Quando o nosso pai faz anos.

Hoje é assim, cá em casa. Dia de aniversário de pai. Do meu e do delas. De um pai que já não está e de um outro que nunca esteve.
A vida tem destas coisas, ironias que nos trocam as voltas, e esta é uma das grandes. Juntar no mesmo dia, na mesma data, os dois pais cá de casa. O que ainda hoje é pai mesmo não estando e o outro que mesmo estando nunca o foi.
Ao meu pai, que está, vou dizer que por aqui pensamos nele e rimos com ele. E que as netas também já sonharam que se podiam pôr asinhas de avião de papel no tejadilho de um carro, que querem uma casa na árvore como um dia ele fez para mim, que gostam de livros e de ler, que são curiosas como ele nos ensinou a ser, que gostam de petiscar e de mesas cheias de gente, que têm sentido de humor e são inteligentes e boas pessoas.
E eu posso dizer-lhe que aqui, neste sítio onde vivemos e nunca conheceu, a terra ainda está cheia de vida e temos árvores gigantes e formigas no chão e bichos de conta e bichos sem conta. Não temos avelãs, mas temos as amêndoas, os figos e as tâmaras que o pai gosta.
Eu estou como sabe, porque se alguém sabe é o pai e eu.
Parabéns. Pelo seu aniversário e por nós. Por nos ter feito deste barro e por nos ter conseguido dar tudo aquilo que nos deu.

41 comentários:

  1. vai ser rija sim! e a minha mãe vai dar-lhe um beijo, que já lhe encomendei o favor :)

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  2. Abençoada pai que fez uma filha assim...

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  3. ahahahahaah... santeiro, roque de certeza, fizeste-me rir o que é sempre bom.

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  4. está mesmo bonito Teresa, deixaste-me comovido. Até amanhã

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  5. muito santo anda aqui... santo, santo de segunda, santo só há um...
    isto vai virar uma guerra eclesiástica que promete... me valham os anjinhos

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  6. sorte tenho eu, não ser um deles...nada de misturas

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  7. e és o quê ardiloso? (e foi o 11...)

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  8. sou verdinho, gosta de pezinhos, tem uma patrulha e é escuteiro... chega não?

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  9. espero que não seja uma promessa, porque essas já nós sabemos como acabam

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  10. acabam de rojo a caminho de fátima, é como acabam...

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  11. minha cor é verde, nada de confusões, qual rojo qual que...

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  12. Ah, mas aplicas a todos a mesma penitência?

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  13. os preliminares não variam muito. depois logo vejo como se aguentam para a quaresma..

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  14. ahahahahahahahahahahhhhhhhhhhhhhhhh

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  15. (pronto, lá vem o ajoelhar outra vez)

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  16. (depois dizem que o blog é ca noijo! ninguém falou em ajoelhar!)

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  17. eu ia dizer que o post me comoveu mas com o desenvolviment desta caixa de coments fico meio sem jeito... mas enfim: olha, comoveste-me.

    beijo.

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  18. sabes, este blog é estranho... há pouco comecei a seguir esta caixa e a pensar nisso mesmo. Como diz o santo até ao terceiro comentario a coisa ainda está composta, mas depois descamba.
    Hoje à noite falei com a minha mãe. Tinha acabado de chegar do Porto, da exponor. Tinha ido a uma feira e tentava explicar-me, quase como a justificar-se a ela, que teve mesmo que ir hoje, que se não fosse logo no principio so apanhava os restos e que pronto, era assim, a vida não podia parar. Quando acabei de ler esta caixa de comentários pensei nisso mesmo. a vida não pode parar, nem pára, e o que aqui está é a melhor homenagem que podiam ter feito ao meu pai, mesmo tendo acontecido quase que por acaso.

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  19. ainda bem que pudemos ser úteis a fazer o que mais gostamos

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  20. Eu também posso ser muito útil a fazer o que mais gosto.
    :-))

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  21. e gostam os dois de fazer panquecas, é?

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  22. eu também sei fazer panquecas, mas já que eles se ofereceram fico sentadinha a fazer-te companhia enquanto eles cozinham

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  23. De fazê-las e de dá-las. Sobretudo dá-las às mãos cheias.

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  24. eu sei fazer, mas boas eram as que o meu irmão fazia aos kilos quando chegavamos da noite! já se deve ter deixado disso...

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  25. ai panquecas... com doce de framboesa...

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  26. Também eu fiquei comovido, lembrei-me de uns comentários ainda no «aspirinab». Lembras-te? Eu não esqueço.
    J.C.Francisco

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  27. Lembro bem... e os embrulhos ainda continuam lá por casa à espera de serem desembrulhados...

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