Praça da República

O teu porte majestoso, rasgando trilhos na multidão que se afasta do caminho só para melhor te ver passar.
Altiva, segura, senhora de ti e de cada olhar que desmobilizas na indiferença com o poder da tua presença impossível de ignorar.

Eu limito-me a observar sua alteza, à distância, misturado na improvisada corte mirone que te idolatra sem o admitir. Que te rejeita instintivamente por sentir o desconforto de uma inferioridade instantânea, irreprimível, perante essa aura esmagadora que alardeias consciente do impacto nas plebeias e nos seus embasbacados penduras à tua passagem.

E eu presto vassalagem à tua imponência, ajoelhado na reverência possível perante esse teu corpo palácio onde a minha imaginação faz reinar a emoção num render da guarda fantasiado em que me sonho teu namorado secreto, o teu amante discreto que se esgueira por inconfessáveis alçapões.
Tão furtivo como o olhar com que te espreito, agora mesmo, na vida real.

Iluminado por esse teu brilho que me deslumbra e me cativa como o mais cintilante candelabro de cristal.

71 comentários:

  1. (Assenta-lhes na perfeição, nisso estamos absolutamente de acordo...)

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  2. A tua vizinha escreve no Cabra, Shark?

    (sim, por aqui, no Cabra, temos todas portes majestosos... deve ser por sermos todas umas torres. É que não falha uma...)

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  3. Minha vizinha? Onde é que isso diz?
    Praças da República há muitas... :)

    (O porte majestoso agora mede-se aos palmos?)

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  4. (mas vives perto de uma praça da republica?)

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  5. quando eu for grande, também quero ser princesa :)

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  6. (Não, não vivo perto de uma Praça da República. Mas de vez em quando circulo, sabes?)

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  7. Porquê, Gaija? Queres ser despromovida?
    ;)

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  8. Circulas? Por onde, Tubarão?

    Despromovida? Explica-te pá!

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  9. Circulo por todo o lado como qualquer anjo.
    Não preciso de explicar. Ela percebeu.
    :)

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  10. Mas eu não e também li! Ora esta, agora não posso perceber também? Sou para aqui alguma peona?

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  11. Tu és é uma cuscona!
    (Olha que palavra tão gira que eu inventei...)
    :-)

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  12. Curiosidade científica, só isso!
    (pois é, faz lembrar rexona.)

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  13. Curiosidade científica? Atão, anda-te a puxar para as novas experiências? Ou queres apenas confirmar alguma hipótese?

    (Foi logo o que me ocorreu.)

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  14. meca: feminino de meco; aquela que, no momento em que é visualizada, não conduz viatura auto própria!

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  15. já percebi, é assim uma espécie de tesa que nem carro tem e anda a conduzir o do vizinho...

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  16. òbalhamedeus! ser tesa ou não, não tem nada a ver! anda a pé, no momento.

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  17. Tu falaste em não ter viatura própria, sabia lá que era para andar a pé...

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  18. Figura imponente é gorda? Eu não sou. E esta foto está horrível.

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  19. nao foi o feriado da republica.... nao percebi nada

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  20. por acaso pensei que o post era sobre algo mais privado... confirma-se nao percebi nada

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  21. 8eu também pensei mas como já me chamaram cusca fiquei caladita...)

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  22. (Cusca não, cuscona.)
    Logo agora havia de lhes dar para comentarem o post...
    Se isso tem algum jeito...

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  23. E já não se podem comentar pots sem se passar por uma ona qualquer?

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  24. Quase me imaginei na Praça da República a passear e a ser admirada. Lindo.

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  25. eh, eu também. E saber que nos admiram é bom, mais ainda.. saber que ainda há homens que sabem admirar e verter num texto esse sentir.

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  26. (Agora é que me dava jeito um daqueles alçapões...)
    :-)

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  27. O Tubarão é assim, verte muito, principalmente nos textos... deve ser por estar habituado à água. Por alguma razão é o rei do aquário.

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  28. (eheheh já estás a esfregar as barbatanas, tubarão?)

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  29. (tá nada que precisa das mãozinhas para abrir o tal alçapão...)

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  30. E cair com a idolatrada dentro do alçapão. Porque não?

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  31. (Até o abria com os dentes, se fosse preciso.)

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  32. (Estou a puxar-lhes o lustro, Gaija...)

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  33. (puxar o lustro? corre a tirar a placa do copo, isso sim, rápido!)

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  34. Deixei-me rir. Também não é preciso tanto.

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  35. Às barbatanas, Chefa. Para brilharem aos olhos da idolatrada.

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  36. Lindo e complicado de obter. E este foi a 4 se não me falham as contas.
    É coisa pró guiness...

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  37. (o sonho dele... logo com duas... mas a chatice é que não conheço a companhia e sou muito esquisita...)

    Tens uma idola, Tubarão?

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  38. E foi mesmo.... gaija, importas-te de não me empurrar?

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  39. Eu, uma ídola?
    Subestimas-me, Chefa.

    (cof cof)

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  40. Simultâneo!Nâ! Um homem assim não é para partilhar!

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  41. olha, sou da mesmo opinião! fico eu com ele e pronto, não se fala mais nisso! :)

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  42. Pois não é mesmo, bingo!

    (não te subestimo... estimo-te é muito...)

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  43. Ora aí está uma decisão salomónica, gaija...

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  44. Eu só o cunheço de cuscar o vosso blog. E sou da mesma opinião. Partilhar não mesmo.

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  45. conheço. Desculpem. É do sono.

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  46. já visto que o gaijo deu à sola (para aí metido num alçapão qualquer...) e nós aqui!

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  47. Nao fales em cuscar que essa palavra e este post têm pouca empatia... o Tubarão ainda te responde como a mim...

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  48. Não caí no alçapão, Chefa, mas vou já de seguida cair na cama.
    Com a licença das damas presentes...

    (E juro que reprimi qualquer associação de ideias possível relativamente às frases acima. Eu respeito a decisão da maioria.)

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  49. nada, não conta! as partes boas, cheias de suminho, guarda-as todas...

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  50. Como compete a um cavalheiro digno de tal epíteto, preciosa...

    E assim vos deixo, com enorme pena minha. Obrigado a todas por este agradável momento.

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  51. Tás aqui tás a levar com o rexona, gaija.

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  52. (não gosto de rexona! a que é que isso cheira?)

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  53. ao tal cromo difícil dos rebuçados

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  54. Se ele vai dormir. Adeus!!Vou com ele!

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  55. que te preste. lembra-lhe para tirar a placa, ou ainda a engole durante a noite!

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  56. anda para aqui outro anónimo, not me

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