Salpicam-me o rosto as gotas de água salgada, como sangue vertido pelo mar que rasgo agora com a quilha enquanto rumo a um porto qualquer. Salgadas, as gotas, como as lágrimas que não verti no momento em que percebi o quanto me sinto a vaguear sem norte em busca da resposta ao que ainda nem sei perguntar.
Juro que não chorei no dia em que te dei por perdida, eu próprio já de partida para um outro lugar onde pudesse aportar as emoções resguardadas em doca seca da fúria de um temporal interior.
A força necessária para renegar um amor impossível como o demonstravas de cada vez que me deixavas a sós com o desconforto de um ciúme que nunca tolerarias e por certo abusarias se dele te desse conta de alguma forma.
A única coisa que transtorna é a perturbadora constatação de ter a bússola viciada, pois sempre que vou de abalada gravo na lembrança o caminho de regresso.
E sempre que me despeço deste amor encrespado, em busca de um resguardo, a âncora imaginária que me agarra à tua memória (e me arrasta sempre de volta à sensação poderosa que um beijo teu me dá) transforma sempre cada adeus num simples até já.
Shark, este post é enorme, em qualquer lugar do mundo. Enorme.
ResponderExcluir(Antunes de Burnay em modo semi-abichanado)
L'amour, meu caro Comendador, é sempre enorme sob a interpretação de homens devotos a essa causa como nós.
ResponderExcluir(Peço perdão pelo acentuar da bichanice, mas foi o que me saiu...)
Quando nos falta um Norte nem as águas se entendem e não há ponte que nos valha nem margem que nos acolha.
ResponderExcluirE quando nos falta um Sul?
ResponderExcluirIsso é que é dramático, pungente até...
:-)
(eu posso abichanar que não me levam a mal...)
ResponderExcluirSe nos falta o sul parecemos um giroscópio... mas o meu sul não me tem faltado e o Norte, que me levava ao desnorte, há muito que está arrumado no sítio certo da minha bussola.
ResponderExcluirMuito bem...
ResponderExcluirObrigado, parceira.
ResponderExcluir:-)
quando escreves assim fazes-me lembrar tantas coisas...tantas...
ResponderExcluirfico com a agulha desnorteda (chuifff)
Diz sem problemas: mexo-te por dentro à lagardére. E tu gostas.
ResponderExcluir:-)
Epá, a anterior soou talvez um nadinha interiorizada em demasia.
ResponderExcluirMas eu até sou claustrofóbico...
ahahah
ResponderExcluirmexes mesmo. fico "abananada" e gosto!
vocês já viram que até de bananas já falam num post lindo como este? Bem diz o santo, não há respeitinho...
ResponderExcluirEssa é boa...
ResponderExcluirNum post do Shark é perfeitamente natural que ocorram simbolos fálicos às pessoas.
às pessoas de que género?
ResponderExcluirnão se falou de simbolos, nem de fruta, mas de estados...
ResponderExcluirPessoas do género sem pila ou com uma desnorteada.
ResponderExcluirparecia-me que era isso...
ResponderExcluirestes textos deixa-me sem palavras
ResponderExcluirsem palavras e cheia de lágrimas!
ResponderExcluirFicam sem palavras só com os textos?
ResponderExcluirAgora imaginem só o potencial...
:-)
estava mergulhada em lágrimas, a afogar!!!
ResponderExcluirSeriam gotas salgadas, montes delas, mas não exactamente lágrimas...
ResponderExcluir:-)
mas vocês andam todos a carpir mágoas de amor? querem ver que, apesar de tudo, sou a única a andar feliz que nem um passarinho?
ResponderExcluirpassarinho
ResponderExcluirpassarão
aves de rapina
e
cucus
olha isso também sei, mas enquanto o cucu vai e vem eu aproveito.
ResponderExcluirEu ando sempre que posso com o cucu encucustado à parede.
ResponderExcluirdeves ter um cucu muita feio para o esconderes assim..
ResponderExcluirtenho a impressão que não é suposto comer o coelho às 7h da tarde mas não resisto,
ResponderExcluirhum... também gosto de coelho mas é tabu cá em casa... elas acham que é bicho de estimação e não de degustação.
ResponderExcluir(eu vou fazer pernil fumado assado para jantar...
ResponderExcluirnão me parece nada apropriado falar de comida nesta caixinha, mas provocaram-me!)
vocês calam-se com a comida? por aqui marchava um canja, mas não me apetece ir fazê-la
ResponderExcluirÉ o problema das canjas...
ResponderExcluireu ia aí, mas está um bocadito fora de mão...
ResponderExcluirTás a falar comigo, Gaija?
ResponderExcluir:-)))
o coelho já marchou,
ResponderExcluirpois eu também gosto dos bichos mas ainda assim,
estou a ver um filme de criptografia e o código principal chama-se shark, camarada, entraste-me dentro dum filme pá
agora fiz pause
esqueci-me foi das tortas de azeitão, ainda não me passou carago
não, estava a falar com a doentinha...
ResponderExcluir(e o pernil e as batatinhas estão quase prontos...)
obrigada gaija!
ResponderExcluirjá cheira aqui...e mesa posta
ResponderExcluiraqui foram legumes da horta estufados com uma bela peça de vaca... estava bom que se fartava..
ResponderExcluirqueres uma canja,ana? eu faço..
ò teresinha, nem sabes o quão bem me ia saber... mas com arroz
ResponderExcluirtadita, ainda estás mal?
ResponderExcluirfica lá com o 44, q é já a seguir...
ainda tou de cama... sniffff
ResponderExcluirbigada pa kpk
Isso foi alguma corrente de ar na zona dos ombros...
ResponderExcluirClaro que é com arroz. E queres ovinhos?
ResponderExcluirsao os pezinhos ao frio...
ResponderExcluirovinhos na canja... que delícia...
ResponderExcluirachas que ombros assim são sensíveis a correntes de ar?
ResponderExcluirardi... os meus pezinhos não estiveram ao frio
ResponderExcluirpsiuuuu... nao desmascares...
ResponderExcluircom ovinhos mas daqueles lá de dentro (da galinha, claro)...
ResponderExcluirclaro gaija... hummm tão bom
ResponderExcluirolha agora querias ovinhos do galo... ou se calhar do elefante que andou a papar a galinha..
ResponderExcluirana, andas com os pés aquecidos?
sempre muito bem aquecidos, chefa
ResponderExcluirsão aquelas célebre pantufinhas que mamae fez..
ResponderExcluirnada disso, em casa ando sempre descalça
ResponderExcluirnão, mas podiam ser do porco ou da santola!!!
ResponderExcluireu aposto que foi a Santola
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