Crónica (de uma morte anunciada e outras)

Parou para pensar na vida. Na vida dela. Nas escolhas que tinha feito, nas decisões que tinha tomado, nas esperanças que tinha abatido, naquilo que a vida a tornara. Deixou-se ir e reviveu tudo, as emoções e a falta delas. Recordou o homem com quem tinha feito os primeiros planos para uma vida inteira, na vida menina e adulta, a dois, que tinham partilhado. Lembrou-se como tinham conseguido alimentar sempre o amor (tão fácil) que sentiam e de como, de um momento para o outro ela tinha deitado tudo a perder. Não por querer mas porque a sua consciência o determinara. Chegaram-lhe à memória os problemas que enfrentou (e venceu!) com as armas da paixão, com o homem com quem veio a cumprir um objectivo que sabia, na hora em que vestiu aquele vestido lindo, ser um dos maiores erros da sua vida. Assinou um contrato que não era o seu, mas que podia resolver. Assinou sabendo que não ia partilhar a vida com o seu príncipe encantado, mas sempre disposta a lutar por aquela réstia de um sentimento qualquer que a unia a ele. O tempo provou que estava, infelizmente, certa nas suas suposições e o contrato lá se resolveu. Seguiram vidas completamente opostas. Ele assentou arraiais, ela não. Ele vive a vida como pode, ela como quer, e nunca, nunca mais embarcou em crónicas com morte anunciada. Vive tudo. Não tira os pés do chão mas luta até ao limite das suas forças por quem quer, sem pensar no fim, porque só assim consegue pensar, quando acorda, que dormiu com o seu príncipe encantado.

38 comentários:

  1. Gostei. Tal qual eu... Estou a brincar. Eu não luto, vou vogando.

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  2. pior ainda seriam os cem anos de solidão...

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  3. Era uma vez uma princesa que cresceu e se fez rainha...
    :)

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  4. para mim não é suficiente, gabs. são opções.

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  5. esse também já há, chefa, ou melhor, já foi para nunca mais voltar!


    (tu és uma gaija azarada...)

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  6. Não se luta contra o destino. O que vier, será. O que é teu, à tua mão irá parar. Etc.

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  7. o que aconteceu, tubarão, quando encontrou o príncipe e foram os dois, na abóbora da cinderela, ao circo!
    :)

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  8. Pois é T. no outro dia tb publicamos um post em simultâneo.

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  9. quem disse, gabs? onde mora a tua fonte de sabedoria?

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  10. Olha agora é contigo. Estou lixada com estas gaijas...

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  11. São ditados populares. Cada um escolhe os seus.

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  12. Estes simultâneos são divertidos, mas tenho que ir buscar o filho à escola.

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  13. E no fim da palhaçada fizeram uma sopinha de abóbora e ele comeu-a toda?

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  14. não! o príncipe correu com os palhaços, os glutões transformaram-se em estrelas, a abóbora na enterprise e seguiram juntos para uma galáxia distante!

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  15. (quanto aos comes não sei. evito sempre os detalhes...)

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  16. Queres detalhes gaija? Tinha duas coisas horrorosas na relva, que não percebi se eram vomitados do cão se abortos da cadela, e agora desapareceram (juro que lá estavam, não estavam Shark?). Achas que os cães comeram aquela porcaria?

    (10...9...8...7... uma gaija vai saltar...seis...cinco...)

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  17. TU ÉS A GAIJA MAIS CA NOIJO QUE ALGUMA VEZ CONHECI!

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  18. Ohhhh............ não me deixaste chegar ao zero!...

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  19. hoje ainda não te insultei o suficiente, foi? sua esta sua aquela... (como diz um grande pensador do nosso tempo)

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  20. Um grande pensador? Grande grande? ah, estou a ver...

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  21. Mas, já agora, podes dizer-me onde te forneces de sapos? é que os teus são dos bons, viram principes.

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  22. como te passou pelo neurónio que ainda vou na treta dos sapos? já os compro príncipes!

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  23. e são todos da nova colecção ou compras fora de época para embaratecer a coisa?

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  24. da nova, chefa!
    qualquer dia levo-te às compras comigo, está bem?

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  25. E eu, e eu?
    Também posso ir? Posso?
    Deixa lá...

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  26. não te chega a rainha, não? para que queres uma princesa???

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  27. Eu não era para comprar, era mesmo só pela companhia...

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  28. indo...
    mas o gajo fica na esplanada a ouvir a bola, está bem?

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  29. as princesas são as rainhas em tamanho pequeno, gaija

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  30. é uma questão de estatuto, chefa. e depois, a realeza não se mede aos palmos, né?

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  31. vê lá, tubarão, se as companhias te entregam a uma sapa!

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  32. gaija, troquei-me e meti uma coisa na gabs que era para aqui, mas vai a foto, machão:

    Papilio machaon

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