Parece lógico até ao mais distraído que a "posição do missionário", tida como a mais ordinária para o acto sexual da Humanidade, não teria este nome na Idade da Pedra, mas, garante Marcos Garcia, ao jornal espanhol "El Mundo", há milhares de anos que existem as diferenças entre sexo recreativo e reprodutivo.
Em grutas e abrigos, entre peles de animais e camas de folhas, há milhares de anos o cardápio das actividades sexuais incluía práticas "hoje mal vistas", diz Marcos Garcia. O estudioso não especifica, mas diz que a mostra, patente em Burgos, Espanha, aborda exemplos pré-históricos de sexo oral, "voyeurismo", masturbação e sexo com animais.
Quer-me cá parecer, mas isto sou eu a botar-me a adivinhar, que a desculpinha do não venhas com invenções vai deixar de pegar.
Ó Peixa, eu percebo o que tu queres dizer e até já falámos nisso e eu concordo contigo mas dava-me jeito pôr umas achas na fogueira e eu sei que tu és minha amiga e não te chateias e nem levas a mal e pronto está feito e agora também não vou desperdiçar esta prosa toda mais as sacanas das fotos que me deram tanto trabalho a pôr.
Ora muito bem, cadernos a estrear, canetas novas, lápis afiados, resmas de papel, o Verão acabado, a praia fechada, tudo pronto para começar de novo.
Ponto da situação? Ponto morto, pois claro, portanto um olho na vizinhança para ver como param as modas e as modas não param, andam até numa agitação que se esvoaçam as saias e voam as cabeleiras umas mais postiças outras mais queimadas que o Sol quando nasce, dizem, é para todas.
Mas do que se fala por aí? Fala-se daqui, de blogues, de blogueiros, de bloganços e a procissão já há muito que saiu do adro e ainda ninguém se entende e lá vai de discutir se o andor é só um andor ou se é o poiso do senhor e se o senhor é aquele do manto roxo ou aquilo é só um boneco pintado que o Senhor, como toda a gente sabe, está no céu a zelar por nós e isso queríamos nós saber certinho onde fica o céu que até metíamos no GPS e era fila à porta a pedir benesses que tanto precisamos delas.
Ora muito bem, mas vamos lá pôr ordem nisto. Fachefavor, os meninos, que já devem ter tomado o pequeno almoço e dormido descansados, ai, não é isto, eu ainda não sou ministra da educação, mais uma tentativa, ai a porra, podem olhar para as figurinhas ali de cima? Um canivete suíço é um canivete suíço. Um chocolate não é um canivete suíço mas só um chocolate. Temos portanto que um chocolate, mesmo que pareça um canivete suíço, é só um chocolate e um canivete suíço, mesmo que pareça uma mariquice cor de rosa, é só um canivete suíço e toda a gente sabe, e percebe, a diferença entre um canivete suíço e um chocolate. Agora o busílis é sabermos para que serve um chocolate e para que serve um canivete suíço. Um chocolate servirá para algumas coisitas e se esquecermos que pode servir também para nos dar cabo das nossas preciosidades quando nos esquecemos da puta do chocolate do café no fundo da mala e ele derrete em cima de tudo o que por ali anda, tudo o resto são coisitas boas. Podemos comê-lo, podemos com ele ser comidas, ai esta não era para escrever, pois não?, podemos rechear bolos, podemos matar a fome e podemos mais umas tantas coisas, todas elas saborosas. Com o canivete suíço começa tudo a complicar-se um pouco. Olhem, olhem lá outra vez para as figurinhas e digam-me, se conseguirem, o quanto não poderiam fazer com aqueles canivetes.
E agora, o que é um blogue? Vá, repitam comigo, todos em coro, um blogue é só um blogue. Outra vez e agora diferente, um blogue é apenas um blogue. Mas afinal onde é que tinham dúvidas? Um blogue também é um pedaço de pão? Um blogue também é um macaco hidráulico? Ora gaita, claro que não. Um blogue é só e apenas um blogue da mesma forma, igualzinha, que um filho é só e apenas um filho porque, caraças!, se um filho não é só um filho mas também, sei lá, um irmão, está merda feita. Restringir um conceito a ele próprio não é desprimor mas lógica pura. Um livro é só um livro, há é livros diferentes e diferentes utilizações deles, que eu até os posso usar para tentar matar o sacana do rato que me passou à frente mas essa história, a da assassina de ratos em que me tornei durante as férias, fica para depois das vindimas.
E portanto era só isto que vos queria dizer, caso alguém, perdido, ainda ande por aí. Um blogue é só um blogue, a serventia que lhe damos isso é já outra conversa mas fica para a próxima que agora não tenho tempo.
A MINHA NOTICIA DO DIA - VIII
“Se há coisa que eu costumo dizer é: aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento e não deixem nada por dizer, nada por fazer.”
António Feio (1954-2010)
E hoje vou rir… Rir muito. Que acho que essa é a melhor maneira de o homenagear.
A MINHA NOTICIA DO DIA - VII
Ghob, é o Rei da Terra, e mostra-se solidamente. É atarracado, pesado e denso; aparece na imagem tradicional do gnomo, ou “goblin”, transparecendo idade avançada, força animal e uma grande sensação de “peso” intrínseco.
«Serial-killer»: o estranho caso do assassino que dizia ser «rei Ghob»
Parece-me que para além do alegado homicídio de 3 jovens, este senhor deve ser acusado de crime ambiental (olhai aquela casinha, olhai).
