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Um nó na garganta.
As palavras não querem sair, que nem eu sei que palavras queria que saíssem. E estou assim há horas, desde que outras palavras saíram de uma outra garganta sem nós como a minha. E essas saíram num correr, como é costume, metidas umas nas outras, que se se ouvem quase nem se percebem, e foram uma interjeição no meio da frase, uma vírgula, um sim, estou a ouvir, continua.
E eu continuei. E mais palavras saíram da garganta sem nós e foram dando os nós que ficaram na minha.
Vieram mais. E mais. E mais. E não foram juras de amor, nem promessas a cumprir, nem saudades e beijos e estou aqui estou aí e aquelas coisas que se dizem ou se vão dizendo quando se está longe e se quer estar perto, que a voz não é um cheiro e se entra no ouvido não toca na orelha e se consola não aperta como queríamos ser apertados.
Mas eu fiquei aqui, enrolada em mim, enrolada nas palavras que saíram a correr e que vieram de onde todas elas deviam sempre vir para fazer o que todas elas deviam fazer - mostrar a alma de quem as diz e aquecer até à insensatez o coração de quem as ouve.

17 comentários:

  1. e às vezes leva-se tanto tempo para se perceber isso...

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  2. e a espera pode ser tão desesperante...

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  3. ou tão desgastante, que perdemo-nos por caminhos sem fim quando afinal é tão fácil...

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  4. Depoi do tão bom,o que vem?A desgraça essa é certa.

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  5. zecret weapon,

    http://www.postalescachondas.com/tarjetas/create.php?card_id=2096

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  6. Ora bem...
    Tão jovem e tão lúcida.

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  7. e o que interessa o depois, se o agora é tão bom? NADA!

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  8. quando o agora é bom, não, não interessa.

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  9. Também acho. Sofrer por antecipação há muito que não o faço. Um dia é um dia e acabou-se, que lá por a morte ser certa ninguém fica deitadinho, sossegadinho, como a nêspera do outro, à espera que ela chegue.

    Obrigadaz..

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  10. esse e muitos outros,

    mas olha que não, no fim não temos nada, somos mas não temos, é uma ilusão, mas temos direito a usufruí-la

    fiduciários talvez

    agora quando quiseres dar uma marrada já estás dezculpada pelo exemplo da tua compincha, bem gira

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  11. vou ao 13,

    caldo verde

    vou dormir cedo

    isto de amar Cortos tem que ze lhe diga

    fica bem

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  12. Muito bonito, este pedaço de prosa.

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  13. às vezes corre-me melhor... é só precisa a inspiração certa.

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  14. por acaso pensava nisso mesmo. se por um mero acaso este bocado de prosa viesse parar ao meu pc por outro acaso qualquer eu diria que conhecia a autora. muito igual a ti propria. mas o nosso furagido do peixanario tem razao, lindo sim.

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  15. e lá andas tu a trocar os u e os o...

    mas espera lá, sou assim tão óbvia?

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