que entre falarem-nos em inglês e falarem-nos em castelhano...

    (E o jeito que a confusão de trânsito me faz à pele...) :))))

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  2. Ah! Não me refiro aos espanhóis, coitados, para quem a nossa língua é impronunciável, esses são um caso à parte.

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  3. Para a Rua da Sic já eu mandei algumas. Nem sei porquê...

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  4. (Sick street?... Hummm...)

    Uma confusão de pronúncia:

    http://www.youtube.com/watch?v=5zW8oA2AEio

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  5. só ninguém me explica é a tara das botas brancas... Isso é que me faz espécie...

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  6. Você vive no Algarve, Mente?

    (Tadinha...)

    (quer que a anime?)

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  7. Tem alguma coisa contra, Visconde?

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  8. Uma prima, que me visitou há algum tempo, ao assistir aos programas de tv, exclamou: Os programas são iguais aos nossos!

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  9. Sou lobista de corpo e alma, Visconde...

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  10. (E pergunto-vos eu: o que ei Rua da Sique?)

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  11. Visconde, não é Nova York nem Londres, mas não é mauzinho de todo, sabe? Talvez devesse vir ver por si próprio. Há mais além do Estádio do Algarve e do Lucilio baptista...

    (cada um tem o que merece?)

    (sempre, Visconde, sempre...)

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  12. Mana, aqui à uns anos a SIC fez uma reportagem sobre a prostituição no Algarve. A partir daí a rua onde as meninas labutam passou a ser denominada Rua da SIC.

    (pelo menos, foi este o peixe que me venderam.)

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  13. Foi o que me venderam a mim também...

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  14. Uma coisa boa no Algarve, por sinal é o peixe fresco... Ups!

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  15. Andamos na mesma praça, é o que é, Chefa!

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  16. Ai obrigadinhos, Cyber, pelo elogio!

    LOLOLOLOL

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  17. Não precisas de agradecer MQP, só estava a publicitar a nossa região a ver se convencia o nosso Visconde.

    (E as verdades são para se dizer)
    :)))

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  18. O nosso Visconde anda a negar à partida uma ciência que desconhece. Não devia...

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  19. São influências dos americanos. Os mesmos que nos consideram uma província de Espanha e fazem confusões como esta:

    http://www.youtube.com/watch?v=bTXHq-sqIP0&feature=related

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  20. Minha querida Mente, mais uma vez acabou-se-me a bateria e fiquei sem poder esclarecer o meu ponto de vista sobre o reino dos Algarves. Nada te a ver com as gentes algarvias nem sequer com a beleza de alguns lugares, isso é inquestionável.

    (O "tadinha" foi manifestamente a roçar o mau gosto e só o facto de você ser inteligente e com capacidade de encaixe me poupou a males maiores)

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