Além dos supracitados crimes, eu juntava ainda a autoria moral do crime de ofensas graves à língua portuguesa pelo texto que acompanha o vídeo do senhor que eu acho tão bom, mas tão bom, que não podia deixar de partilhar convosco!
O que eu tenho para vos dizer é:
Bora lançar cá para fora a nossa energia e a nossa ira e acabar com o fim do mundo!!!!
E eu podia continuar com isto ad eternum que o senhor tem mais vídeos no You Tube que a Shakira, essa grande cantora africana.
A MINHA NOTICIA DO DIA - VI
Eu juro juradinho que ia fazer uma longa reportagem sobre o Rei Ghob, mas depois mandaram-me isto e o rei dos gnomos fica para amanhã que isto é irresistível!
A MINHA NOTICIA DO DIA - V

Sociedade de apostas russa quer comprar Paul, o polvo, por 100 000 dólares
Tenho ali um ratito no quintal que garanto que não falha um prognóstico!*
A MINHA NOTICIA DO DIA - IV
Levantei-me cedo. Estou farta de andar de um lado para o outro. Estou a sentar o retroback pela 1ª vez desde as 8 da manhã. Sim, eu sei, é fim-de-semana, mas ide lá dizer isso à vida social do mais novo e da mais velha desta família?
Em virtude dos diversos destinos deste dia, dei de caras com a capa de uma revista e é com grande pena que não vos posso dizer qual era, mas toda a gente sabe que a Dory não é propriamente conhecida pela sua grande memória. Mas o que é importante ficou retido; eu diria mesmo que ficou gravado nesta cabecinha.
Ora a noticia de capa não era nada mais, nada menos:
“A DIFICIL RELAÇÃO DE CRISTIANO RONALDO COM O FILHO”
Ora ajudem-me lá se puderem…
O sacana do puto não nasceu precisamente há um mês? Dizei-me lá em que é que aquele relacionamento pode ser difícil! Eu sei que o meu filho já nasceu há muiiiiiiiiiiiiiiito tempo. E que não tenho grande memória, mas do pouco que retenho, essa fase foi até cá em casa baptizada como a fase “Pila para dentro pila para fora mama para fora mama para dentro dorme e recomeça do principio”. Eu compreendo que o CR não tenha a parte da mama para fora (neste contexto, pelo menos), mas há por aí no mercado umas tetinas anatómicas que são um mimo (CR, se me estás a ouvir, manda-me um mail que eu ensino-te tudo sobre este tema que sou gaija que consegui destruir 10 tetinas de uma só vez e sobrevivi para contar).
Para além do mais, o pikeno chegou quando mesmo? Há 15 dias? Consta também que o pai babado terá rumado ao ‘istrangeiro’ pouco depois. O que me leva a crer que o ‘difícil’ relacionamento se deva a incompatibilidade de agendas entre pai e cria? Ou vão-me querer convencer que o CR jr. é o sucessor da menina do Exorcista?
Tianinho queres saber o que é relacionamento difícil? Experimenta passar uma noite a pé porque o puto está com cólicas e só sossega agarrado a ti enquanto o embalas; experimenta ouvi-lo horas a fio a chorar sem que saibas porquê e tu já rezas por tudo quanto é santo que alguém apareça para que tu possas cortar os pulsos sossegado sem deixares o miúdo sozinho em casa; experimenta olhar o raisparta do puto nos olhos e pensar que és o responsável pela felicidade daquela coisa; experimenta pensar que a vida é efémera e que aquela é tão frágil e depende de ti.
Quando fizeres isso e sentires o coração amarfanhado com uma dor tão forte causada por um mero pensamento, aí, meu caro, falar-me-ás, não de dificuldade de relacionamento, mas da catrefada de sarilhos – que mulher alguma poderá igualar - que arranjaste para a tua nova vida que está agora a começar.
P.S.: Este momento não teve o alto patrocínio da NUK mas foi a imagem que se arranjou e eu acho mesmo que o CR precisava desta dica.
A MINHA NOTICIA DO DIA - III
Porque nós sabemos que se há coisa que anda bem, no nosso país, é a justiça. E qual é a justificação? Faltam recursos humanos. Faltam sistemas que simplifiquem. Coisa que, agora sim, se vai resolver com cortes orçamentais. Já agora fica aqui uma sugestão desta que muito vos aprecia, talvez seja melhor os senhores do governo considerarem a hipótese de rever os prazos de prescrição. É que é boa ideia os gaijos estarem adaptados ao ritmo alucinante do passo de caracol que pauta o sistema.
Mas analisemos outra pikena parte da noticia:
A mim parece-me bem. Até porque eu sempre quis saber se os senhores advogados teriam coragem de levantar a toga e mostrar o rabito ao senhor Ministro. Com estas medidas, cheira-me (este verbo não promete grande coisa depois da palavra ‘rabito’) que é coisita para eu tirar as dúvidas.
A minha notícia do dia- II
Está tudo doido ou é só impressão minha?
«Cordeiro, o Evangelho segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo», de Christopher Moore e editado pela Gailivro, foi o livro escolhido pelo polvo mais famoso do Mundo, Pau, para o Verão.
O polvo Paul, que adivinhou a vitória da selecção espanhola na final do Mundial de futebol, poderá estar "de malas aviadas" para Espanha.
Durante uma sessão do Conselho Municipal de Taipé, os autarcas Huang Hsiang-chun e Liu Yao-ren, do Partido Democrático Progressista, na oposição, tentaram replicar as previsões do polvo Paul com as eleições do município da capital taiwanesa, revela esta quinta-feira o diário «Taipei Times».
