Hoje é assim, cá em casa. Dia de aniversário de pai. Do meu e do delas. De um pai que já não está e de um outro que nunca esteve.A vida tem destas coisas, ironias que nos trocam as voltas, e esta é uma das grandes. Juntar no mesmo dia, na mesma data, os dois pais cá de casa. O que ainda hoje é pai mesmo não estando e o outro que mesmo estando nunca o foi.
Ao meu pai, que está, vou dizer que por aqui pensamos nele e rimos com ele. E que as netas também já sonharam que se podiam pôr asinhas de avião de papel no tejadilho de um carro, que querem uma casa na árvore como um dia ele fez para mim, que gostam de livros e de ler, que são curiosas como ele nos ensinou a ser, que gostam de petiscar e de mesas cheias de gente, que têm sentido de humor e são inteligentes e boas pessoas.
E eu posso dizer-lhe que aqui, neste sítio onde vivemos e nunca conheceu, a terra ainda está cheia de vida e temos árvores gigantes e formigas no chão e bichos de conta e bichos sem conta. Não temos avelãs, mas temos as amêndoas, os figos e as tâmaras que o pai gosta.
Eu estou como sabe, porque se alguém sabe é o pai e eu.
Parabéns. Pelo seu aniversário e por nós. Por nos ter feito deste barro e por nos ter conseguido dar tudo aquilo que nos deu.
vai ser rija sim! e a minha mãe vai dar-lhe um beijo, que já lhe encomendei o favor :)
ResponderExcluirlinda.... (eu não digo à minha..)
ResponderExcluirbjoz
ResponderExcluirAbençoada pai que fez uma filha assim...
ResponderExcluirAbençoado.
ResponderExcluirahahahahaah... santeiro, roque de certeza, fizeste-me rir o que é sempre bom.
ResponderExcluirestá mesmo bonito Teresa, deixaste-me comovido. Até amanhã
ResponderExcluirmuito santo anda aqui... santo, santo de segunda, santo só há um...
ResponderExcluiristo vai virar uma guerra eclesiástica que promete... me valham os anjinhos
papudos, ardi?
ResponderExcluirsorte tenho eu, não ser um deles...nada de misturas
ResponderExcluire és o quê ardiloso? (e foi o 11...)
ResponderExcluirsou verdinho, gosta de pezinhos, tem uma patrulha e é escuteiro... chega não?
ResponderExcluirnão... continua...
ResponderExcluiramanha a mais.....
ResponderExcluirespero que não seja uma promessa, porque essas já nós sabemos como acabam
ResponderExcluirnão sou santo.. como tal...
ResponderExcluirmelhor
ResponderExcluiracabam de rojo a caminho de fátima, é como acabam...
ResponderExcluirminha cor é verde, nada de confusões, qual rojo qual que...
ResponderExcluirAh, mas aplicas a todos a mesma penitência?
ResponderExcluiros preliminares não variam muito. depois logo vejo como se aguentam para a quaresma..
ResponderExcluir22
ResponderExcluirahahahahahahahahahahhhhhhhhhhhhhhhh
ResponderExcluir... e qual chega à via sacra!
ResponderExcluir(pronto, lá vem o ajoelhar outra vez)
ResponderExcluir(depois dizem que o blog é ca noijo! ninguém falou em ajoelhar!)
ResponderExcluir(mas iam falar a seguir)
ResponderExcluirajoelhar e nas estações todas...
ResponderExcluireu ia dizer que o post me comoveu mas com o desenvolviment desta caixa de coments fico meio sem jeito... mas enfim: olha, comoveste-me.
ResponderExcluirbeijo.
sabes, este blog é estranho... há pouco comecei a seguir esta caixa e a pensar nisso mesmo. Como diz o santo até ao terceiro comentario a coisa ainda está composta, mas depois descamba.
ResponderExcluirHoje à noite falei com a minha mãe. Tinha acabado de chegar do Porto, da exponor. Tinha ido a uma feira e tentava explicar-me, quase como a justificar-se a ela, que teve mesmo que ir hoje, que se não fosse logo no principio so apanhava os restos e que pronto, era assim, a vida não podia parar. Quando acabei de ler esta caixa de comentários pensei nisso mesmo. a vida não pode parar, nem pára, e o que aqui está é a melhor homenagem que podiam ter feito ao meu pai, mesmo tendo acontecido quase que por acaso.
ainda bem que pudemos ser úteis a fazer o que mais gostamos
ResponderExcluire obrigada a todos.
ResponderExcluirEu também posso ser muito útil a fazer o que mais gosto.
ResponderExcluir:-))
e dois :)
ResponderExcluire gostam os dois de fazer panquecas, é?
ResponderExcluireu também sei fazer panquecas, mas já que eles se ofereceram fico sentadinha a fazer-te companhia enquanto eles cozinham
ResponderExcluirDe fazê-las e de dá-las. Sobretudo dá-las às mãos cheias.
ResponderExcluireu sei fazer, mas boas eram as que o meu irmão fazia aos kilos quando chegavamos da noite! já se deve ter deixado disso...
ResponderExcluirai panquecas... com doce de framboesa...
ResponderExcluirTambém eu fiquei comovido, lembrei-me de uns comentários ainda no «aspirinab». Lembras-te? Eu não esqueço.
ResponderExcluirJ.C.Francisco
Lembro bem... e os embrulhos ainda continuam lá por casa à espera de serem desembrulhados...
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