Mas se se armam em difíceis vou ter mesmo de ser eu a fazer o vosso trabalho.

Era uma vez duas gémeas loiras, lindas e suecas. Ou outra coisa qualquer, que também ninguém percebia muito o que diziam e elas eram de poucas falas.
Um dia as gémeas lindas e loiras e suecas, ou outra coisa qualquer, resolveram fazer-se à vida e à estrada e andaram, andaram e andaram e estavam loiras e lindas, e gémeas ainda, e quase perdidas por tanta estrada, quando encontraram um santo no caminho. E o santo, que era santo mesmo, limpou-lhes o pó e matou-lhes a sede e recolheu-as para não andarem perdidas.
Deu-lhes uma cama para dormirem e alimentos para comerem. E o santo, que era santo mesmo, foi agradecer a outro santo maior as graças concedidas e as gémeas lindas e loiras e suecas ficaram sozinhas.
E nisto veio um tubarão e comeu-as.

Assim acaba a histórias das gémeas loiras e lindas e suecas ou outra coisa qualquer e do santo que era santo mesmo e do tubarão que não era vegetariano. E o sexo desenfreado e o bacanal ficaram aqui pelo meio, que só não reparou quem não quis.

20 comentários:

  1. isto é uma fábula não é? quando mete animais.... a moral é que me escapa um nadita. mas pode ser que alguma alma caridosa me esclareça.

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  2. queres moral numa história com sexo desenfreado?

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  3. ahahahahaha!!!
    (A resposta merecida)

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  4. Pobre La Fontaine, o senhor se lê uma coisa destas inda vai parar a um hospital ou coisa pior.

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  5. Que história tão linda...
    Adoro finais felizes.

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  6. Final?? O final ainda não está escrito, mas passa por um tubarão sem conseguir fazer a digestão e, aí sim, teremos a tal moral que o santo queria - os tubarãos, mesmo sendo tubarões, não podem ter mais olhos que barriga.

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  7. lambão.

    (ja agora, o lá em baixo camarada santo... não são incompatíveis?)

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  8. ó santo, andas a aproveitar as minhas deixas? Lambão é para os pastéis de belém...

    E já agora santo, não te queixes, que quem não come por ter comido não morre de doença de p'rigo...

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  9. Bem conversadinho tenho uma barriga mais elástica do que a pele da Jane Fonda (ia dizer da Lili Caneças, mas decidi fugir ao cliché).

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  10. (como é que ele conhece a pele da Jane Fonda e da cliché?)

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  11. (Faço uma perninha, perdão, uma barbataninha na cirurgia plástica. E já estiquei muitas peles ao longo da atribulada existência nesta mente conturbada.)

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  12. E lá diz o provérbio - pele esticada, gaja amansada...

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  13. (ai guru, que se esta é mal intendida fica das tais que me faz ter vergonha à posteriori...)

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  14. Eu não li nada. Homem honrado não tem ouvidos.

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  15. Olhos pá, olhos.

    Ou dedos pá, dedos.

    Sim, que pelo post (acho que fica bem às vezes falar dos posts), nada como o braille.

    Por ser uma linguagem universal, claro.

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  16. Eu cá nessas coisas safo-me bem em qualquer língua.

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  17. Ó santo, só podes estar coberto de razão, que elas deviam era ser ceguinhas....

    poliglota, conheces o esperanto? Dessa é que eu gosto...

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  18. É só teres à mão um dicionário para me avivar a memória.
    Não será pela língua que a coisa murcha.
    (Neste caso a coisa é a cena, o assunto, o tópico, enfim...)

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  19. (O esperanto não há de ser mais traiçoeiro do que o português...)

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