Sotãos
Chama-se " Grande Livro da Casa do Algarve" e fica guardado no móvel preto da sala. Entradas curtas, escritas à mão num festival de caligrafias que nos últimos 35 anos foram registando as férias de quem por aqui passou. Ou o que se podia, e queria, registar das férias de quem por aqui passou, que eu já estive quase quase para telefonar à Ana C para lhe pedir que me avivasse a memória porque não me lembrava, não tinha ideia alguma, que ela tivesse estado cá comigo mas lá está, no Grande Livro, na página 36 - "17 a 21 de Junho de 1992 – Teresa e Ana C. Tempo óptimo apesar das previsões meteorológicas. O único senão foi (e continua a ser) o enorme abcesso que me transformou a cara numa massa disforme. Que férias!..." e a letra é a minha e Teresa sou eu mas a Ana C, raio de memória que me falha nos pormenores e me limpa a perspectiva histórica, percebo agora, não era a Ana C, que essa nunca cá esteve, porque quem cá esteve comigo, quando se faz luz nas nossas cabecinhas o mundo fica logo diferente, dava por outro nome e era bem mais encorpado que a Ana C.
E o Grande Livro é todo assim, cheiinho de vidas, de gentes, de pequenos apartes que fazem a história de uma família grande, a minha, que dividia irmamente uma casa de férias. E é por ele que agora sei que no dia 7/7/77 chegou a chuviscar, que eu os meus pais e os meus irmãos fomos ao Cabo de São Vicente e que apesar do dia estar pouco agradável as lulas estavam boas, ou que os únicos telefones públicos por aqui eram no quiosque da praça de Albufeira ou na cabine em frente ao Banco Pinto & Sotto Mayor, que a bomba de gasolina mais próxima era na estrada da Balaia, que a pesca ao currico se faz com amostra metálica, de manhã e à tarde, e que às restantes horas cu-rico só na Praia da Falésia, que o grelhador foi comprado em 1978 e custou 450 mil reis, que a família Chiodo visitou-nos em 79 e prometeu voltar, que o Pedro F. passou por cá em 1980, que em 1991, e graças à colecção de panos de cozinha da tia N., voltámos a ganhar o popular prémio "a varanda mais folclórica", que o Conan, que na altura tinha nome próprio e apelido e era namorado da minha prima, assinou o Livro em Agosto de 83, que os empregados de um tal Restaurante Venezia eram giros e que o bar da Quinta do Lago (haveria só um?!) tinha bons cocktails e era "favorável ao engate".
E há histórias de tarântulas gigantescas, de gatos pequenos, de angústias, de casamentos, funerais e aniversários, de amigos que já morreram e amigos que nunca mais vimos, de puxadores de portas que se partiram e torradeiras que se compraram, do vento que derrubou árvores, do coração que derrubou o meu pai, dos centímetros todos que a Clara, com 4 meses, aqui cresceu, de maridos, mulheres e namorados oficiais, que tinham autorização para sair da clandestinidade e deixarem o nome no Livro mas que não deixaram mais nada, e que desapareceram das vidas de quem por cá esteve com eles.
O "Grande Livro da Casa do Algarve" poderia um blog se não tivesse o dia 3 de Outubro de 1975 a datar o primeiro post e hoje eu, tal como a Peixa há uns dias, andaria mergulhada em arquivos na vez de desfolhar páginas e seguiria links na vez de ir atrás de setas desenhadas a esferográfica azul e sairia do blog tal como saí do livro, coberta de pó, nostálgica, saudosa e feliz.
Um blog é só um blog e um livro, mesmo que seja O Grande Livro, é só um livro. O que encontramos lá dentro, o que encontramos aqui dentro, as histórias que lembramos, as pessoas que por cá ou por lá passaram, os afectos que ficaram ou se foram, são, também, a nossa vida e este blog, este Cabra de Serviço, pode não ter 35 anos da minha história mas faz, definitivamente, parte dela. Com letras desenhadas ou em caracteres de computador a diferença é nenhuma porque o que está, e o que fica, guardado no blogger ou no armário da sala, são vidas de gente que se cruzam e descruzam e se nesta casa de férias passaram muitos que não vão poder voltar nunca há outros que continuam a aparecer e outros ainda que até podiam ser o namorado da prima com nome e apelido e entrarem pela porta 1, ou 2, e voltam a aparecer com nome de super herói, mais de vinte anos depois e por um caminho diferente porque a porta, ou as portas, para a nossa gente, a que foi, a que é e a que virá a ser, continuam abertas e casas de férias, mesmo que se durma no chão, têm sempre espaço para mais alguém.
A MINHA NOTICIA DO DIA - I
«Desesperado» pegou na retroescavadora e destruiu igreja da IURD
Pois que parece que o senhor ‘marchou’ de retroescavadora desde a porta ao altar por ter dado €100.000 aos senhores da IURD. Ora, soubesse eu que o senhor era tão mãos largas e já o teria contactado. Mas o que eu gosto mesmo é do tom blasée com que ele relata os factos para os repórteres televisivos…
NEWS
É provável que este blogue tenha, a partir de agora, algumas rubricas regulares. A coisa ainda está a ser estudada. O Eng. Sócrates discorda de algumas alterações. Barack Obama começou por dizer que se o PM português não cooperasse connosco iria invadir o país, mas depois lembrou-se qual era o país e tal como de costume, chega a hora da verdade e todos têm de ir para casa. Consta que o Parlamento Europeu irá discutir as alterações antes das férias de verão, mas é melhor não contar com isso.
Assim sendo, e à boa maneira portuguesa, vamos avançar com as obras sem licença de construção e seja o que Alá quiser.
A primeira rubrica regular segue já de seguida…
O CARTEIRO TOCA SEMPRE DUAS VEZES
Há para aí gente que me prometeu ‘uma carta escrita, para ti cara bonita’ e, eu já viciada na caixa do correio, ainda não recebi nadica de nada.
Sou uma desgraçada é o que é!!!
THE ENGLISH PATIENT
Neste filme, há uma cena fascinante quando a expedição da Sociedade Geográfica se depara com uma caverna, no deserto, com imagens pré-históricas de homens a nadar – the cave of swimmers. Os membros da expedição ficam maravilhados com a beleza dos desenhos, com a imponência da sua descoberta.
Eu ontem senti isso. De tal forma que fiquei deslumbrada até às 3 e tal da manhã a contemplar os ‘desenhos’ que me fascinavam.
Andava à procura de uma data e, por isso, vim aqui. Sim, aqui ao Cabra de Serviço. O sentimento que tive, a principio, foi de que estava a entrar no sótão. Aquela sensação de estar a mexer em coisas que decidimos deixar para arrumar mais tarde e ficam muito tempo esquecidas. E como as deixámos lá demasiado tempo, sentimo-nos desconfortáveis. Porque queremos as coisas arrumadas. Não queremos questões pendentes que não sabemos que rumo lhes dar.
Quando entrei, fui direitinha ao mês que procurava e depois perdi-me… Perdi-me na CJ a perguntar pela enésima vez se lhe estávamos a esconder alguma coisa (claro que não!); Perdi-me no Visconde a chamar-me teimosa (nunca, jamais); Perdi-me nas gémeas do Santo (loiras. Sempre loiras); Perdi-me na Gaija a chamar-me Peixa Maria (garanto-vos que nunca mais ninguém chamou Peixa Maria com tanta autoridade); Perdi-me no Shark a ameaçar-me com palmadas na barbatana traseira (era mesmo barbatana do cú mas isto é um post, mais ou menos, sério); Perdi-me na Chefa a debitar ordens às quais ninguém obedecia (tu sabes que é verdade, escusas de empinar o nariz); Perdi-me na SSV e como me fazia sempre sentir uma xavalita (e odiavas a Lola e até hoje não percebo porquê); Perdi-me no Cy ainda à procura da colher de café desaparecida (e há a outra cena das gatas mas deixemos lá isso); Perdi-me na AnaT a ser provedora do comentador (um cargo mui nobre, diga-se de passagem, que aquilo não eram gaijos fáceis de contentar); Perdi-me na Mila que perdeu a vergonha (ainda estou é à espera do Magalhães, mas enfim…); Perdi-me na Elle e nas suas caipirinhas (e as garrafas de Alvarinho que ainda devem estar lá em casa à tua espera); Perdi-me na Rachel que havia encontrado ontem noutra “Junta de Freguesia” e na sua pronúncia do Norte (e o barrigão com que eu a imaginava grávida?); Perdi-me… Perdi-me… Perdi-me…
Entrei no sótão para ir buscar algo e acabei lá sentada, no meio do pó, a folhear álbuns de fotografias antigas. Entrei na Caverna e maravilhei-me com os desenhos.
Mas tal como nos álbuns de fotografias antigas, nós não podemos recriar aqueles momentos. Foram únicos. Inestimáveis. E irrepetíveis.
Tal como na caverna, nós não podemos redesenhar os nadadores. Esses retratam aquela realidade que hoje é outra.
E tal como nas fotos e nas gravuras da caverna, há sempre mais gente que, apesar de não aparecer, contribui em grande parte para o que ali ficou imortalizado.
Sabem aquela frase célebre que outro excelente escritor desta casa gosta tanto de citar e em que defendia que não devíamos voltar onde já fomos felizes? Hoje estive quase a dar-lhe razão. Mas não posso. Talvez não possamos ser felizes como já fomos naquele lugar, mas nada nos impede de ser felizes de outra forma.
Eu não sei se este post é o fim de uma era ou o principio de outra. Não sei o que está por trás da porta nº 1 ou da nº 2. Por vezes, gostava de ter o desprendimento de dizer que é só um blogue e que quem cá escreve(u) eram apenas nicks. Não tenho era coragem. Não partilho dessa opinião. Aliás, já o tinha dito nos golden days. BS (caso já não te lembres, é BullShit)! Eu acho. E podem vir com teorias de que sou uma sonhadora e uma idealista e o camandro que esta ninguém ma tira. Mas como dizia o outro: whatever get’s you through the night…
Mas lá estou eu a perder-me, como de costume… Como eu dizia, eu não sei como vai ser amanhã. Muito menos, sei os pensamentos dos outros membros deste estamine. Posso apenas falar por mim. E a Mim andava incomodada com o ‘pó’; a Mim achava que quem nos continua a visitar na esperança de ver algo novo, merecia mais de nós do que a remissão ao silêncio; a Mim, ontem, andou a fazer viagens down memory lane: e foi a Mim que hoje disseram aquelas palavras que eu tanto gosto (not) ‘um blogue é apenas um blogue’ (o que em si é uma contradição dos termos. Se um blogue é só um blogue porque raio importa aquilo que outro blogger sente ou pensa?). Logo, tornou-se urgente aquilo que a minha mente adiava há tanto, tornou-se prioritário escrever. Escrever aqui. Escrever-vos. Pedir desculpa a todos que ainda vão perguntando por nós nas caixas de comentários e que não tiveram resposta. É que um blogue não é apenas um blogue. Por trás de um blogue estão pessoas. Um blogue é feito por pessoas e para pessoas, por muito imbecis que sejam os seus nicks. Um blogue nunca é apenas um blogue porque uma pessoa nunca é apenas e só uma pessoa…
AMERICAN GIGOLO
Então não é que chegou ao meu conhecimento que a nossa pura, casta e digníssima Chefa conhece, pelo menos, 2 mulheres que privaram (do verbo conheceram horizontalmente) com gigolos? Não, não estou a chamar nomes aos senhores. É mesmo a sua categoria profissional.Se a Peixa faz eu não lhe fico atrás
Faço é o contrário.
Nossa Mente ofereceu-se para ser a receptora das vossas cartas. Eu ofereço-me para escrever uma carta a quem se voluntariar para a receber.
Garanto o classicismo da dita e a conformidade com todos os cânones porque experiência epistolar não me falta.
PS: a minha letra é legível q.b.
Memórias de Abril (ou outro mês qualquer que da data já não me lembro)
A minha filha ontem perguntou-me se eu conhecia o Vitorino. Ela, que até nem é analfabeta musicalmente, não estava a ver quem ele era mas a boina preta e algumas músicas colocaram-na no sítio. Porque raio me perguntou se o conhecia não sei, mas os filhos acham sempre que nós, pais ou mães, somos assim uma espécie de super heróis que conhecemos tudo e sabemos tudo.
O que ela não sabe, e eu não lhe digo, é que eu conheço o Vitorino. O Vitorino já não me deve conhecer a mim mas eu nunca me vou esquecer do Vitorino. É que ele, Vitorino, está escrito em letras de oiro nas histórias da minha vida.
Eu conheci o Vitorino sim. Era uma catraia, advogava há pouco tempo, e o Vitorino andava por lá, pelos meus sítios. O Vitorino, na altura, era dono do Ritz Club, ali, na Praça da Alegria, e o Vitorino sempre que estava comigo perguntava-me porque nunca tinha eu aparecido pela casa que era dele.
Sei lá, Vitorino, porque não, mas uma noite destas apareço por lá.
Tinha mais que fazer, mais por onde ir, não tinha filhas a perguntarem-me se conhecia o Vitorino, o Plateau tinha umas noites giras, outros que nem digo o nome também e, ó Vitorino, Ritz Club era uma chatice, música de baile estás a ver?
Um dia, ou uma noite, apareceram-me uns clientes do Porto. Dois casais. Meia idade, muito compostinhos, muito cheios de cerimónias. Fui destacada para lhes servir de cicerone na Lisboa à noite e a seguir ao jantar fizeram-me o pedido - queriam dançar. Dançar, dançar? Isso é complicado mas se querem bailinho, Ritz Club, pois claro!, e junta-se o útil ao agradável.
É que estava tudo a correr bem, muito bem. A mesa era boa, perto da pista, o ambiente estava composto e eles estavam felizes. Até que, e há sempre um até que, Vitorino apareceu. Ele até podia ter aparecido e ficado por lá longe mas não, apareceu, veio direitinho à nossa mesa e atirou-me a boa noite que nunca mais esqueci e eles, os meus convidados, quase de certeza que também não:
- Então dótoura, por aqui num bar de putas?
Gosto de pessoas com sentido de humor, gosto muito, mas ó Vitorino, era preciso assim tanto?
LETTERS AT MIDNIGHT
“Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.”
(Fernando Pessoa)
Hoje decidi ressuscitar uma arte milenar que tanto riso e tanta lágrima já trouxe a gerações infindas.
A coisa começou aqui há umas semanas à laia de desafio: “Ah… Agora mandam-se encomendas e já nem um bilhetinho as acompanha?”
A chamada de atenção fazia todo o sentido. E, como forma de me desculpar, atirei a promessa de uma carta. Uma carta ‘à séria’.
Esmerei-me. Mas esmerei-me com a prata da casa. Com os envelopes que agora têm todos janelas colocando um remendo. Com papel bonito.
Mas, na resposta, esmeraram-se mais. Não havia remendo no envelope. O papel imaculado de gramagem certa combinava com a tinta negra da caneta numa caligrafia irrepreensível.
No meio das duas páginas A4 manuscritas, o comentário ao remendo na janela do envelope.
Toda a gente sabe que me irritam as mesquinhices. Principalmente, se tenho que dar a mão à palmatória.
Vai daí, Peixa Maria (que a continuar a falar tantas vezes na 3ª pessoa, ainda acaba convocada para jogar na África do Sul em Junho), tirou-se de seus cuidados e calcorreou toda a xafarica de toda uma cidade média. Só ao fim de uma hora, o objectivo foi conseguido.
Tenho ali na minha pasta linda, nada mais nada menos, que dois conjuntos daqueles de papel de carta que todos tivemos em miúdos. Perfumados e com coração no envelope e tudo. Para intervalar a piroseira, o papel da gramagem certa também lá foi colocado assim como envelopes de várias cores. Aliados às canetas de tinta permanente com cartuchos sépia e violeta, vamos lá ver se na volta do correio ainda se arranjará alguma criticazinha.
Fora a picardia… Que tal usarmos isto como um desafio? Que tal todos nós (eu vou, de certeza, mas enfim…) fazermos uma pausa na fast communication e escolhermos alguém a quem endereçar uma carta até ao final do mês?
Se não tiverem ninguém, até vos dou a minha morada e prometo que respondo e tudo.
Vamos ressuscitar o sorriso ao abrir a caixa do correio. Vamos reviver a ansiedade da resposta que demora mais de 24h. Vamos voltar a conhecer as pessoas pela sua caligrafia. Vamos dar, novamente, sentido ao Post Scriptum…
E, já agora, se não der muito trabalhinho, depois contem-me lá se foi tão bom para vocês como foi para mim…
Eu sei que fui eu que as pari mas não me podiam chamar pai?
Estão as duas sozinhas no mar, estou sossegadamente ao Sol mergulhada num livro e, de repente, oiço Mamã. Um olho no burra, outro no cigana e tudo parece bem.
Não me mexo.
Mamã outra vez.
E outra. E a voz esganiçada de uma delas está cada vez mais histérica.
Caramba, está tudo bem, eu estou a vê-las, no pasa nada, sacanas das criancinhas que não me deixam em paz e o nadador salvador, aqui à minha frente, até tem umas costas giras.
Mamã!
Pronto, vou levantar-me, a custo mas vou, e parar com a escandaleira num instante.
Pouso o livro, mexo uma perna, a seguir outra, os olhos sempre postos na histérica que grita e na outra que não grita mas que pode ter, sei lá, um tentáculo de um polvo gigante a agarrar-lhe a perna debaixo de água e a deixá-la paralisada, e já estou quase três quartos levantada, a custo mas estou, já disse que era a custo não já?, quando vejo a caladita e sossegadita, a compor, parece que finalmente, o soutien do bikini e a outra a calar a sirene.
Ahhhhhhh!.... Era mama!.....
Raisparta as adolescentes que me baralham toda.
(está bem, percebido, vou ter de afinar os meus sensores que parece que estão uns anitos desfasados...)
Por favor expliquem-me
Foi por causa dos portugueses andarem há muito tempo tesos que o Cavaco promulgou a lei que aprova os casamentos gay?
(há aqui qualquer coisa estranha, não estou é a ver bem o quê...)
Começo a ter tantas saudades da música do Noddy
Sete e meia da manhã. A gaijinha entra-me quarto adentro parecendo a manada de elefantes do costume.
- M´mã, acorda
- Hummm...
- Estou a ouvir o Cavaco
- ........................
- Ouviste o Cavaco?
- Hum, hum...
- Ele promulgou a lei, sabias?
- Hum, hum.
- Tens de o ouvir, eu já ouvi duas vezes e não percebo.
- Hummmmmm......
- Ele disse que aprovava a lei para se começarem a resolver os problemas importantes das pessoas ou para resolver um dos problemas importantes das pessoas?
- ..........................
- Ele é maluco, não é?
- Hum, hum.....
- Eu acho que este era um problema importante. Vou ouvir outra vez, nem quero acreditar...
- ..............................................................
(e eu quero é continuar a dormir.... eu não estou mentalmente preparada para abrir os olhos e ter uma catraia a apontar a dedo as fragilidades do discurso de sua excelência o presidente da república ainda antes das oito da manhã.... tragam o Doraimon de volta aos meus despertares....)
HE’S NOT THAT INTO YOU
Ando em arrumações frenéticas naquela divisão que já teve vários nomes mas que presentemente se designa como escritório/quarto de hóspedes.
Entre os milhentos papeis em que peguei, estava uma folha de papel meio amassada com inícios de posts que nunca o chegaram a ser. Uma dessas frases era:
“Há um certo encanto num homem que abandona uma reunião com o único propósito de ouvir a minha voz.”
O que me assusta aqui não são as dezenas de pérolas de posts que se perderam.
O que me espanta não é homens deixarem tudo para trás para ouvir a minha voz. Como diria alguém famoso: acontece-me com frequência.
O que me preocupa é ter que dar voltas à cabeça para descortinar sobre quem era o post!
É que só há duas hipóteses: ou ele não era nada de especial ou a minha memória já não é o que era!!!
Ass: Dory
Gaijos, chegai-vos aqui e listen very carefully, I shall say this only once.
Gaijos, estão perdoados! Eu, agora, percebo-vos...
As gajas são absolutamente desesperantes. Eu não acreditava em vocês mas também têm de perceber que não me dou muito com gajas. Se a gaja sabe dizer umas coisas eu ainda a aturo, se for burra que nem uma porta mas tiver um belíssimo par de mamas mesmo assim descarto-a rapidamente que o olho não me foge para essas coisas e a burrice cansa-me.
A Maluca, a nossa Maluca, é provavelmente a gaja mais gaja que algum dia usou um par de collants. Aquelas coisas que vocês dizem das mulheres e que nos deixam a nós, gaijas, desvairadas, são todas, todinhas, verdades absolutas. Eu e a Peixa temos cumprido bem a nossa penitência e a descida aos Infernos masculinos fez-nos passar a respeitar gerações e gerações de homens. É que basta encontrar uma destas, uma vez na vida, para nos marcar profundamente a ferro e fogo.
A história da Maluca é a normal. Fugiu-lhe o olho para um gajo, por acaso muito gaijo, encantou-se com ele, deu-lhe conversa, ele respondeu-lhe, que a gaja tem um vale no decote que parece o Grand Canyon, e a Maluca apaixonou-se. O tipo, que tinha ar de já ter encontrado outras malucas na vida, correu com ela rapidamente e a Maluca passou-se. Quando a encontrámos andava a chorar, tanto... tanto...., por tudo o que era sítio, pedia-lhe para voltar, soluçava muito e entremeava isto tudo com os epítetos que qualquer gaja ressabiada usa nestas alturas, sendo que mentiroso e tarado sexual eram os mais simpáticos.
Percebem, é fácil de perceber, que eu e a Peixa, almas caridosas, prontificámos-nos de imediato para ajudar a alma desconsolada, e de caminho saber a história toda que aquela coisa do tarado interessava-nos..., mas o pior é que a gaja era alérgica à aproximação de outras gajas, morria de medo que fossemos mais viúvas desconsoladas à procura do gajo desaparecido, e pouca conversa nos dava. Solução? O gaijo, o próprio.
E uma noite, já lá vão muitos dias e muitas noites, o gaijo falou com a gaja. A aposta da Peixinha era que a Maluca me topava ao segundo email mas nessa noite, cento e tal emails depois e muitas horas de conversa, tinha a Maluca na mão. Desde aí sou o gaijo (também sou mais umas coisas, incluindo a irmã do gaijo, que se lhe quis ouvir a voz tive de tirar as calças e vestir as saias...) e estou doida com ela.
A história dessa noite ainda vai ser pormenorizadamente contada porque foi nessa noite que a gaja nos comeu, que eu assassinei um coelhinho e que jogámos tudo no preto, saiu vermelho, e mesmo assim ganhámos. Mas hoje o que me está a desesperar é a incapacidade de conseguir falar gajês. Ela não entende uma porra (estou a ser macho, percebem?). A gaja tem uma ideia fixa na cabeça, quer saber porque raio o outro, que agora sou eu, correu com ela e não me larga a braguilha. E eu sei, de certezinha, porque foi corrida. Sei e já lhe expliquei, a gaja é insuportável, mas ela não se conforma, ela quer ouvir-me dizer o que ela meteu na cabeça que era verdade - eu desapareci porque me estava a apaixonar e não me quero apaixonar.
(Pequeno aparte, toda esta situação tem despertado em mim e na Peixa uma tendência carroceira, nunca na minha vida tinha dito tantas asneiras, e agora, estivesse eu com a Peixa, e diria, Foda-se, a puta da gaja não vê um caralho à frente dos olhos, mas como estou aqui, em público, vou continuar como de costume)
A gaja é burra, muito burra, a gaja não percebe o que se lhe diz, a gaja é corrida e volta para oferecer miminhos, e carinhos, e beijinhos fofinhos (nestas alturas eu e a Peixa fazemos uma pausa para o vómito) e quanto pior a tratamos mais ela nos chama pequenito e nos diz que nos adora. A gaja quer falar com a família toda - falou com a "mana" e foi com sorte... - a gaja manda emails a todos os nossos supostos amigos, a gaja controlava tudo o que o gaijo (o outro) fazia, a gaja telefonou para o sítio onde pensava que eu (ele...) trabalhava à procura dele, a gaja é maltratada por mim forte e feio e volta sempre.....
Gaijos, estou solidária com vocês. Juro, agora percebo-vos. As gajas são insuportáveis!! Acreditam que houve alturas em que eu, e a Peixa, achámos que duas lapádas nas ventas seriam o mais indicado? Acreditam que começámos a olhar com outros olhos a violência doméstica? Acreditam que temos vergonha de nos sentirmos assim mas que é superior às nossas forças?
E agora, perguntam vocês, porque continuamos a aturar a Maluca?
Porque estamos a ficar gajos, só pode. Não, não é pelo par de mamas que a Maluca exibe nas fotos (mas explicou-me que foi sem querer porque ela vive na lei de Deus...) mas no fundo no fundo a razão é a mesma - a Maluca dá-nos gozo! Apesar de tudo, termos o privilégio de podermos assistir na primeiríssima fila ao espectáculo de uma gaja em manobras de paixão e engate é algo que nos deslumbra!
LEALDADE TRAÍDA ou COMO DEI POR MIM A SER ATACADA POR UMA GAJA QUE QUERIA O MEU PÉNIS
Eu gostava de vos contar a história toda. Nada me daria mais prazer. Mas não posso. A minha consciência não permite e este não é propriamente o meu momento mais glorioso, que não é (se bem que, não vos vou mentir e deixem que vos diga que demorar apenas um par de horas a levar uma gaja a fazer sexo enquanto os gaijos andavam há meses a tentar, é coisinha para me deixar de ego insuflado).LOUCA POR COMPRAS
Eu sei que vocês estão à espera – pacientemente, diga-se de passagem – que eu fale mesmo daquilo que interessa, mas eu no teste de Notariado, enquanto esperava que alguém me desse um lamiré da resposta a uma perguntinha que se me afigurava escrita em japonês tal era o grau da sua ininteligibilidade (oh pá, que bom é poder escrever palavras com mais de 4 letras e saber que vão entender o que estou a querer dizer!!! Hossana! Hossana!), aproveitei para escrever sobre uma coisita que me anda cá a incomodar e que não podia deixar de partilhar que eu sou mocinha generosa.
Mas que raio de moda é esta agora dos soutiens pretos por baixo de camisas brancas?
Eu sou pessoa de transparências. Que sou. Eu sou pessoa de andar despida vestida de forma algo vergonhosa (há quem lhe chame intimidante. Go figure…) em certas e determinadas ocasiões. Mas tudo tem o seu lugar e a sua hora. Querem brincar às transparências na night? Na maior! Fixe! Tamos nessa! Mas porque é que eu tenho que ver a vossa lingerie nos corredores da empresa? Acaso, ando eu a exibir a minha cueca da Hello Kitty a caminho da Contabilidade? Não ando, pois não?
Vamos lá ver se a malta se entende:
Night – Fazei o que bem entenderdes.
Com os amigalhaços - Fazei o que bem entenderdes.
Trabalho – Não me obriguem a ter que olhar para a vossa lingerie.
Reuniões - Não me obriguem a ter que olhar para a vossa lingerie.
Estamos acertados?
Então, ide lá mudar para um aparador de boobs cor de pele, se faz favor.
PAROU! PAROU TUDO!
“…a dar-te beijos no umbigo"
Oh minha pequenita, se é para contar (e agora que me passaste a cama para a mão, aguenta-te), vamos a contar a histórinha tal qual ela se passou. Não me venhas agora com falsos pruridos. Quais beijos no umbigo?
A menina (que na altura era o menino) botou mesmo a língua ao serviço (ainda que virtual) desta nobre missão e atacou o umbigo da Maluca sem dó nem piedade.
Como é que eu sei? Porque depois fui eu que a aturei. Por isso, sim, eu sei bem.
E para aquelas que têm memória menos lesta que a minha, aqui fica a citação da frase que nem o Alzheimer me tirará da alembradura (já vos disse que tenho uma imaginação muito gráfica, não já? E os próprios dos macacos que me mordam se assim que ela se saiu com esta, eu não pensei logo na anedota do macaco e da girafa).
“Sussurro-te ao ouvido enquanto te lambo o umbigo.”
E digam-me se fui eu que enlouqueci de vez ou se isto não parece quase poesia em movimento?
Só mais uma pitadinha para abrir o apetite...
E a noite em que Peixa e eu, separadas por alguns quilómetros mas unidas por um telefone e por uma maluca do outro lado do email a quem respondíamos a quatro mãos, percebemos que a maluca, essa mesma, estava a meter-se na nossa, dele!, cama?
Gaijas, nós somos gaijas, toda a gente sabe disso. Por razões óbvias temos uma enorme dificuldade em pensar com o pénis mas até aí nem tinha sido muito complicado, era só tratá-la um bocadito mal que ia logo ao sítio, agora uma maluca desenfreada metida na nossa cama e a chamar-nos pequenito (gaijos, digam-nos, se se metessem na vossa cama e vos chamassem "pequenito" haveria alguma possibilidade de continuarem, ou passarem, a ser "grandito"? É que nós temos essa dúvida a assolar-nos desde então e não queremos acreditar que vocês, os nossos gaijos, sejam capazes de ouvir uma coisa destas sem de imediato porem a gaja com outro dono...), mas como ia dizendo, uma maluca desenfreada na nossa cama é coisinha para nos deixar sem pio. Ou quase... Lidámos com a situação o melhor que pudemos e soubemos e para a posteridade ficará a frase da noite, minha, confesso!. É que eu era gajo, eu tinha de dizer qualquer coisa, eu não podia estar ali mudo e quedo e, num arrobo de paixão, respondendo finalmente à pergunta "e tu que estas a fazer?" atiro-lhe com um "a segredar-te ao ouvido e a dar-te beijos no umbigo"...
O berro da Peixa ao telefone foi quase imediato, ela tentava explicar-me que nem uma contorcionista chinesa seria capaz de tal proeza mas nestas coisas é precisa coragem e determinação e eu já tinha enviado o email com a frase fatal..... Querem saber? A Maluca nem reparou mas a partir daí entreguei a cama à Peixa e ela que vos conte como foi...
Deu-nos uma fúria do açúcar
Lembram-se?
Na Primavera o amor anda no ar.
Na Primavera os bichos andam no ar.
Na Primavera o pólen anda no ar
E eu não consigo parar de espilrar.
No Verão os dias ficam maiores.
No Verão as roupas ficam menores.
No Verão o calor bate recordes
E os corpos libertam seus suores.
Pois é. O calor aperta, a sede desperta e eu e a Peixinha temos andado a trabalhar furiosamente para a felicidade de todos. Os sacrifícios têm sido muitos, já tivemos de passar uma noite a afogar em Vodka os traumas, mas temos tanta, mas tanta coisinha para contar...
Longas e longas conversas que estão quase a virar livro. Um lá-mi-ré? Está bem, nós damos...
Sabem que sempre gostámos de malucas. Sabem que há muito que uma maluca não aparece por aqui nas nossas caixinhas de comentários e nós tínhamos saudades, porque tínhamos. Assim, decidimos que se as malucas não vinham até nós teríamos nós de ir à procura de uma.
Conhecem a expressão "cuidado com o que desejas que te pode ser concedido?". Encontrámos não uma maluca mas A Maluca, a mãe de todas as malucas. Tem sido uma verdadeira incursão ao mundo do non-sense, da loucura, da lógica da batata, do amor pingado. Palavras como "pequenito", "bebé", "lindo" e, last but not the least, "coelhito", passaram a fazer parte do nosso mundo e o abalo sofrido foi grande, como já expliquei em cima numa determinada altura teve mesmo de ser amenizado com uma garrafa de Vodka, mas temos o enorme prazer de anunciar que o estudo sociológico sobre uma gaja, uma verdadeira gaja, apaixonada está quase a rebentar por aqui.
Das dezenas, diria até centenas, de emails trocados escolhemos alguns da nossa maluca de estimação para aguçar o apetite. Estão longe, muito longe, de serem os melhores, mas não queremos servir já as sobremesas. Fiquem com as entradas e já gozam.
(será escusado dizer que não houve qualquer edição da forma e ou do conteúdo...)
"EU ADRO-TE!se es tu dis-me o nome do teu coelho"
"voçe deve querer é informaçoes e eu parva conto,nem o nome do coelho sabe"

